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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PARA QUE SERVE A FIFA ... ...?


Para isto mesmo!
O mundo capitalista inventou o Trump e o mundo do futebol inventou o Infantino. Dois calhordas.
O ruivo nazista quer cagar em cima da cabeça dos outros, e o aprendiz de Mussolini numa canetada quer acabar com as conquistas dos clubes sul-americanos, no grito. Quer dizer então que os mundiais interclubes até um determinado ano não vale nada? O "camicia nera" do Infantino (infantil?) falou e é lei? como assim? Vale. Mas só vale para os clubes europeus e pasme só para alguns BRASILEIROS (sempre eles!), e os outros? E o Santos de um tal de "rei", não vale? não vai chiar? vai chiar?
Bem feito. O tal do "rei" gosta de lamber os canalhas da "fifa".
E os clubes argentinos, uruguaios, paraguaios ... vão ficar quietos?
E a Toyota? calada?
E MUITA CANALHICE NESTE MUNDINHO DE MERDA !!!!

sábado, 21 de janeiro de 2017

PROXENETA DA NOTÍCIA & PRECONCEITUOSO ...



Na exibição do programa “Extraordinários”, do canal a cabo SporTV, o jornalista Eduardo Bueno, ao falar sobre a região do nordeste, se referiu como “aquela bosta”. Uma petição online foi lançada para que a Procuradoria Geral da República instaure um processo criminal contra o profissional.

OS PROXENETAS DA NOTÍCIA E SUAS OBVIEDADES


DA-LHE NELINHO ... ... !



OS RUFIÕES DO IMAGINÁRIO COLETIVO DA IMPRENSA BRASILEIRA

BOTÃO MUTE PARA NÃO OUVIR TANTA IDIOTICE!!!!!!!!

Bob Faria (da família Bob Pai e Bob Filho. O bairrismo explícito justifica sua presença)
Paulo Cesar Vasconcellos (o anão de jardim da imprensa esportiva. Campeão dos clichês e frases feitas)
Paulo Lima (da ala esportiva da família Lima. Conhece pouco de futebol e só repete obviedades)
Alexandre Oliveira – da ESPN (humorista e comentarista na horas vagas. Precisa optar entre o esporte e o Zorra Total. Pelo lado “Zorra”, tem vaga na lista)
Renato Maurício Prado (também conhecido como Renato Péssimorício Prado. Elegância, educação e finesse a serviço de comentários clubistas e idiotas)
Denilson Show (dança, brinca e faz piadinhas. Exatamente como fazia no tempo de jogador)
Athirson (alguém precisa avisar ao Athirson que a televisão tem imagem. Ele não precisa repetir o que as imagens já mostram)
Ricardo Martins (Bobão, bobo e bobinho são as 3 melhores definições do comentarista praiano. É obcecado por dar um furo)
Roger Flores (é o Surfista Prateado da imprensa boleira. Usou o chinelinho para matar todas as aulas de português. Mistura comentários de lances isolados com bullying contra alguns jogadores. Parece que esqueceu seu passado de jogador)
Muller (serial killer da língua pátria. Sem esquecer a dificuldade para raciocinar e respirar ao mesmo tempo. O resultado são opiniões totalmente sem nexo)
João Guilherme (não é tecnicamente tão ruim, mas abusa dos slogans, bordões e da chatice. Não torcemos juntos!)
Carlos Lima (sem muito ritmo de narração para a TV.)
Paulo Brito (aquele da RBS: Radialista Bem Sonolento. Bem feitoooo!)
Rogério Corrêa (força demais pros clubes mineiros e tem um ritmo ruim)
Julio Oliveira (tem voz de locutor. Mas erra metade dos nomes e se confunde com tudo)
Eder Luiz (berra como se ainda estivesse no tempo do radinho de pilha. É meio mala também)
Marco de Vargas (grita tanto que acaba errando nomes de jogadores, times e outras informações. Grande especialista em bordões)
William Tavares (narrador, apresentador, comentarista… Mas sua pior especialidade são as gracinhas)
Alessandro Sabella (plantão de rádio que foi pra TV. Não poderia mesmo dar certo)
Decimar Leite (narrador que parece ainda estar no rádio tentando narrar na TV)
Eduardo Moreno (deveria narrar o jogo dos 7 erros. Ou 70 erros. É um dos principais responsáveis pela criação do botão “mudo” no controle remoto)

Alguns narradores veteranos, apesar da fase ruim, como o Luciano do Valle, tiveram o histórico respeitado e não foram incluídos na lista. Outros, se insistirem na ruindade, poderão estar numa próxima edição desta lista.
E aí… É redeeeeee!!

OS PROXENETAS DA NOTÍCIA DA IMPRENSA ESPORTIVA BRASILEIRA


Eu não sei por que eu ainda me espanto com as coisas que eu escuto na televisão…
A quantidade de imbecis que apresentam e comentam programas esportivos na televisão brasileira é enorme! São supostos “formadores de opiniões” que não mereciam nem escrever o jornalzinho do bairro onde moram, quanto mais comentar algo em âmbito nacional!
Passando os canais ontem no horário do almoço, cheguei a BAND (não lembro o nome do programa, nem mesmo o nome do comentarista, o que é uma pena, pois tinha que saber para colocar aqui em letras garafais).
Enfim, parei uns 30 segundos nesse canal para saber sobre o que se tratava, e a resposta veio rapidamente e obviamente: FUTEBOL! Mais especificamente, seleção brasileira.
Foi quando meus ouvidos doeram e minha indignação chegou ao extremo de eu na mesma hora DESLIGAR A TELEVISÃO!
Não sei qual era o assunto em pauta, mas ouvi o suposto comentarista dizer:
“ – … porque na verdade, o técnico da seleção brasileira de futebol (Dunga) é o segundo homem mais importante do nosso país, ficando atrás somente do presidente da república!”
CRÉDO! O QUE É ISSO!? EM QUE MUNDO QUE ESSE “SER” VIVE?!
Para falar a verdade, eu nem consigo categorizar um cidadão desses… Aliás, nem cidadão ele pode ser chamado… Uma pessoa que coloca um técnico de futebol como uma das pessoas mais importantes do Brasil, não pode ser um cidadão brasileiro.
Eu consigo enumerar infinitas pessoas em nosso país que são muito mais importantes e muito mais contributivas sócio/culturalmente falando, que nem sei por onde começar…
Iniciei o post de hoje me questionando o porquê me espanto com esses tipos de comentários…
Por que PRECISO! Não posso calar-me e fazer de conta que isso é normal no “país do futebol…”
Não! Em um país onde pessoas passam fome e esperam em fila de hospitais, não posso deixar esse infeliz comentário passar ileso…
Lamentável, mas muitas pessoas, inclusive as que passam dificuldade, assistem a esses programas e concordam com essas “frases absurdas” !
Como sempre, escrevo aqui indignado e revoltado… Virou praxe…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FELIPE MELO: A BOMBA RELÓGIO


 

De volta como convidado na tarde desta segunda-feira (16) ao Fox Sports, canal que deixou em agosto do ano passado após pedir demissão, Renato Maurício Prado detonou o novo reforço palmeirense e seu desafeto, Felipe Melo, no programa Expediente Futebol.
O ex-apresentador da mesa redonda A Última Palavra demonstrou inconformismo com avaliação positiva do comentarista Fábio Sormani. ''Assisti você falando no Fox Sports Rádio de um jogador que calculo que deve ser uma simbiose do Paulo Roberto Falcão com Andrade, com Franz Beckenbauer, Lothar Matthäus e talvez o Zico. Todos eles misturados dão esse jogador que você falou'', ironizou.
''O Felipe Melo que vocês conhecem decididamente não é o jogador que eu conheço. Realmente, vocês estão imaginando um jogador que está no imaginário de vocês, porque no futebol, até hoje mesmo, não fez nem 10% do que vocês acham que ele vai fazer'', detonou.
O jornalista e o volante brigam na justiça. Em 2013, Prado escreveu uma coluna no jornal O Globo criticando Felipe Melo. Na oportunidade, disse que o atleta não jogava ''bulhufas'' no Flamengo e que só trazia problemas, nunca soluções. Em resposta, o jogador escreveu em sua conta no Facebook que o jornalista era “corno, chifrudo, babaca e covarde''. Por causa disso, Prado resolveu processar Melo. No entanto, o jogador, então na Inter de Milão, ganhou em primeira instância e receberá R$ 3 mil, mais os honorários de seu advogado de R$ 5 mil.
''Único passe que todo mundo lembra é o passe para o Robinho fazer o primeiro gol contra a Holanda'', criticou, uma vez mais, recordando a marcante partida da Copa de 2010 que implicou a eliminação brasileira, de virada, derrota por 2 a 1, com gol contra e expulsão de Felipe Melo.
''Felipe Melo pra mim é uma bomba-relógio, ali o Palmeiras sempre vai entrar em campo com dez. Quanto tempo vai jogar com dez ou onze, a gente vai ver aí'', atacou novamente, Renato. ''Todos os clubes onde passou fez lambança'', acrescentou, com direito à corneta ao analisar também o seu clube de coração, Flamengo.
''Rômulo é um bom jogador, Só isso. Mas tá longe de emocionar a torcida. A única vantagem do Rômulo é que se tudo der certo a gente vai se livrar do Márcio Araújo, isso é sensacional, é a grande notícia'', celebrou ele.
''Técnico adora defender o próprio emprego, não quer perder, aí bota um burocrata feito o Márcio Araújo, e ainda defende, como defendeu o Zé Ricardo numa entrevista ao (jornal) O Globo que até a expulsão dele contra o Palmeiras, que foi aquela lambança, que ele tinha 1,3 passes errados por jogo. Claro, ele pega a bola e toma, dá aqui assim. A estatística no futebol é uma coisa perigosíssima. Quando bem usada, é sensacional, mas se for na cegueira, aí você acha Márcio Araújo grande passador. Olha, eu não escondo de ninguém que eu sou Flamengo, então eu vejo todos os jogos. O grande problema é que ele acaba com a saída de bola do Flamengo, ele erra, é um horror. Perto do Márcio Araújo, o Ralf é Beckenbauer'', disparou.

Fonte: UOL

FELIPE MELO: UM IDIOTA


UM IMBECIL QUE VAI  ACABAR PREJUDICANDO O PALMEIRAS.
DEPOIS DE O MUNDO ASSISTIR O GESTO DE CIVILIDADE DO ATLÉTICO NACIONAL CEDENDO O TÍTULO DA SULAMERICANA PARA A CHAPECOENSE, APARECE UM BABACA DESTES FOMENTANDO A VIOLÊNCIA.

domingo, 16 de agosto de 2015

Y TODO EMPEZO CON EL BRASILEÑO JOÃO HAVELANGE


Y todo empezó con Havelange
¿Cuánto cuesta su pelota? es un trabajo que refleja el peso que tiene cultural, política y económicamente el futbol en la sociedad.  Este deporte ha evolucionado en todas sus facetas y ha dejado de ser una simple actividad lúdica (y deportiva en competencias de alto rendimiento) y se ha convertido en una fuente lucrativa, que ha superado el sentido de su esencia: El juego.
        Pocas actividades en el mundo actual tienen el alcance del futbol asociación. Es por eso que con el paso de los años, los grandes directivos y patrocinadores de peso en las competencias internacionales han buscado sacar el mayor provecho posible a este deporte. Esa persecución por verse favorecidos no sólo existe en el campo económico; también se da en lo político y social.
       El crecimiento del “juego del hombre”, como lo llamaba el desaparecido Ángel Fernández, se debe a un organismo creado en 1904: la Federación Internacional de Futbol Asociación (FIFA). Gracias a ella logró la fuerza, regulación  e internacionalidad que ahora tiene.
        Pero no todos los perfiles de FIFA tienen una bella apariencia. Desde la llegada de Joao Havelange en 1974, el futbol se ha utilizado para ganar dinero por parte de la gente de pantalón largo a costa de los seguidores y, lógicamente, los más importantes: los futbolistas.
        Chantajes, violencia, muerte, narcóticos, corrupción, traición y mucha impunidad son reflejo de aquella frase “el fin justifica los medios”. 
        El esfuerzo de los primeros presidentes de la FIFA permitió que este deporte fuera transformándose en un fenómeno internacional y que tomara fuerza y forma.       Por ejemplo, el francés Jules Rimet (q.e.p.d.) organizó la primera copa del mundo y consiguió que ésta se realizara cada cuatro años. Además, después de la Segunda Guerra Mundial, retomó los esfuerzos por darle continuidad a la copa y así consiguió que se volviera a disputar en 1950.
        Algunos años después, Sir Stanley Rous (1895 - 1986) ayudó a que este deporte se consolidara como el más popular. Fue futbolista, árbitro internacional, incluso fue el que creó el sistema de marca en diagonal para los árbitros y después se desenvolvió como directivo, es decir, conocía casi todas las facetas del futbol y por eso entendía que era lo que necesitaba para crecer.

        Antes de ser el sucesor de Jules Rimet, ayudó a escribir el reglamento del futbol, mismo que hasta la fecha tan sólo ha recibido algunos cambios mínimos. Rous fue un gran administrador de este deporte, pero siempre evitó que el exceso de mercadotecnia afectara la esencia del juego. A su salida de la FIFA en 1974, el panorama no lucía nada mal.
        Ese año llegó al poder  (no hay mejor palabra para describirlo) Joao Havelange.  Nacido en 1916 en Río de Janeiro, hijo de un comerciante de armas y que compitió en varios deportes en Juegos Olímpicos como natación y polo acuático, que además fue dirigente de la delegación de Brasil en los Juegos de 1956 en Melbourne, pero que nunca se desempeñó como futbolista de alto rendimiento.
        Durante los 24 años que estuvo al frente de la FIFA  se encargó de acercar a la gente de mayor prominencia política y económica al futbol. No importando que eso representara tener que tratar con genocidas, dictadores o los monopolios más grandes del mundo.
        La historia del brasileño con Horst Dassler y la multinacional ISL (International Sport and Leisure), la relación personal y comercial con los dictadores Hugo Bánzer y Jorge Rafael Videla y las curiosas declaraciones que acostumbraba a hacer, son  ejemplo de lo que era “verdaderamente importante” en la administración del oriundo de Río de Janeiro.
        Prueba de ello es el siguiente fragmento de una entrevista que concedió “El Rey Sol” al inglés David Yallop hace algunos años:
      ¿Se considera el hombre más poderoso del mundo?  Ante esta pregunta, la mayoría de las personas vacilarían y la esquivarían con una sonrisa. Pero el presidente de la FIFA, Joao Havelange, no la evade y además no sonríe.
“Yo he estado en Rusia dos veces invitado por el presidente Yeltsin, he estado en Polonia con su presidente; en la Copa del Mundo de 1990 en Italia vi al papa Juan Pablo Segundo tres veces; cuando  voy a Arabia Saudita el rey Fahd me da una esplendorosa bienvenida. En Bélgica he tenido una hora y media de entrevista con el rey Alberto.
        ¿Piensa usted que un jefe de estado le gastaría tanto tiempo a cualquier persona? Eso es respeto. Esa es la fortaleza de la FIFA. Puedo hablar con cualquier presidente y ellos hablan de presidente a presidente, de igual a igual. Ellos tienen su poder y yo tengo el mío: El poder del futbol. El poder más grande”1
        Durante los 24 años que permaneció al frente de la Federación, visitó más de 185 países (Juan Pablo Segundo, el llamado Papa viajero estuvo en 123 países durante su pontificado),  creó torneos de selecciones de manera desproporcionada para poder comerciar con los derechos de transmisión, publicidad y cualquier otro rubro posible y fue el artífice de la relación que tienen Adidas y Coca Cola con la FIFA; misma que en esta época todavía está vigente y que se acaba de renovar por una cuantiosa cantidad que rebasa la centena de millones de dólares por los próximos diez años.  
        El alcance de esta administración llegó hasta el Comité Olímpico Internacional, ya que ISL, con la ayuda de Havelange, se hizo de los derechos de transmisión de la máxima justa deportiva del orbe: los Juegos Olímpicos. 
        El nonagenario directivo brasileño estuvo al frente de la FIFA y detrás de él se veía al suizo Joseph Blatter. Por varios años, su secretario general le aprendió muchas cosas. Incluso el olvidarse de la gente que lo había ayudado a crecer, prueba de ello es el modo en el que llegó al puesto que en la actualidad ocupa.
        Desde que se comenzó a anticipar la salida de Havelange, su alumno más adelantado le aprendió lo necesario para ser el presidente que necesitaba la “nueva FIFA.” Joseph S. Blatter: Un hombre despreocupado por el público y la gente en las canchas y siempre atento a los de pantalón largo, con gran visión empresarial y con amigos importantes o en su defecto útiles, el nacido en Zurich, Suiza en 1936, tuvo una historia similar a su predecesor, en la que sólo cambian las cifras y los nombres, pero la esencia es la misma.
        Estudió economía en Lausana, fue jefe de relaciones públicas en una oficina de turismo en Suiza, se desempeñó como secretario general de la Federación de Hockey de su país, y después se dedicó a las actividades periodísticas y relaciones públicas del deporte en la industria privada. Años después ingresó a la FIFA durante el mandato de Havelange.
        Es claro que el suizo nunca tuvo contacto con el deporte de alto rendimiento antes de conseguir el puesto que a la postre lo llevaría a lo más alto de este lucrativo y tentador mundo del futbol.



        En el campo laboral fue igual de productivo que Joao Hvelange. Mantuvo la relación que existía con Adidas y Coca Cola, incluso acercó a su empresa a otras tantas marcas como Mc Donalds, Sony, Hyundai, Castrol, Emirates, Visa, Continental o Budweiser. Tuvo la visión para darle el lugar que se merecen las confederaciones de Concacaf y África; Sí. Más de 85 votos para las elecciones presidenciales no son nada despreciables.
        Aunque hay una diferencia entre ambos y como dicen el alumno superó al maestro. Joseph Blatter no creó torneos  de manera irracional. El ahora presidente de FIFA se adueñó de algunos torneos amistosos que existían y los hizo obligatorios sin importar la saturación del futbolista y las consecuencias que pudieran existir, por ejemplo, la Copa Rey Fahd y la Intercontinental.
        Siguió con la tradición de vender los derechos de los torneos al mejor postor, sin importar contratos o cualquier otro argumento legal existente y gracias a la instrucción tan infalible que obtuvo de su antecesor, aprendió a “orientar” (pequeño eufemismo para arreglar) los sorteos de las copas del mundo. Casos claros el mundial de 82 en España, 2002 en Corea-Japón y el más reciente en Sudáfrica 2010.
        Los más importantes directivos de FIFA y las confederaciones dependientes se han visto envueltos en cualquier clase de conflictos. Lo único que han hecho es dar carpetazo a todos y cada uno de los casos. Quienes no han sabido mantenerse al margen y seguir con la corriente fueron expulsados y desaparecidos del mapa deportivo. Criticar el funcionamiento de la FIFA no es opción. En otros casos, quienes han sabido demostrar su lealtad a sus “amigos” han corrido con la fortuna de permanecer ahí para siempre.
        Michel Zen Ruffinen y Jack Warner son prueba fehaciente de ello. El primero acusó malos manejos y  fue separado del puesto. Ya no funge más en algún cargo deportivo. El segundo hace dinero en el mercado negro con boletos para la copa del mundo, se roba el dinero de bonos por éxito a los futbolistas de su selección nacional y hace cualquier cantidad de canalladas posibles y gracias al apoyo de su presidente, su lugar está seguro por muchos años más.
        ¿Cuánto cuesta su pelota? denuncia todos esos vicios en el futbol fuera del rectángulo color verde y busca demostrar que en muchas ocasiones, lo que sucede en la cancha es, en la actualidad, lo menos importante. Un trabajo dedicado a todos los aficionados de este bello deporte.
Muerte, racismo y narcotráfico: 
Conozca a la gente que reina en el futbol 
 
Antes de 1974, la FIFA tenía varias razones primordiales de existencia. Anteriores presidentes habían luchado para que el futbol se desarrollara, que tuviera un reglamento uniforme para todo el mundo, que creciera como deporte y que se internacionalizara. Para ello se creó un reglamento y se establecieron una serie de valores que favorecieron la consecución del objetivo.
        A partir de aquella lejana fecha, cuando el brasileño Joao Havelange se convirtió en presidente de FIFA, todo ha cambiado. La Federación Internacional de Futbol Asociación grita a los cuatro puntos cardinales su anhelo de proteger y favorecer este deporte; incluso continuamente crean nuevas frases como “For the goog of the game” o “For the game, for the World” ambas resultan cruelmente paradójicas.
        Los valores están a la vista. Cualquier persona los puede encontrar en el sitio oficial de Internet del organismo. Tales como unidad, integridad y transparencia (del cual hay mucho por hablar), pero los hechos nos hablan de algo muy distinto. Muerte, racismo, narcotráfico y expansionismo económico son algunos de los verdaderos principios que rigen al máximo ente futbolístico del mundo. 
        El nombre de FIFA tiene un peso enorme en la sociedad actual y la gente que estuvo y está en el poder del organismo ha sabido apartar su rebanada del pastel, no importando si para ello tuvieron que aliarse con dictadores, asesinos, fugitivos y además dañar uno de los mayores patrimonios culturales de la humanidad: el futbol.
        El primero en la lista es el brasileño Jean Marie Faustin Goedfroid Havelange, conocido en el mundo del deporte como Joao Havelange. El amazónico estuvo al frente de la FIFA por 24 años. Antes de ser presidente de ese organismo estuvo en la Confederación Brasileña de Futbol y no dejó pasar ni un segundo para favorecer sus intereses, gracias a su cargo. 
        Durante la Copa del Mundo de 1962, celebrada en Chile, la etapa de semifinales enfrentó a Brasil con los locales. El partido terminó con marcador favorable a los amazónicos por cuatro tantos contra dos. El “Scratch” se metía a la final por segunda vez consecutiva, pero en el trayecto hubo un percance. El habilidoso extremo Manoel Francisco Dos Santos “Garrincha”, harto de todas las agresiones que recibía dentro del terreno de juego, regresó una de esas faltas cometidas por el zaguero andino Honorio Landa.  El atacante se agarró a golpes en pleno campo de juego y el árbitro peruano Arturo Yamasaki expulsó a ambos futbolistas.
        Por esa expulsión, los dos jugadores se perderían el siguiente encuentro. Landa el cotejo por el tercer lugar y el talentoso Mané no estaría en la final de la Copa. Brasil tendría que jugar contra Checoslovaquia sin su máxima figura (ante la ausencia de Pelé desde el segundo partido).
        La oncena centroeuropea tenía grandes posibilidades de salir exitoso del compromiso. El ordenado equipo que tenía entre sus filas a Masopust, Kvasnak y Kadraba entre otros, le había empatado a cero goles en el juego de la primera fase a un Brasil con cuadro completo, es decir, con Pelé y Garrincha en la cancha, a diferencia de lo que sucedería el 17 de junio en Santiago.
     Pero unos días antes, el 14 de junio, el Comité de Disciplina de FIFA tuvo una reunión de urgencia para “establecer la situación de los jugadores”. Para cualquier persona el estado era sencillo: la suspensión por un partido, debido a la expulsión. 
        En esa reunión, había un hombre que tenía muchos intereses en que su país fuera campeón. El presidente de la Confederación Brasileña de Futbol, Joao Havelange. Al saber la sanción que recibiría el jugador brasileño, el amazónico acudió al presidente del país, Joao Goulart, al presidente del Comité organizador y a la cabeza de la FIFA, el inglés Stanley Rous. 
        El peso de un hombre que no podía ver caer a su país frente a un equipo “socialista”, como ellos lo llamaban, influyó en la realización de la junta (que no tenía razón de ser) y en la resolución de la misma.2
        Ese día, el ente nacido en 1904 anunció que el chileno Landa estaba fuera de la Copa y que el mítico atacante brasileño sólo había sido amonestado. La final en Santiago se jugó el 14 de julio y tuvo un marcador favorable a Brasil (con una labor muy cuestionada del árbitro soviético Nicolaj Latychev.
 
 
 
 
        Pero ¿quién era este hombre que había podido influir en las decisiones del presidente de FIFA y que podía pasar por encima de los reglamentos a placer? La respuesta es conocida: Joao Havelange, pero este ejemplo es tan sólo un juego de niños comparado con lo que el futuro presidente se atrevería a hacer para perseguir sus intereses.
        Un presidente que hacía las cosas que quería y que estaba consciente del poder que tenía. Ese hombre que incluso algunos años después del retiro de Pelé, se aventó el disparate de decir que gracias a él, el atacante amazónico había podido jugar algún mundial y haber tenido éxito en el futbol. Que sin su apoyo, el jugador más brillante de la historia, tan sólo hubiera sido un futbolista promedio.       
        Años después, el reto era mayor y requería medidas de diferente magnitud: Argentina 1978.
        “Es un día de júbilo para nuestro país. Por ello le pido a Dios nuestro señor, que este evento sea realmente una contribución para firmar la paz que todos deseamos; para todo el mundo y para todos los hombres del mundo”
        Estas son las palabras que salieron de la boca de Jorge Rafael Videla, presidente de Argentina en 1978, durante la inauguración de la Copa en Buenos Aires. Bonitas palabras y muy alentadoras, hasta que pensamos que a menos de 800 metros de distancia estaba funcionando la ESMA (Escuela Mecánica de la Armada) en donde clandestinamente se llevaban a cabo las más cruentas torturas que se puedan imaginar. 
        Inicialmente fue creado para formar oficiales de la armada, pero a partir de marzo de 1976, cuando derrocaron a la presidenta Isabel Perón, fue utilizado para recluir a guerrilleros de izquierda y gente “incómoda” para la dictadura.
        Algunos organismos de derechos humanos que han investigado el caso, aseguran que mínimo 15% de los 30 mil asesinados, fueron asesinados en las instalaciones de la ESMA. Del mismo modo, se ha demostrado que se tiraban los cadáveres al río y que incluso mujeres embarazadas fueron torturadas hasta la muerte. 
        Muchas de las armas y el armamento que fueron utilizados por el ejército golpista argentino y posteriormente en el poder, fueron provistas por un viejo amigo de FIFA: Joao Havelange y la empresa Mantiqueira, de la que era socio.3 
        Además de hacer negocios con Jorge Videla, el brasileño aprovechó la inestabilidad de otro país sudamericano. El Rey Sol, con la visión que siempre lo ha caracterizado, vendió casi un centenar de miles de granadas a otra dictadura latinoamericana, la de Hugo Banzer; un boliviano que llegó al poder de su país gracias a un golpe de estado.4 
        Una vez en el poder, Bánzer estableció una férrea dictadura y luego de un tiempo en la presidencia ilegalizó a los partidos políticos, incluidos sus aliados. Un interminable número de violaciones a los derechos humanos, una enorme deuda externa y los procesos de corrupción más cuestionados en la historia de Bolivia se dieron durante el mandato de Bánzer Suárez. Además de su participación en el denominado Plan Cóndor, operativo de represión anti izquierdista desarrollado por los gobiernos militares de Argentina, Brasil, Uruguay, Chile y el propio Bolivia. 
        Ante estos hechos, muchos países comenzaron una protesta para evitar que las finales de la Copa del Mundo se realizaran en Argentina. Los derechos de los sindicatos se suspendieron y se impuso una censura a los medios para que se diera a conocer lo sucedido en el país pampero. 
        La carnicería que existía por las acciones durante el llamado Proceso de Reorganización Nacional no importó y la Junta Militar comenzó a prepararse para la realización del Campeonato. Incluso la gente en Argentina salía a las calles a reclamar por lo sucedido. Videla pidió apoyo a Havelange para que no se llevara la Copa de su país y amablemente, el proveedor brasileño lo apoyó con esa petición. El razonamiento lógico era que si la albiceleste se llevaba el mundial, la gente se olvidaría por un tiempo de la situación social y la presión sería menor para el dictador sudamericano y sus militares.
        En la organización del campeonato estaba el almirante Carlos Alberto Lacoste. Ambicioso hombre que fue promovido a la cabeza del comité organizador después de la muerte de Carlos Omar Actis en circunstancias muy sospechosas. Ninguna acción sería tomada. El mundial se realizaría en Argentina.   
        Durante la primera ronda, Argentina se ubicó en segundo lugar de su pelotón, después de haber ganado sus partidos frente a Hungría y Francia, con actuaciones bastante turbias del central español José Antonio Garrido y el suizo Jean Dubach respectivamente. Además, los locales cayeron en el último cotejo frente a Italia.
 
        En la segunda fase de grupos, Argentina enfrentó a Polonia y Brasil. Una victoria y un empate. Otro par de arbitrajes muy dudosos, ahora de un sueco y de un húngaro. Después de dos juegos, Argentina y Brasil llegaban con las mismas posibilidades de acceder a la final por el título. Las mismas oportunidades según lo indicaban los números y la igualdad de puntos entre ambos equipos, pero en Argentina, el general Videla tenía un as bajo la manga. 
        Perú, el último contrincante en la ronda semifinal, estaba eliminado y el general Videla le encomendó al almirante Lacoste (presidente del comité organizador) que buscara cómo aumentar las posibilidades del equipo local. Lacoste no tardó mucho tiempo en dar soluciones.5 
        En principio, ambos partidos estaban programados a la misma hora para evitar que cualquiera de las dos oncenas tuvieran ventaja. Luego de algunos arreglos, Lacoste le anunció a Videla que el juego de Brasil se jugaría antes y de este modo, los argentinos sabrían qué resultado les daba el pase. Brasil ganó y los locales sabían que tenían que vencer con cuatro goles de ventaja a Perú para acceder a la final. 
        A pesar de no tener ninguna posibilidad de acceder a la final, los peruanos habían hecho una buena copa, incluso en la primera ronda se clasificaron en primer lugar, producto de dos triunfos y un empate frente al equipo que a la postre sería subcampeón: Holanda. 
        En circunstancias normales, el partido no hubiera sido nada favorable para los argentinos, pero después de los 90 minutos, el tanteador marcaba un escandaloso y suficiente seis goles contra cero. 
        Argentina calificó a la final y fue campeón, del mismo modo que los organizadores tenían pensado.
        Algunos años después, una reconocida periodista del diario El Clarín, María Laura Avignolo, presentó en el periódico Sunday Times un trabajo en el que explicaba lo que había sucedido aquel día en Rosario.
        El almirante Lacoste realizó una serie de negociaciones con gente que viajaba con el equipo peruano y de este modo los sobornos tomaron distintas formas. Treinta y cinco mil toneladas de grano argentino serían embarcados en tierra inca, el descongelamiento de una línea de crédito de 50 millones de dólares a Perú y el pago de 20 000 dólares a (mínimo) tres jugadores del combinado dirigido por Marcos Calderón son algunos de los resultados que arrojó la investigación de Avignolo. Trabajo que después de ser presentado, le acarreó algunas amenazas de muerte. 
        El periodista argentino Ricardo Gotta, menciona en su libro Fuimos Campeones, algunas circunstancias similares, incluida la intromisión del general Morales de Perú, con los jugadores de la Selección de Perú, cuando unos minutos antes del polémico juego les indica y repite en varias ocasiones que el resultado del cotejo no era importante, que sabía lo difícil que sería el cotejo y que de cualquier modo estaban orgullosos por lo hecho en la Copa. 
        También son mencionados sucesos como la insólita visita que el general Videla y el estadounidense Henry Kissinger hicieron al vestuario de los peruanos, sólo minutos antes de que el polémico y decisivo encuentro diera inicio.  
        El almirante Lacoste tomo fuerza los años posteriores al mundial. Fue presidente de la República argentina por un corto periodo durante el llamado Proceso de Reorganización Nacional y desarrollo una exitosa carrera como directivo de Conmebol (Confederación Sudamericana de Futbol) y en la FIFA fungió como vicepresidente, bajo el mando del su amigo Joao Havelange. Su lealtad a la copa de 1978 fue recompensada con creces. 
        Al término del mundial, Havelange declaró ante los organizadores y la junta militar. “ahora el mundo ha visto la cara real de Argentina” 6
        Imagino que lo quiso hacer en forma de cumplido, pero de cualquier modo tenía razón. Esa era la cara real del gobierno pampero. Una dictadura que Joao Havelange apoyó no sólo en el aspecto futbolístico y político sino en el del armamento. 
        A FIFA se le entregó un informe documentado por Amnistía Internacional en donde se detallaban las torturas, secuestros y asesinatos cometidos bajo las órdenes de la junta militar. El organismo, encabezado por el presidente Havelange y su vicepresidente, decidió no aceptarlo y hacer caso omiso del texto.7 
        El mundial fue utilizado como una vitrina para demostrar que el país sudamericano estaba en una situación social excelente y nadie iba a impedir que el propósito no se obtuviera. Así es como el régimen de Videla triunfó en la Copa del Mundo de 1978.
 
 
 
1994. Una nueva historia 
 
La Copa del Mundo llegó por primera vez a Estados Unidos. Si bien es cierto que los estadounidenses fueron semifinalistas en Uruguay 30, siempre han sido reconocidos como un país con poca tradición futbolística. 
        La intención de llevar el torneo a la tierra de Walt Disney era permitir que se difundiera este deporte. Lógicamente esto propiciaría que los máximos jerarcas del futbol expandieran el negocio a uno de los mercados más ricos del mundo. 
        Algunos partidos brillantes como Nigeria - Italia en octavos de final o el Brasil – Holanda y Rumania - Suecia en cuartos de final fueron un agradable premio para los fanáticos que abarrotaron los estadios el verano de 1994.
        Oleg Salenko y Hristo Stoichkov se coronaron campeones de goleo individual, con seis tantos por atacante y Brasil e Italia llegaron a la final, en busca del máximo ganador de la historia.
        Después de 120 minutos con un empate a cero goles, la gran final se tuvo que definir en disparos desde el punto penal. Albertini y Evani convirtieron por los Azurri, mientras que los disparos de Romario, Branco y Dunga le dieron a Brasil su cuarto título mundial. 
        Dos días después de obtenido el título, la selección de Brasil llegó a Río de Janeiro. El reloj del aeropuerto marcaba unos minutos después de las 11 de la noche y la gente, que según cálculos de Seguridad Pública de la ciudad se aproximaba a un millón de personas, esperaban en las calles de Río para festejar con sus ídolos la obtención del título, después de 24 años de sequía mundialista. 
        Lo que tenía que ser una noche de festejos y orgullo amazónico, se convirtió en una tapadera de una serie de artimañas para encubrir actos ilegales consistentes (en el mejor de los casos) en la admisión de mercancías extranjeras al país, sin el pago de los impuestos correspondientes.
        El responsable fue el brasileño Ricardo Teixeira. Un directivo del deporte en Brasil que ha estado en la presidencia de la Confederación Brasileña de Futbol (CFB) desde 1989 y que seguirá ahí hasta el año 2014, cuando se realice la Copa del Mundo en su país. Un personaje que ha sido acusado y en muchos casos comprobado por nepotismo en el organismo amazónico, pago de viajes a autoridades gubernamentales a los mundiales como forma de soborno y evasión de impuestos en varios ejercicios fiscales (1991, 1992 y 1993).8
        Ricky Teixeira fue el personaje central en la investigación y desarrollo de un libro de los periodistas Aldo Rebelo y Silvio Torres llamado CBF da Nike, en donde se comprueba la mano del oriundo de Minas Gerais en el contrato de su federación con la firma deportiva, que no sólo hablaba del patrocinio, sino que tenía algunas cláusulas ocultas como la obligación de cinco partidos amistosos al año y exigía la presencia  de al menos seis titulares en cada encuentro y que salieron a la luz luego de aquella polémica alineación del delantero Ronaldo en la final de la Copa del Mundo de 1998, a pesar de las convulsiones que había sufrido el ariete la noche anterior en su habitación de hotel y que casi le cuesta la vida.
        Dicho libro, también hablaba de la labor de algunos diputados al apoyar a Teixeira en el manejo del “Scratch” y como consecuencia se formó una comisión investigadora en Brasil. Dicha búsqueda arrojó una petición de procesamiento para 17 personas, entre ellas Ricky. Eso ya no le gustó al presidente de la federación y, sin mayor conflicto, antes de caer acudió a sus amigos diputados y el informe quedó archivado. Nada pasó después.
        Podría parecer que repito la biografía de Joao Havelange o Joseph Blatter, no es así, tan sólo es que se parecen mucho y se diferencian por pequeños cambios en los detalles. Al parecer, toda esta gente está hecha con el mismo molde. 
        De regreso a 1994. 19 de julio. El Aeropuerto Internacional de Río de Janeiro. La circunstancia representaba apremio y Osiris Lopes (encargado de la aduana) le aconsejó a Teixeira que la delegación de su país saliera de la terminal con su equipaje de mano y volviera por las maletas al día siguiente para la revisión obligatoria. De este modo no se perdería tiempo y podrían salir a la calle lo antes posible, para iniciar los festejos.
        La idea, a pesar de lo sensata que lucía, hizo enfurecer al directivo que sin el menor titubeo arremetió contra el empleado…
“¿Cómo se atreve a decir eso? Soy campeón del mundo. Acabo de ganar la Copa del Mundo. Le exijo la entrega inmediata del equipaje. Hágalo en este momento y sin ninguna inspección”.9
        “¿Qué no me reconoce? ¿no sabe quién soy? –continuaban los gritos del carioca. El presidente se colgaba del título obtenido por otras personas y trataba a los demás como inferiores cuyo trabajo es insignificante.
       El hombre de 47 años siguió vociferando insultos y amenazas. La más relevante de ellas afirmaba que en caso de que no dejaran salir el equipaje en ese instante, no habría ningún desfile por parte de la selección. Los funcionarios tenían conocimiento de la cantidad de gente en las calles y por consecuencia temían que realizaran algún acto por el enojo, si Teixeira cumplía con sus amenazas. El caos podría resultar fatal y el aeropuerto podría terminar reducido a escombros. 
        El mandatario de la Confederación Brasileña de Futbol reclamaba que se pudo revisar el equipaje en alguna de las escalas. Los alegatos sólo eran un distractor, porque las valijas únicamente pueden ser revisadas en presencia de los dueños.
        La presión de Teixeira, algunos miembros del gobierno brasileño y el propio Itamar Franco, presidente de Brasil, rindió frutos sin importar que existía un precontrato que especificaba las opciones a la llegada de los brasileños: revisar el equipaje y salir o volver al día siguiente para la inspección.10
        El equipaje no se inspeccionó y una vez más se comprobó que las altas esferas del futbol están por encima de la ley.
        Luego de algunos días se inició una investigación que resultó determinante. La delegación brasileña regresó con doce toneladas más de equipaje que cuando salió hacia tierras estadounidenses. Esos 12,000 kilogramos de peso se pueden comparar con nueve automóviles Aston Martin de los que conduce Daniel Craig en su papel de James Bond o 20 monoplazas de Fórmula 1 de los que pilota Felipe Massa, con todo y Massa incluido. Es decir, más de medio automóvil de sobre equipaje por persona. Una cantidad poco probable de completar con ropa y regalos comprados en los centros comerciales de los Estados Unidos y que si eso fueran, no hubiera existido ningún conflicto en comprobarse.
        Después de la supuesta “declaración” de material (hecha varias semanas después) en donde se presentaron algunas computadoras, teléfonos celulares y algunas televisiones a color, seguían faltando nueve toneladas por demostrar. 
 
        ¿Qué eran esas nueve toneladas que se introdujeron a Brasil de forma ilegal? La fiscalía del estado amazónico ha asegurado en varias ocasiones que esa mercancía eran drogas. 
         En una entrevista concedida al periodista inglés David Yallop, por parte de la Fiscal de Estado, María Emilia Arauto, aseguró que “antes que cualquier cosa, le adelanto que el Estado está convencido de que el futbol está siendo utilizado para lavar dinero del narcotráfico”
        En Brasil era usual utilizar a los clubes de futbol para esta actividad (Corinthians en 2007 o Flamengo al inicio de los ochenta) y eran conocidos gente como el desaparecido Eusebio Castor de Andrade y otros bicheros (por el juego brasileño del bicho), pero la falta de Ricardo Teixeira había alcanzado niveles nunca antes vistos en Brasil. 
        En la entrevista, Arauto aseguraba que “cada vez que tratamos de tocar a Teixeira nos demanda por un millón de dólares por supuesta calumnia.” Obviamente esa demanda nunca procede, pero lo único que hace es retrazar el proceso (hasta ahora le ha ido muy bien, lleva más de 15 años)
        Este mismo esquema sigue Joseph Blatter cuando se publica un libro o un artículo que no le gusta. El suizo amenaza con demandar y amedrenta al autor del texto. La repetición de escenas no es coincidencia; y por si fuera poco, la evasión de impuestos es otro punto porque el polémico alumno y protegido de Havelange ha sido encontrado culpable, pero nunca castigado.
        En la investigación de la Dra María Emilia Arauto, se demostró que mínimo 15 personas, entre ellas abogados, jueces y ministros fueron a esa Copa del Mundo como huéspedes del titular de la CBF. No es necesario sobornar con efectivo y de la manera tradicional a una persona para recibir un favor a cambio.      
        Después de casi dos décadas, no se ha declarado un solo gramo de esas nueve toneladas restantes. Teixeira seguirá al frente de la CBF hasta el 2014 y Joao Havelange sigue consintiendo al yerno desde su lugar en el Olimpo del Comité Olímpico Internacional (COI) y la FIFA, en donde permanecerá como miembro honorario y jubilado hasta el fin de sus días. 
        Joao Havelange dejó el puesto en 1998, pero no iba a dejar la oportunidad de seguir sacando provecho de las circunstancias y desde que Sepp Blatter fue su secretario general, el brasileño lo educó para que fuera un presidente a su imagen y semejanza.
        Joao Havelange, Un hombre que seguía cabalmente aquel principio de “el fin justifica los medios” sin importar si estos se llamaban Jorge Videla, Hugo Banzer o Augusto Pinochet. Un hombre que dejó escuela en la FIFA y que a su salida, las noticias no cambiarían mucho.
        “Si Havelange vende las armas, Blatter es el que vende las balas.” Así sentenciaba Diego A. Maradona en el documental que el músico Emir Kusturica realizó sobre su persona. La comparación que realizaba el ex futbolista argentino no podía ser más certera. 
        Ser presidente de FIFA tiene muchas ventajas y también responsabilidades en el trabajo de Lobby. Havelange le enseñó a su sucesor este principio y el suizo se ha involucrado con algunos asesinos masivos de su época.
        Corría noviembre de 1999 y en una visita al presidente de Liberia, Charles Taylor, Blatter recibió una condecoración llamada “Human Order of African Redemption.” El suizo no sólo iba a recibir la mención, también tenía que ir a rendir tributo y hacer honores a Taylor, para convencerlo de que votaran por él en la elección que se realizaría poco después para la presidencia del organismo fundado en 1904.11
        Charles Taylor fue el creador de uno de los gobiernos más represores y sanguinarios en la historia de África, el de Liberia entre 1997 y 2003. El sucesor de Samuel Kanyon Doe fue acusado por un gobierno que se cansó de incumplir los derechos humanos básicos, incluso, el nacido en Arthington en 1948 tuvo que ser juzgado en la Corte Penal Internacional de La Haya.
        Además de los crímenes durante su gobierno, Taylor fue encontrado culpable por varios asesinatos cometidos durante la Guerra Civil que su país vivió por aproximadamente 14 años. 
        Mutilación, tortura, sacrificios humanos, tráfico de mujeres con fines sexuales, trabajo infantil e incluso canibalismo, son algunos ejemplos por los que el ex presidente de Liberia y amigo de Herr Blatter fue juzgado.12
        Al igual que Pinochet y Havelange o Videla y el propio brasileño se rinden tributo y se mandan cartas adulándose entre sí, estos dos hombres lo hacen y el liberiano hace que crezca el historial de “honores” que ha recibido en su carrera.
 
 
 
        Ridículas condecoraciones como la “Orden de la buena esperanza” por el gobierno de Sudáfrica, el “Premio de la paz American global” e incluso la “Orden Olímpica” recibida de una de las manos más manchadas de sangre en la historia del deporte, las del español José Antonio Samaranch (mano derecha de Francisco Franco durante la Guerra Civil española) son presumidas en la página de internet de la FIFA.
        Obviamente todo tiene su precio y en este caso era sencillo de entender: voto por voto. En agradecimiento por el apoyo de la Federación de Futbol de Liberia en las elecciones de 1998, Blatter disimuló la mala imagen que tiene el mandamás de la Asociación liberiana, Edwin Snowe (sobrino de Taylor) y ayudó a mantenerlo en su puesto.
        El voto de Snowe para la presidencia de la Federación Internacional de Futbol Asociación en 2002 fue para Sepp. Incluso FIFA pagó algunos estudios que el sobrino de Taylor hizo en la Universidad de Denver sobre manejo de deportes y eventos de entretenimiento.
        Siempre se le ve bien acompañado al suizo presidente de FIFA, al menos con respecto a que las personas que lo rodean son gente útil y poderosa. Alimzhan Tokhtakhounov, un hombre buscado por el FBI (Buró Federal de Investigación) de Estados Unidos. Acusado entre otras cosas por arreglar el concurso de patinaje artístico en los Juegos Olímpicos de invierno en Salt Lake City 2002. 
        Tokhtakhounov se encuentra con Blatter ocasionalmente, pero ¿qué hace el presidente de la Federación Internacional de Futbol Asociación, con un hombre buscado por la policía de Estados Unidos?13 
        Apoyado por un ex presidente de la Asociación de Futbol de Rusia, Alik y Sepp se conocen en un bar del país soviético (no puede ser en otro lugar, porque el ruso estaría en peligro de ser detenido por la Interpol). Ambos brindan y como de costumbre se rinden honores.
        Aunque este tipo de compañía se mantiene en secreto para guardar las apariencias, los cuida sobremanera, ya que el apoyo que se da en el futbol actual está dividido en bloques y el del centro de Europa es muy importante para las elecciones en FIFA. 
        ¿Qué busca a cambio este hombre de la mafia? El apoyo de Joseph Blatter para la candidatura a la sede del mundial 2018 y 2022. Al final, ¡Un buen trato!14
 
        La imagen de una persona con un puesto tan importante como el de Joseph Blatter tiene que estar en manos de alguien que proteja su espalda de críticas y cuestionamientos que recibe sobre su gestión al frente de la FIFA. 
        En el asiento responsable de cumplir con este objetivo han desfilado varios personajes como Markus Siegler o Nicolas Maingot, pero ninguno tan peculiar como Peter Hargitay.
        Hargitay (de quien también existen algunos párrafos en el capítulo de transparencia), hombre de poco cabello y bigote al estilo de una estrella del porno, que carga con dos teléfonos celulares y que contesta sus correos electrónicos por una Balckberry. Una persona que no titubea en presentar su imponente físico para intimidar a quien le levante la vista. 
        Ese hombre que tenía que proteger el buen nombre de Blatter, a partir de 2002 y que trataría con periodistas y cadenas de televisión que cuestionaban al suizo, tenía mucha experiencia en las relaciones públicas. Para ello, un ejemplo:
        Últimos días de 1984, Bhopal India. Un incidente se origina al producirse una fuga de 42 toneladas de Isocianato de metilo en una fábrica de pesticidas estadounidense llamada Union Carbide. La reacción de los materiales utilizados en la fábrica y su mal manejo (por reducción en los gastos de producción) propiciaron la liberación del gas tóxico al ambiente. 
     En poco tiempo, la ciudad se cubrió por una enorme nube de compuestos químicos como cianuro de hidrógeno, provocando la muerte de miles de personas.15 
        National Geographic estima que fueron casi 19,000 las personas que perdieron la vida; además, la afectación y los efectos secundarios llegaron a más de medio millón de ciudadanos indios. Miles de cabezas de ganado y animales domésticos murieron. 
        El suceso tuvo una gran cobertura por parte de los medios y la empresa estadounidense tuvo que protegerse. Para tal objetivo necesitaban a un hombre que no se tentara el corazón y que fuera inmune a conmoverse por el dolor ajeno. Había alguien dispuesto a defender a Union Carbide: Peter Hargitay, un experimentado en este tipo de eventualidades. El centroeuropeo que había hecho una gran cantidad de dinero defendiendo a Marc Rich (promotor del grupo de los defensores de la supremacía de los blancos en Sudáfrica en la época del Apartheid, acusado y perseguido por el FBI por evasión de impuestos). 
        Hargitay aconsejó a la empresa que aceptara toda “responsabilidad moral.” Lema que los abogados y la gente afectada podía tomar de buena manera.
       El único problema es que nadie leyó las letras pequeñas. La responsabilidad moral era aceptada, pero rechazaban cualquier carga económica y financiera. 
        A la fecha, los estragos de aquella tragedia se pueden ver en los ciudadanos, mismos que aun no han recibido un solo centavo y han tenido que continuar lidiando con problemas de salud como deformaciones invalidantes, ceguera o cáncer.
        Hargitay ha defendido a empresas como Union Carbide, ha trabajado con promotores del racismo y genocidio y por si fuera poco, tuvo contacto cercano con el narcotráfico en 1995. Todo esto es currículum más que suficiente para defender al presidente de la FIFA.16
        Ése es Blatter. Un hombre que reencarna aquella frase de Joao Havelange, en donde sentenciaba que si no viajaba en primera clase no contaran con él y que si no se hospedaba en los hoteles más lujosos no le hicieran perder su tiempo.17 
        Ahora Blatter viaja a la Copa Mundial de Clubes a Dubai y se hospeda junto con todo su séquito en el hotel más lujoso del mundo, el Burj Al Arab, gastando la friolera de 30,000 dólares por noche (aproximadamente 10 noches) en el hospedaje de la habitación más costosa de la bella construcción. 800 metros cuadrados, sala de cine propia, varios baños con jacuzzi, 17 teléfonos, mayordomo propio que se aprende el nombre del cliente para que se sienta como en casa y un elevador dentro de la habitación. Menos no se merece el dueño del futbol mundial. 
   Joseph Blatter. Un hombre que viaja casi 10 mil kilómetros, con tal de conseguir un voto y recibir un buen trato y cualquier cantidad de halagos por parte de un gobernante que ha cobrado cientos de vidas a lo largo de la suya. 
 
 
 
 
 
 
“Go Fuck Yourself”
 
Jack Warner es el siguiente en la lista. El mayor aliado de Sepp Blatter y uno de los hombres más poderosos logísticamente hablando, en la estructura y obviamente en la práctica.
        El oriundo de Trinidad y Tobago tampoco titubea cuando se trata de beneficiarse con su puesto en la FIFA. Pero los conflictos llegan, al igual que en los otros casos, cuando un periodista que hace su trabajo lo cuestiona sobre su labor.
        Concacaf y la propia FIFA plantean en sus estatutos, sanciones concretas a quien incurra en faltas como el racismo: 
        En el capítulo III (objetivos) incisos cuatro y siete de los estatutos de Concacaf, organismo presidido por Jack Warner, se especifica que una de las razones de la existencia del ente regidor en Centro, Norteamérica y el Caribe es la de “prohibir y asegurarse de que no haya discriminación, política, racial o cualquier otra forma de discriminación o comportamiento despreciativo, de sus asociaciones, afiliados; ya se trate de selecciones nacionales, clubes o personas.”
       Además pide a los pertenecientes de la confederación el “asegurarse de que los organismos y oficiales de Concacaf y sus miembros observen los estatutos, reglamentos, direcciones y códigos de ética de la FIFA, en sus actividades”18
        ¿Qué artículos de FIFA? Por ejemplo: En el tercero del capítulo nueve de los estatutos vigentes del organismo, se menciona con respecto a la discriminación y postura hacia el racismo que “Está prohibida la discriminación de cualquier país, individuo o grupo de personas por su origen étnico, sexo, lenguaje, religión, política o cualquier otra razón. (Su no cumplimiento) es punible con suspensión o exulsión.”19
        Mayo 2006. Trinidad y Tobago, un mes antes de la Copa del Mundo. Andrew Jennings, un reconocido periodista inglés que ha investigado y desnudado a la élite de los organismos deportivos internacionales, estaba en el país caribeño durante una conferencia de Jack Warner. El británico le preguntó cuánto dinero pensaba ganar por sus negocios con los boletos de la Copa. 
        El educado y cordial trinitario, que ya había contestado en un par de ocasiones anteriores a Jennings con unos certeros “Go fuck yourself” (Váyase al carajo) y “Go ask your mother” (ve a preguntarle a tu madre), ahora se ponía creativo y no sólo recurría a la vulgar respuesta, sino que faltaba con un par de principios y estatutos del organismo que representa.
        “No foreigner, particulary a white foreigner, will came to my country and harass me”
        Además del hecho en el que pensaba que hacerle una pregunta sobre un tema público era acoso, Warner le dijo a Jennings “Ningún extranjero, en especial un extranjero blanco, va a venir a mi país a acosarme.”
        Curiosamente, en una entrevista concedida a una empresa de radio por Internet, Blatter mencionaba en varias ocasiones cosas como: “Me da gusto informarle que ahora tenemos una estricta y más unificada regulación que todos en la familia del futbol están obligados a seguir, incluyendo suspensiones, reducciones de puntos y descalificaciones para los equipos para castigar dichos incidentes (…) Ahora tenemos los instrumentos; juntos, la familia del futbol puede trabajar para combatir el racismo y la discriminación.”
        ¿De qué hablaba Blatter? ¿Cómo intenta acabar con el racismo en los estadios de futbol, si su propio vicepresidente está repartiendo vituperios y ofensas xenófobas a diestra y siniestra? 
        De cualquier modo, el hombre que le asegura 35 votos de Concacaf a Blatter cada vez que hay elecciones, nunca fue suspendido o expulsado, como lo indican los estatutos de los organismos que presiden. La lealtad de Warner fue premiada con una cordial excepción.
        Warner ya tenía antecedentes con esta clase de deslices racistas. A la caída del Primer Ministro trinitario Basdeo Panday, el caribeño hizo campaña política para apoyar a su candidato y tan sólo tenía dos argumentos; uno más cuestionable que el anterior: 
 
1) Dijo a los posibles votantes que había recibido de FIFA 2.5 millones de dólares para construir un complejo deportivo en Trinidad y Tobago. La única condición era que ganara el candidato de su partido.
2) Señaló a sus contrincantes políticos como “Talibanes”20  
 
         Otra vez la carta racista bajo la manga. Los nuevos valores de FIFA, se vieron reflejados cuando Warner quiso imponer en la Federación de Futbol de Dominica a Patrick John. 
         John, un dirigente que estuvo preso por conspirar en contra del ex Primer Ministro de Dominica, con miembros del Ku Klux Klan (KKK) en 1981 y que fue detenido por agentes del FBI cuando encontraron un escondite lleno de armamento, municiones y una bandera nazi.21 
        El hombre acusado de corrupción y tiranía fue sentenciado a doce años de prisión por un juez que aseguró que Patrick John estaba dispuesto a vender el país a los extranjeros para satisfacer sus necesidades de poder. Después de unos años el caribeño fue liberado sin haber cumplido la totalidad de su condena. 
        En 1993, pasó del poder político al mundo del futbol, pero perdió las elecciones para la presidencia de la federación ante Dexter Francis y después del resultado en contra intentó derrocar, ahora no con el apoyo del KKK, sino gracias a la mano de Jack Warner.22
        El ex presidente de la DFA (Federación de Futbol de Dominica) pidió el apoyo a Warner y en 2007, el trinitario anunció el destrono de Francis por supuestos malos manejos de dinero entregado por FIFA. 
        El abuso de poder de Warner fue denunciado por Dexter Francis, que todavía era el titular de la federación, ante la Comisión Ética de la FIFA que lidera el ex atleta inglés Lord Sebastian Coe.
        Aunque las acusaciones eran justificadas, Warner no recibió ninguna sanción. Sebastian Coe, que ya ha salvado la desnuda cabeza de Blatter en un par de ocasiones, ahora lo haría con su mano derecha. 
        Poco después tendría que volver a su auxilio, cuando en 2006, los jugadores de la selección de Trinidad y Tobago lo acusaron por robarse el dinero que les correspondía por los éxitos obtenidos dentro de las canchas de futbol. 
    
 
 
 
 
 
 
 
La FIFA se adueña del futbol

Más de 3,500 millones de dólares ganó la Federación Internacional de Futbol Asociación por la Copa Mundial Sudáfrica 2010. Tan sólo por el rubro de los derechos de transmisión del campeonato, se embolsó unos 2,900 millones de billetes con la cara  de George Washington.23
        Empresas como Panini, que le entregó a FIFA 125 millones de dólares por seguir haciendo el álbum del mundial, Mc Donalds o Budweiser, desembolsan con gusto esos montos por tener la oportunidad de ser sponsor y por eso, el organismo internacional las recibe con las manos abiertas.
        Pero si, para la Copa del Mundo en Sudáfrica, sólo hay 19 vacantes posibles, ¿Qué podría hacer la FIFA para no matar a la gallina de los huevos verdes? Digo, por eso del color de los dólares. Fácil; crear torneos exageradamente y adueñarse de los que en el pasado han tenido éxito con la gente. Ésta es una pequeña reseña de cómo, estos hombres, se adueñaron del futbol.
        Hasta 1980 no se disputaban más de cinco torneos que fueran avalados por la entidad creada en 1904. Con el paso del tiempo y continuando con su tendencia expansiva, la Federación Internacional comenzó a crear torneos como el mundial sub-17 en 1985 y después del mundial femenino, creó la copa sub-20 y sub-17 para mujeres.
        Los estadios siguen vacíos y el nivel de las competiciones viaja en la medianía, pero los patrocinadores y las cadenas televisivas tienen muchos más escaparates publicitarios para saturar. Después de la creación, siguió el apoderamiento de torneos que habían tenido aceptación en el mundo del futbol.
        El antecedente de la Copa FIFA Confederaciones se creó en 1992 y era realizada en Arabia Saudita bajo el nombre de Copa Rey Fahd. El torneo era utilizado por lo campeones de cada confederación para iniciar un proceso y llevar a sus figuras en desarrollo a una competición que, además del aliciente económico, servía para la visoría de los futuros seleccionados absolutos.
        En 1999 el torneo se jugó en México y desde esa ocasión era avalado por la Federación Internacional. En principio se realizaba cada dos años, pero ahora se hace un año antes de cada mundial, en el lugar sede. FIFA obliga a los países y clubes a que todas las estrellas del momento estén en las canchas de competencia. Los procesos se han cortado y el gran escaparate que era la copa se ha perdido.
        La Copa Intercontinental fue creada por la compañía japonesa Toyota y enfrentaba al campeón de la Copa Libertadores con el vencedor de la Copa de Campeones de Europa (después Champions League). Tan sólo se trataba de un partido que disputaban ambos equipos por un reconocimiento económico y el simbólico, pero nada despreciable, nombramiento del mejor club del mundo.
        Después de casi cuatro décadas la FIFA decidió meter la mano. Ahora juegan siete equipos y en lugar de un día, la copa dura dos semanas. El calendario se satura cada vez más para los futbolistas y el torneo se tiene que enfrentar con mayor dificultad dentro de la agenda de cada club. Aunque Toyota mantuvo el patrocinio y representa otro ingreso para los chicos de Blatter. El torneo se movió de Japón y se llevó al mundo árabe, en donde la fiebre de los petrodólares permite que el negocio sea más rentable.
        La Copa Mundial de Futsal y la Copa Mundial de Futbol de Playa se crearon hace varias décadas. Al ser avalado por FIFA (pensando en la publicidad y la organización), el torneo tendría que crecer, pero no ha pasado nada de eso. Poca gente tiene en mente este par de competencias que surgieron en Holanda y Brasil respectivamente. Los estadios difícilmente lucen al menos a la mitad de su capacidad, pero los ingresos para la organización siguen siendo magníficos. 
        Ahora la FIFA ha logrado adueñarse del futbol en los Juegos Olímpicos. Después de un par de décadas de estar peleando con el Comité Olímpico Internacional, el futbol en la máxima justa deportiva será avalado por los dueños del balompíe. Desde Londres 1908 se juega este deporte en la justa veraniega y había sido organizada por el COI. Ahora ha cambiado de manos. Igualmente dicho, de bolsillos.
        Por si no fuera suficiente, el ente rector del futbol mundial ha creado la llamada FIFA Interactive World Cup. Un torneo de videojuegos patrocinado por Play Station y la empresa EA Sports. La FIFA no tiene que mover un solo dedo para recibir el dinero de sus anunciantes. Lo único que tiene q hacer es pegar ese pequeño logo de su organismo en los productos de la marca Sony y la desarrolladora de juegos.
    Las muertes en el terreno de juego, la pérdida de dinero de los anfitriones en los torneos y la ruptura de procesos futbolísticos de calidad son algunos de los costos que tiene que pagar el futbol por las circunstancias en las que el dinero lo tiene envuelto. Pero no importa, pronto podríamos ver el mundial gay, el torneo de amputados que se realiza en África o el campeonato Esperanzas de Toulón en las manos de la FIFA. Los números no mienten.



















El veto a la altura
Este hombre nos está tomando el pelo

26 de junio de 2003. Lyon, Francia. El centrocampista camerunés del Manchester City y seleccionado nacional Marc Vivien Foe muere tras caer desplomado al minuto 72 del partido entre su país y el representativo de Colombia por las semifinales de la Copa Confederaciones que se disputaba en el país galo.
        La tragedia volvía a llegar a las canchas de futbol y se recordaban a varios futbolistas (mencionados más adelante) que habían perdido la vida en un partido oficial, aunque nunca antes sucedido en un escenario mundial, un torneo organizado por FIFA y ante los ojos de decenas de millones de personas.
        Muchas teorías surgieron sobre la muerte del futbolista de 28 años, tales como un mal congénito, problemas de adicción y fallas en los sistemas de estudio sanguíneo que realizaban los clubes a sus jugadores.
        La única certeza era que el desaparecido jugador africano había disputado cuatro partidos en una semana y además acumulaba casi 50 encuentros en un lapso no mayor de diez meses, incluyendo los compromisos de su club y selección en los diferentes torneos de la campaña 2002 - 2003.
        El partido terminó uno a cero en favor de Camerún y los africanos tendrían que jugar tres días después la final del torneo.
        Para la FIFA la palabra tragedia o luto no tienen mayor relevancia y como dicen en el medio del espectáculo: “el show debe continuar.” La otra semifinal, entre Francia y Turquía estaba programada para jugarse tres horas después y el juego no se pospuso. Es claro que en un calendario tan apretado, el tiempo es dinero y no se vale darse lujos tan grandes como desperdiciar un día de competencia.
        ¡Ah, sí! Francia ganó su semifinal, luego jugó y venció en la final contra Camerún. Pero… ¿a quién le importa?
        Aproximadamente un año después Joseph Blatter hablaba en un congreso de FIFA sobre la llamada muerte súbita en el campo de juego y en su discurso aseguraba que “los electrocardiogramas no son suficientes, debemos mejorar los controles sanguíneos (…) las exigencias para los futbolistas son cada vez mayores y además tienen poco tiempo para recuperarse como deberían.”24
        Las razones (como las presentaba Blatter) eran claras, pero eso no impidió que unos minutos después, presentara de manera oficial el Mundial de Clubes; otra competición que saturaba aun más el calendario de los futbolistas.
        Joseph Blatter y la FIFA habían tratado de disfrazar el negocio que representaban los torneos que realizaba su organismo y el grave costo que había tenido en la vida de varios futbolistas. Las razones que presentaron en aquel congreso ya no eran suficientes y tenían que encontrar algún distractor  para justificar lo sucedido.
        La respuesta fue brillante por parte de los máximos jerarcas del mundo balompédico. El veto a la altura fue anunciado en mayo de 2007. Esta medida prohibía que se realizara cualquier partido oficial en ciudades en donde existiera una altura mayor a 2,500 metros sobre el nivel del mar.
        Las ciudades que se vieron afectadas fueron Potosí, Oruro, Cochabamba, Sucre, La Paz, Cusco, Lima, Quito, Bogotá y el Distrito Federal. Las últimas seis, sede de algunos o la totalidad de partidos eliminatorios de su selección rumbo a la copa del mundo Sudáfrica 2010.
        Después de mucho tiempo de pugna, la FIFA corrigió el veto y sólo lo mantuvo para La Paz, sede de los partidos como local de la selección de Bolivia y tomo casi un año para que decidieran terminar con tal arbitrariedad.
        Escuchando el discurso del presidente del máximo organismo del futbol me di cuenta que lo único que intentaba hacer era proteger la vida de los futbolistas. Además, en su enorme empeño por hacer del futbol un deporte que una a la gente y eduque a la juventud, sólo quería cuidar la esencia de este deporte y evitar a toda costa una tragedia como las sucedidas (con gran frecuencia) en los diez años recientes.
Solamente me quedaba una duda. Si todos los decesos se habían dado en lugares casi al nivel del mar, ¿qué tiene que ver la altura en este asunto?
        Esta lista presenta los fallecimientos que se han dado en el mundo del futbol en los pasados diez años. Solamente se toman en cuenta los que sucedieron dentro de la cancha y referente a una falla en el organismo del deportista, es decir, sin tomar en cuenta los que fueron provocados por un golpe.


- 2000 Catalin Hildan. De 24 años. Perdió la vida en Bucarest, a 75 metros snm
- 2001 Vladimir Djimitrevic de 20 años. Muerto en Belgrado, a 132 metros snm
- 2001 Charles O. Esheku de 25 años. Fallecido en Bombay, a 11 metros snm
- 2003 Marc Vivien Foe de 28 años. Murió en Lyon, a 173 metros snm.
- 2003 Max de 21 años. Finado en Ribeirao Preta, a 546 metros snm
- 2004 Andrei Pavitski de 17 años. Perdió la vida en Kiev, a 179 metros snm
- 2004 Paulo de Oliveira “Serginho” Feneció en Sao Paulo, a 760 metros snm
- 2004 Miklos Feher de 25 años. Murió en Guimaraes, a 175 metros snm
- 2006 Mohamed Abd el Wahab de 22 años. Falleció en el Cairo, a 23 metros snm
- 2007 Sixto Rojas de 26 años. Finado en Asunción, a 55 metros snm
- 2007 Antonio Puerta de 23 años. Fallecido en Sevilla, a 7 metros snm
- 2007 Phill O´Donnell de 35 años. Finado en N. Lankenshire, a 159 metros snm.25

        Después de escuchar a varios médicos, preparadores físicos y revisar datos como los antes presentados, queda claro que la altura no es una opción para pensar en una causal de todos estos decesos.
        Por otro lado, la mayoría de las grandes estrellas del futbol mundial tienen que enfrentar más de 50 partidos por campaña, es decir, en un poco menos de diez meses. Algunos ejemplos de ello son:


Frank Lampard




Chelsea y selección de Inglaterra








2008 - 2009


57 con su club
16 con selección
73 en total
2006 – 2007


62 con su club
9 con selección
71 en total
2004 – 2005

58 con su club
13 con selección
71 en total


Thierry Henry





Barcelona, Arsenal y selección de Francia










2008 – 2009


43 con su club
18 con selección
61 en total
(Barcelona)
2004 – 2005


43 con su club
15 con selección
58 en total
(Arsenal)
2003 – 2004


51 con su club
6 con selección
57 en total
(Arsenal)
2002 – 2003

55 con su club
6 con selección
61 en total
(Arsenal)

Steven Gerrard




Liverpool y selección de Inglaterra








2008 – 2009


44 con su club
18 con selección
62 en total
2006 – 2007

51 con su club
10 con selección
61 en total

Claude Makelele




Chelsea y selección de Francia









2004 - 2005

50 con su club
14 con selección
64 en total




Petr Cech





Chelsea y selección de la República Checa








2008 - 2009


54 con su club
20 con selección
74 en total
2004 – 2005

48 con su club
13 con selección
62 en total

Carles Puyol





Barcelona y selección de España









2008 – 2009


42 con su club
20 con selección
62 en total
2006 – 2007


52 con su club
7 con selección
59 en total
2004 – 2005

44 con su club
14 con selección
58 en total

Cristiano Ronaldo




Manchester United y selección de Portugal








2008 – 2009


51 con su club
20 con selección
71 en total
2006 – 2007


53 con su club
10 con selección
63 en total
2004 – 2005

50 con su club
8 con selección
58 en total





Michael Essien




Chelsea y selección de Ghana









2006 – 2007

55 con su club
7 con su club
62 con su club

Javier Zanetti




Inter de Milán y selección de Argentina








2008 – 2009


49 con su club
9 con selección
58 en total
2007 – 2008


47 con su club
5 con selección
52 en total
2004 – 2005

45 con su club
6 con selección
51 en total

Didier Drogba




Chelsea y selección de Costa de Marfil








2006 – 2007

60 con su club
11 con selección
71 en total
26
        Ronaldo L. Nazario Lima jugó 73 partidos en la temporada 97-98 y por alguna milagrosa causa no murió en el mundial de Francia, luego de haber sufrido varias convulsiones la noche anterior a la final del torneo.
        Todo esto sin contar los entrenamientos diarios durante la campaña y el cambio de peso que sufre el organismo de los futbolistas después de cada partido (entre cuatro y cinco kilogramos por encuentro). Es claro que en algún momento el cuerpo tiene que decir basta.
        Este exceso de compromisos se debe a que gracias a la comercialización que la FIFA ha dado al futbol, los clubes y las selecciones se ven obligados a utilizar a todas sus figuras, sin importar su estado físico. No es lo mismo para el organizador de un torneo y, por ende, para este organismo una Copa del Mundo sin las grandes figuras.
        A Coca Cola le interesaría mucho menos una justa mundialista (o cualquier otra competencia) si no están los íconos del momento. Lo mismo pasa con cualquier otro patrocinador, indistintamente si se trata de Mc Donalds, Emirates o Adidas. La FIFA sólo busca premiar el gran compromiso de estos mecenas para con el desarrollo del futbol y por eso todos los clubes y selecciones tienen que contar con su plantilla completa para los torneos, sin contar ningún pero.
        Esto lo ha aprendido muy bien el gran alumno de Joseph Blatter, Jack Warner, quien ha comenzado a hacer lo propio con la Concacaf. Los equipos mexicanos tienen que jugar con todos sus titulares la llamada Champions League de la zona, a pesar de que, sin mayor esfuerzo, podrían hacerlo con sus reservas y obtener resultados positivos. Pero de eso hablaremos más adelante.
        De regreso al veto a la altura, Blatter, contrariándose y tratando de cubrir sus arbitrariedades reconoció que el veto a la altura se debe que trata de eliminar todas las ventajas extradeportivas.
        ¡Muy bien pensado señor! Ahora, para hacer el futbol más parejo va a luchar en contra de la geografía mundial.
        Habla de la altura de La Paz, pero por qué no mencionar el frío inclemente de Columbus, el calor en Youndé o El Cairo, la neblina londinense o la nieve en cualquier capital de los países de la ex Unión Soviética.
        La única solución sería que todos los partidos del futbol mundial se realizaran en una sola sede. ¿Suiza le parece?  Repito. Este hombre nos está tomando el pelo.






¿Cuánto cuesta su pelota?

“La FIFA y toda la familia del futbol están trastornadas por esta increíble tragedia”, afirmó el presidente del organismo al término de la otra semifinal de la Copa Confederaciones, a la que por ninguna razón podía faltar, incluso sabiendo de la noticia antes de iniciado el cotejo.
        “Me gustaría expresar a sus familiares y allegados, al futbol camerunés y a su club, nuestras más sinceras condolencias y transmitirles todo nuestro apoyo en este doloroso momento.” Concluía el directivo de origen suizo. El punto es que dentro de toda esa retahíla de formalidades, lo más importante, el apoyo a la esposa y los hijos de Vivien Foe ha brillado por su ausencia.
        La muerte del jugador camerunés fue un acontecimiento que enturbió el desarrollo del mandato de Blatter y el gran negocio que todo ello conlleva. Pero el suizo no podía darse el lujo de permitir que lo sucedido afectara los contratos y pagos millonarios que se realizan por ser patrocinadores en los torneos de FIFA.
        Aprendiendo de su predecesor, Blatter se encargó de sacar el  mayor provecho posible a los torneos y prueba de ello son los contratos de publicidad que se firman con las empresas a las que FIFA llama “socios.”
        El último carrete de contratos que firmó FIFA entregó cifras muy atractivas para el organismo y de cualquier rubro posible tiene que salir dinero por cobrar. La FIFA tiene seis empresas que se publicitan en sus torneos oficiales y que son, dentro de la clasificación que se realiza para diferenciarlo, los auspiciantes tipo A, también llamados “Socios”. Hablamos de Adidas, Coca Cola, Sony, Hyundai, Emirates y Visa.
         La empresa alemana Adidas pagó 351 millones de euros, es decir, algo así como 375 millones de dólares por aparecer en cada acto organizado por FIFA durante el periodo entre 2007 y 2014. Esto le permite anunciarse en todos los torneos organizados por la Federación Internacional, además de ser el proveedor oficial del equipamiento necesario para los entrenamientos y encuentros, además de los árbitros de los certámenes.27
      

       El segundo “socio” es Sony. La gigantesca firma japonesa demostró su “compromiso con el desarrollo del futbol” ofreciendo al ente regido por Blatter 305 millones de dólares. El plazo es el mismo y los beneficios que obtuvo muy similares.
        Coca Cola,  empresa que lleva más de tres décadas como patrocinador oficial, es el tercero en este selecto grupo. FIFA ha tomado Coca desde 1978, cuando el mundial se jugó en Argentina. Aquel mundial del dictador Videla y Havelange inició con una historia que está segura, mínimo hasta el año 2014.
        La compañía de refrescos pagó, según Neville Isdell funcionario de Coca Cola, la nada despreciable cantidad de 500 millones de dólares para el ciclo 2007 – 2014. Además de tener el derecho a ser primera opción en la licitación para el próximo ciclo de 7 años. (Aunque está claro que la palabra de los directivos de este organismo, cuando se trata de dinero, no siempre es tan valiosa. Hasta ahora, son muchos ceros ¿no?
        El futbol se convirtió en la manzana de la discordia entre las dos empresas crediticias más grandes del mundo. Visa y Master Card iniciaron una disputa por ser el sponsor oficial de FIFA, incluso varios años antes de que se jugaran los torneos en pugna.
        Visa pagó 170 millones de dólares por conseguir el contrato, que le permitía anunciarse en todos los torneos organizados por el organismo nacido en 1904, incluidos los mundiales femeninos y los que tienen límite de edad. El acuerdo oficializado en 2007 es muy similar al que tenía el anterior patrocinador bancario, Master Card, que contaba con el honor desde 1990 en el mundial realizado en Italia.28
        El contrato que permitía a Visa ser patrocinador del mundial (que además lo hace en Juegos Olímpicos) es lo menos importante, no porque se trate de una cantidad de dinero despreciable o insignificante, sino porque lo más relevante es el modo en el que el organismo presidido por Blatter se comportó; quebrantando un contrato que tenía con Master Card, que especificaba que esta empresa tendría el derecho de primera opción al término del contrato (2007).29
        Blatter hizo caso omiso y comenzó a negociar desde 2005, bajo el dudoso argumento de que el convenio con Master Card aun no se había firmado. El dinero hizo su parte y tendremos Visa en todos los torneos organizados por FIFA, mínimo hasta 2014.
        El quinto elemento de este casi inaccesible grupo de auspiciantes es Hyundai Kia Motors. Después de una innumerable cantidad de intentos infructuosos para saber cuánto dinero pagó la empresa; incluido mi intercambio de correos con la gente de media de la FIFA, me enteré por un colega, que el organismo sólo acepta empresas que le ofrezcan pagar más de 125 millones de dólares. Entonces seremos flexibles y pensaremos que fue sólo eso lo que le pagó la empresa automotriz.
        Por último, está Emirates. La empresa presidida por el jeque Ahmed Al Maktoum ofreció 195 millones de dólares por ser el sexto en la lista. Con eso, la empresa de transporte aéreo de pasajeros tendrá su nombre en más de 35 torneos avalados por FIFA en el ciclo 2007 - 2014.30
        La lista de los seis socios está completa. La suma de pagos por el ciclo que acaba con el mundial de Brasil en 2014 asciende a más de 1,645 millones de dólares. Una cantidad nada despreciable, considerando que con esto, FIFA podrá pagar más de tres veces, todos los premios por los torneos que se realicen durante el ciclo mencionado y así cubrir casi todos sus gastos como organismo.
        Ahora tenemos que hablar del segundo y tercer escalón en la jerarquía de anunciantes, además de los derechos de transmisión por la Copa del Mundo y otros aspectos que se comercializan como los llamados derechos de hospitalidad y las licencias externas.
        Los auspiciantes B y C también pagan a FIFA el derecho por poner sus marcas en las competencias oficiales. Sólo los denominados D son los que negocian con el comité organizador y el país anfitrión.
        En este caso, los patrocinadores son distintos en cada torneo y por eso el costo es menor, pero no por eso poco. Aproximadamente entre 30 millones de dólares son los que tiene que desembolsar una empresa para ser tomada en cuenta.  Por ejemplo, para la Copa del Mundo que se celebró este año en Sudáfrica, existen siete patrocinadores en este rango: Budweiser, Castrol, Continental, Mc donalds, MTN, Yingli solar y Saytam.
        La suma de este sector es de más de 200 millones de dólares, según las cifras oficiales. Eso sólo por el torneo a realizarse por tierras sudafricanas. Existen otros ejemplos como la Copa Mundial Sub 20 que se llevó a cabo en Egipto durante las postrimerías del año pasado o la Copa Confederaciones que se disputó en la sede mundialista de 2010. En estos casos, empresas como Egypt travel en el primero, además de  Ultimate, Neoafrica, Prasa, FNB y Telkom, en el torneo obtenido por Brasil el verano de 2009.
        El mundial de clubes (sucesor de la Copa Intercontinental) se lleva a cabo cada diciembre y el encargado, además de los socios, de plasmar su nombre a placer por todos los espectaculares, anuncios de televisión, vasos, publicidad estática y cualquier otro espacio en blanco que sea objeto mercantil es Toyota. La empresa que organizaba la copa intercontinental,  ahora lo hace con el torneo que le sustituyó.  Toyota paga más de 15 millones de dólares al año para anunciarse y presentar al mejor jugador del torneo, cuyo premio lleva su nombre.
        Cada cuatro años se lleva a cabo la Copa del mundo. Una de las competiciones en las que se mueve más dinero en el mundo. Hay un rubro de este torneo que por sí solo puede ponernos a pensar por varios minutos sobre el negocio que este deporte representa: los derechos de transmisión.
        FIFA acostumbraba a vender los derechos a una sola compañía y ésta se encargaba de negociar con las televisoras de los diferentes países para venderles la señal. Los máximos jerarcas del balompié mundial se dieron cuenta que en ese proceso perdían cantidades industriales de dinero y aprendieron de ello. A partir de 2010, Blatter, Jerome Valcke y todos sus secuaces se encargaron de arreglar los contratos por los derechos de transmisión y ahora todos los contratos que se firman representan dinero que va a las arcas del organismo nacido en Suiza.
        Por una audiencia  acumulada de casi 27 mil millones de personas, es decir, cuatro veces el total de habitantes del planeta, los números tiene que ser demasiado grandes. La cadena deportiva ESPN y ABC pagaron 100 millones de dólares por los derechos de transmisión del mundial. Esto le permite transmitir los 64 partidos del torneo 2010 y 2014  para los Estados Unidos y solamente en inglés.31
        Univisión consiguió los privilegios de transmisión en español para Estados Unidos y los de Puerto Rico. El mercado latino en el vecino país del norte es muy grande para el futbol y por eso, la cadena de variedades tuvo que desembolsar 325 millones de billetes verdes. El ciclo: los campeonatos en Sudáfrica y Brasil.
        Europa es el continente que tiene más representantes en el torneo sudafricano. Trece equipos defenderán la causa del viejo continente y por ello, más televidentes a lo largo y ancho de la región querrán estar al pendiente de cualquier acontecimiento entre el 11 de junio y el  11 de julio.
        El paquete que compraron empresas de cinco países tuvo un costo de 1,210 millones de dólares. ITV y BBC en Inglaterra, Ard y Premiere en Alemania, TF1 en Francia, RAI y Sky en Italia y la cadena TVE en España pagaron esta cantidad tan sólo por el mundial que se celebrará en tierras africanas.
         En Asia, la empresa Infront (que preside el sobrino de Sepp Blatter, Philippe) obtuvo la oportunidad de llevar el mundial por la cantidad de 145 millones de dólares. Uno de los mercados más grandes del mundo actual vale la inversión de la empresa. Por su parte, en Latinoamérica, la compañía SKY recibió los derechos por 125 millones de billetes verdes.32
        Por último, Panini tuvo que desembolsar la misma cantidad para mantener la oportunidad de hacer el álbum del mundial, vendido en los cinco continentes.33
     Esos casi 4,000 millones de dólares que entraron a las arcas de la FIFA los contratos por el ciclo de 2007 y 2014, se sumarán a la cantidad que llegue al organismo por el torneo que se celebrará en Brasil en cuatro años. No serán menos de 3,000 millones.
        Los gastos de la FIFA se dividen en premios y apoyos. Por la Copa en Sudáfrica, el organismo pagará 240 millones en premios para los 32 equipos y la suma de todos los demás torneos no llega a los 150 millones. Sumados a los 250,000 dólares que el órgano rector entrega a cada asociación cada año, la suma final no llega a los 1,000 millones de billetes estadounidenses.34
         Después de todos estos ceros, sumas, restas y multiplicaciones que sin lugar a dudas son muy atractivas para la FIFA, sólo me queda una pregunta. Un cuestionamiento similar al que hizo Michel Zen-Ruffinen hace algunos años, antes de ser separado de su cargo por no “trabajar en equipo.” El abogado y ex Secretario General de Joseph Blatter entregó al Comité Ejecutivo de la FIFA un reporte en donde demostraba el mal manejo de los ingresos que tenía el ente rector del futbol mundial bajo el mando de Sepp. Zen Ruffinen preguntaba ¿cómo hizo Blatter para tener a esta empresa trabajando en números rojos? ¿A dónde ha ido a parar todo ese dinero que se percibe desde hace ya varios años?
        Por cierto. Ese apoyo del que tanto habla la FIFA hacia los futbolistas y que presumió en una cantidad incalculable de ocasiones hacia la familia de Vivien Foe se puede resumir en lo siguiente: Un  homenaje para el desaparecido mediocampista camerunés en la final de la Copa Confederaciones y boletos para asistir al mismo juego. Sólo faltaba que les cobraran las entradas  a los familiares.
Willkommen herr Blatter

Noviembre de 2009. Joseph S. Blatter llegaba a la ciudad de México. Era recibido con cualquier cantidad de regalos, atenciones y cuidados dignos del más relevante jefe de Estado de primer mundo. Y es que eso es lo que significa el nombre del dirigente helvético. Un hombre de tal influencia política y económica tiene que ser consentido como si se tratara del primer ministro inglés o el presidente de Estados Unidos o Rusia.
        En el itinerario del hombre de sonrisa tranquila y seguridad de hierro estaban tres actos de relevancia. Como ceremonia deportiva, la presentación del uniforme de México para la copa del mundo en Sudáfrica y la inauguración del nuevo estadio de Santos Laguna en donde el local jugaría contra Santos de Brasil. El tercero, no necesariamente un tema futbolístico, era la inauguración del pabellón que lleva su nombre en las instalaciones del Pachuca.
        En este texto sólo nos interesan dos de esos tres actos. El primero es el que organizó el Pachuca en Hidalgo. Un foro y un edificio fueron inaugurados con el nombre de Joseph Blatter. El pabellón construido en esa tierra que le fue prácticamente arrebatada a ejidatarios mexicanos por el presidente de Pachuca, Jesús Martínez, con el apoyo de los ex gobernadores del estado, Jesús Murillo Karam y Manuel Núñez Soto35, contaba con instalaciones de primer mundo y era presentado por lo más selecto del mundo del futbol: Herr Blatter, Jack Warner, Julio Grondona y el mencionado Jesús Martínez.
        El suizo está muy emocionado, es complaciente, se deja adular por la gente de la Femexfut (Federación Mexicana de Futbol) y los dueños de los clubes, bromea con todos los presentes y no duda en asegurar  que la filosofía de la FIFA y la del Pachuca son muy similares. Imagino que él lo quiso decir  como un halago.
        No dudaba en responder al buen trato que recibía  de los mexicanos, quienes lo mimaban  como si se tratara de un jefe de Estado, un mandatario que los consiente y que se hace de la vista gorda con todo lo que sucede en nuestra liga, porque sabe que los favores se hacen en ambos sentidos. Incluso se atreve a decir que le gustaría ver al conjunto azteca coronarse campeón en la copa del mundo.
        Por ahora la FIFA cuida la carta de respaldo que representa México. Consiente flagrantes violaciones a los estatutos de su organización como la multipropiedad y el llamado “Pacto de caballeros” de la Femexfut y pone razones poco entendibles para no actuar.
        La explicación es muy sencilla: en México esos favores se pagan con la misma moneda. Nuestro país siempre ha mostrado su interés por ser anfitrión de los torneos de FIFA y en casos tan polémicos como el mundial de Sudáfrica o lo sucedido con el torneo sub 17 en Nigeria en donde se corría el peligro de que los estadios no estuvieran a tiempo en la fecha planeada, Justino Compeán siempre se ofreció a salir al quite.
        Además nuestro país es el más poderoso de la confederación y ese peso a la hora de las votaciones para la presidencia de FIFA, los congresos o las elecciones de sedes puede ser definitivo para que el suizo se mantenga en lo más alto de esta centenaria y lucrativa empresa.
        El hombre que lleva más de tres décadas en el entre rector del futbol mundial también estuvo durante la presentación de la playera de México para la Copa del Mundo. El escenario fue el Museo Nacional de Antropología en el Distrito Federal. Todo el tiempo se vio mimado por la gente a su alrededor. Blatter y todos sus acompañantes viajaban en autos último modelo, no tenían que esperar ni un minuto porque ellos eran el cue para iniciar las ceremonias y en todos los lugares en donde estuvo, también lo acompañaba el Presidente de la República. Sí. No importaba que México viviera en una contingencia tan significativa como el repunte del virus de la influenza o la inseguridad que nuestro país estaba padeciendo. Felipe Calderón tenía que estar ahí. Repito, como si se tratara de una visita de Estado.
        Al término de la ceremonia, en la conferencia de prensa el suizo fue cuestionado sobre algunos casos curiosos que se presentan por estas latitudes.
La multipropiedad en México no es un tema nuevo. La empresa más grande de telecomunicaciones en nuestro país y en toda Iberoamérica, Televisa, es propietaria del América y de San Luis de primera división, además del Necaxa, que hasta el año pasado estaba en la Primera División del balompié nacional. Por años fue cuestionada la Femexfut y aconsejada a que presionara a la empresa de telecomunicaciones para deshacerse de al menos dos de los equipos de su propiedad.
        Ese tema salió de nueva cuenta a colación y el presidente de FIFA fue muy claro ante el cuestionamiento: “FIFA conoce esta situación de las ligas de México, en la propiedad de los clubes, pero todavía nosotros no hemos recibido ninguna reclamación o protesta de ninguno de los participantes, en este caso de los clubes, que no estén de acuerdo con este tema (…) Naturalmente los legalistas pueden decir tú no haces tu trabajo y deberías intervenir en este tema, pero los aficionados del futbol dirían tú no debes ser un policía”.36 
        Blatter hace caso a aquel laisser faire, laisser passé (dejar hacer, dejar pasar) del economista y filósofo escocés del siglo XVIII, Adam Smith. El suizo no sabe en qué pueda perjudicar algún castigo e incluso la desafiliación a México y por eso sólo se hace de la vista gorda.
        Éste no es el único caso. En nuestro país se rompen otras reglas estipuladas en los estatutos de FIFA con el llamado “Pacto de caballeros” y el anual draft de jugadores, en donde los futbolistas son tratados como un producto y lo menos importante es la voluntad de los mismos porque en la mayoría de los casos terminan jugando con equipos y en ciudades en donde no quieren estar.
        El argumento del oriundo de Zurich en la conferencia de prensa no es solamente es una aberración y una falta total de respeto a todos los principios que dice seguir en favor del futbol y de los futbolistas; del mismo modo es una contradicción con el modo en el que ha actuado en ocasiones anteriores en otros países, como en los casos que se presentaron con la Federación Española de Futbol y la Asociación de Futbol de Irak.    

El caso España e Irak

Una disposición gubernamental española que se dio a finales de 2007 obligaba, a las federaciones de los deportes en los que no se había calificado a los Juegos Olímpicos de Beijing 2008, a convocar a elecciones presidenciales. El plazo que se había presentado a los organismos, entre ellas la de futbol asociación, era agosto de 2008.
        Al saber de esto, FIFA y Joseph Blatter advirtieron a la Federación Española de Futbol que no podían realizar elecciones porque consideraban el hecho como una “intromisión.” Sin necesidad de más palabras, la amenaza se puede resumir en una declaración del suizo en conferencia de prensa: “Que el gobierno español acepte las disposiciones de las reglas internacionales o que decidan si quieren que el futbol español se juegue sólo en España y nada de futbol internacional”.
        La consecuencia de quebrantar los estatutos de este organismo es la separación de la Federación y Blatter no dudaba en gritarlo a los cuatro vientos y envalentonarse por el poderío que tiene: “No son mis decisiones, son las del congreso de FIFA que tiene más miembros que la ONU (…) Una confrontación así no es buena ni para el futbol ni para el gobierno. El comité de urgencia podría decidir la suspensión inmediata de la Federación Española”.37
       Algo muy similar sucedió con la Asociación iraquí de futbol. Curiosamente se dio durante las mismas fechas de la visita de Blatter a México. Algunos miembros de la Federación de futbol fueron destituidos por el Comité Olímpico del aquel país del Golfo Pérsico.
        FIFA sentenció de un modo similar al caso de la FEF “Si la decisión sobre la IFA (Asociación iraquí de futbol, por sus siglas en inglés) no se anula en 72 horas y si no se devuelve la sede a la IFA en el mismo plazo, la FIFA no tendrá más remedio que recurrir a su comité de urgencia para decidir una posible suspensión”.38
        En ambos casos la decisión de las federaciones tuvo que ser revocada y la FIFA se salió con la suya. Incluso faltando a sus propias reglas porque el artículo 17 de los estatutos de este organismo son claros al precisar que cada miembro tiene derecho a administrar sus asuntos de forma independiente.
        Estos ejemplos nos demuestran que en realidad el directivo tan preocupado por el desarrollo del futbol sólo hace lo que le conviene y por lo único que se preocupa es por el incremento de la chequera. Al pensar en que a una selección asiática como la de Irak se le sea revocada su afiliación no tendría tanto peso en los números de FIFA, sin importar el campo en el que se vea, es decir, organizacional, político y económico. Incluso haciendo a un lado el más importante: el deportivo.
     En caso de que fuera la Femexfut la desafiliada, todos los parámetros antes mencionados se verían afectados. Repito. Sin importar el que tendría que ser prioritario: el deportivo, en donde México tiene más tradición que Iraq pero no se puede comparar con las cinco o seis potencias mundiales.  
       Joseph Blatter se comporta como un policía o un “intruso” como él llama al gobierno español e iraquí, en las circunstancias en que le conviene y como un buen amigo en las que así se requiere. Aunque en este caso tengo que reconocer que no está tan mal su forma de proceder, porque me haría muy triste como aficionado mexicano, que a todos nos tratara por igual.

Danke Herr Blatter 




















Transparencia
¿Por qué no nos hace caso, señor Blatter?

“Nuestros valores de autenticidad, unidad, desempeño e integridad constituyen nuestra esencia.” Sencillas palabras que engalanan la página virtual de la FIFA en la sección que habla sobre la misión del organismo.  Más abajo, en lo que parece un chiste de mal gusto (más adelante veremos el porqué), habla sobre la igualdad de raza y cultura, ser modelo de deportividad, la tolerancia y por último (el tema que nos interesa en este caso) la transparencia.      
        Basándome en ese par de párrafos que se encuentran en fifa.com, decidí intentar resolver algunos cabos sueltos que existían después de mi investigación.     El sitio de Internet (y muchos de los discursos de Blatter) hablan de la transparencia e imaginé que si mandaba algunos correos y hacía unas cuantas llamadas telefónicas podría saber en dónde estaba el dinero de International Sport Leisure (ISL), el Comité de ética de FIFA, el dinero que los Socca Warriors ganaron en 2006 o el reporte de los malos manejos de dinero de la organización, hecho por Michel Zen Ruffinen.
        La presidencia en la FIFA de Joseph Blatter no comenzó de la mejor forma. Las elecciones que lo colocaron como el hombre más poderoso del mundo se realizaron en medio de circunstancias sospechosas, con el apoyo del presidente en ese momento, el brasileño Joao Havelange y con mucha gente pidiendo explicaciones de todo lo sucedido.
        El rival de Sepp era el sueco Lennart Johansson, un hombre que había buscado la igualdad entre las confederaciones, la reducción del poder absoluto de FIFA y un mejor manejo de entradas e ingresos para la copa del mundo que se realiza cada cuatro años. Estas ideas molestaron a su rival y al hombre que lo apoyaba, lo que provocó que el suizo decidiera tomar medidas decisivas para obtener la tan anhelada victoria.
        Blatter ingenió un gran plan: repartir sobres con 50 y 100 mil dólares a varios presidentes de asociaciones nacionales que votarían ese año en Francia y que no tenían definido a qué contendiente iban a apoyar. Veinte sobres fueron repartidos; uno de ellos al desaparecido Weheliye Farrah Addo, que en varias ocasiones, aseguró que el suizo le ofreció dinero por votar en su favor.39 
        Blatter fue el vencedor y Lennart Johansson exigió respuestas. Un par de días después aseguró a la prensa que su rival “tendría que dar explicaciones ante el Comité Ejecutivo de la FIFA”. Lo que el sueco no entendía era que a partir de ese momento, el vencedor de las elecciones ya era una persona intocable. Obviamente esto no pasó a mayores y Sepp se dijo que sólo se trataba de acusaciones malintencionadas y que de inmediato “emprenderé medidas legales en contra de quienes buscan difamarme.”  
        De nueva cuenta no tuvo argumentos para emprender las medidas legales de las que tanto habló y sólo dio largas para explicar las acusaciones de varios presidentes de asociaciones nacionales que hablaron del caso después de dejar su puesto.
        El mismo día de las elecciones, el delegado del la asociación representante de Haití, Jean Marie Kyss, decidió no acudir al congreso celebrado en Francia. La decisión estaba basada en la molestia por la intromisión de la FIFA en los asuntos referentes a su país. Como forma de protesta, los caribeños decidieron que el lugar que le correspondía a su representación quedara vacío y así demostrar su descontento de una forma pacífica.
       Pero dicen que a río revuelto… El visionario Joseph Blatter decidió colocar en el lugar de Haití a una bella mujer llamada Vincy Julal. La jamaicana no sólo era una persona ajena a cualquier aspecto futbolístico, también era la pareja formal de Horace Burrell, presidente en ese momento de la Federación de Futbol de Jamaica y uno de los más importantes seguidores de Jack Warner y Sepp Blatter. Las elecciones se realizaron y el voto de Haití fue hecho por Julal.40
        De nueva cuenta se rompía con los estatutos de la FIFA. En este caso el número 23, llamado Derecho de voto, delegados y observadores. En él menciona, entre otras cosas, que “Solo podrá votar uno de los miembros presentes. No se permite el voto por poderes o carta” Además explica que “Los delegados deberán pertenecer a la asociación miembro a la cual representan y son nombrados por el órgano competente de la asociación”.
        Del mismo modo se le ha pedido a Blatter que explique lo sucedido y tan sólo repite palabras de halago hacía Burrell y exige que el caso ya no sea abordado. Congresos de FIFA han pasado, conferencias de prensa, campeonatos mundiales, decenas de correos electrónicos e incluso encuentros en la calle con periodistas  en donde se le pregunta al dirigente sobre lo sucedido y no ha existido ninguna respuesta al respecto. El regordete hombre de pantalón largo resulta ser más escurridizo que cualquier estudiante universitario en un programa de concursos japonés.
        Por cierto, en 2002, Blatter le concedió a Burrell la orden del Mérito de la FIFA. “For the good of the game”

El caso Zen Ruffinen

Los primeros días de mayo de 2002 el suizo Michel Zen Ruffinen, secretario general de Joseph Blatter, presentó una investigación en donde denunciaba  abuso de autoridad y corrupción por parte del presidente de la FIFA. En el registro de 23 páginas detalló las anomalías de su jefe y la falta de respeto a los estatutos de la organización que preside.
        Entre los casos más importantes que se presentaron está el del soborno al árbitro africano Lucien Bocharde para declarar en contra del ex presidente de la Federación de Somalia, Farrah Addo, un recurrente crítico de Blatter que denunció el pago de dinero para comprar votos en las elecciones de 1998.
        También se publicó el caso de Viatschelav Kosolov, que recibió casi 100,000 dólares por el mismo caso: las elecciones realizadas en Francia en 1998 para la presidencia de FIFA. El dirigente no pudo demostrar la procedencia del dinero. Pero el dato más importante es el que hablaba de casi dos millones de dólares que fueron devueltos a la empresa ISL, encargada de derechos de transmisión en anteriores campeonatos mundiales. El único detalle que salía de lo común, era que la mencionada empresa se había declarado en bancarrota un año y medio antes.
        La sesión en la que se entregó el reporte de Zen Ruffinen duró más de diez horas y tuvo dos resultados: El primero fue que siete de los diez vicepresidentes de FIFA pidieron al suizo que renunciara y se retirara del recinto debido a la falta a los estatutos del organismo y el conflicto de intereses que ello representaba.41
Por otra parte, Blatter dijo que entregaría las respuestas y explicaciones a las acusaciones “la semana entrante” Dichas aclaraciones nunca llegaron y el presidente de la FIFA se mantuvo impune.
       Quien sí fue castigado fue Michel Zen Ruffinen. El presidente de FIFA lo tachó de frustrado y de “no saber trabajar en equipo.” La sanción fue la separación inmediata de la organización. Después de su atrevimiento, el abogado de 43 años fue desaparecido para siempre del mundo del futbol.
        El caso de los sobornos aún no se ha aclarado y nadie ha sido sancionado. Cada que alguien intenta hablar con el suizo o con alguno de sus encargados de sala de prensa, recibe a cambio insultos y amenazas por parte de sus guardaespaldas, encargados de comunicación o alguno de sus vicepresidentes. Ése es el modelo de transparencia de la FIFA.42

Los derechos de transmisión y la manzana de la discordia.

La Copa del Mundo es una competición que fuera de lo deportivo es uno de las dos más lucrativas a nivel mundial (junto con los Juegos Olímpicos). Los derechos de transmisión han sido y son cada vez más grandes.  Lo sorpresivo es que a la fecha nadie ha podido explicar cómo se reparten y negocian estos beneficios.
        Durante la Copa del Mundo de 1990 en Italia, 1994 en Estados Unidos y 1998 en Francia, el ex presidente Joao Havelange y su secretario general, el suizo Joseph Blatter decidieron concederle a Jack Warner, los derechos de transmisión de los campeonatos para la zona del Caribe, en la risible cantidad de un dólar. Estos fueron revendidos a varios países del área y con ello se hizo de una gran cantidad de dinero.43
        Veinte años después, el alumno ha superado al maestro. Blatter ha llevado los derechos de transmisión a Infront, una compañía de la cual su sobrino Philippe Blatter es un encumbrado directivo, la empresa de la cual es socio mayoritario el jeque saudí Salih Kamel. La oportunidad de  transmitir los partidos en la copa de Sudáfrica representa de nueva cuenta un conflicto de intereses por naturaleza, pero ahora en magnitudes mucho mayores. Infront llegará al mercado más grande del futbol mundial: Asia.44
        Blatter ha decidido no hablar al respecto, especialmente ahora que a salió a la luz el hecho de que las oficinas de Infront se ubican, en el mismo lugar en donde estaban las instalaciones de International Sport Leisure.


Blatter le miente a un juez en Suiza

Octubre, 2008. Joseph Blatter viaja por los Alpes suizos en su automóvil Mercedes. El cruce de un túnel y el uso del teléfono celular se convirtieron en una combinación errónea que estuvo muy cerca de costarle la vida a él y al conductor del auto que golpeó, debido a la desconcentración del suizo.45
        Después del accidente, en el que por alguna desconocida razón las placas del SL 63 de Blatter fueron retiradas (la policía dice que fue para proteger el derecho a la privacidad del involucrado, pero no extendieron la misma cortesía al chico de 21 años que casi pierde la vida), el suizo fue llamado a juicio para averiguar por qué conducía utilizando el teléfono celular y también fijar la multa para liberar de los cargos al directivo.
        Jean Francois Tanda, reportero del diario alemán Sonntags Zeitung, explicó en una nota que Sepp Blatter pagó una multa de sólo 600 francos, es decir, unos  500 dólares.
        La multa representa la cantidad más pequeña posible en una falta de este tipo. En Suiza, en donde las sanciones se determinan por el sueldo de la persona acusada, 500 dólares se le imponen a una persona que gana 80,000 francos al año o un poco más de 65,000 dólares. Es imposible pensar que el sueldo de Joseph Blatter sea algo similar a ello, por una sencilla razón: el auto del suizo cuesta el 75% del sueldo que tendría que ganar Blatter para que la multa recibida tuviera concordancia.  
        Pero ¿qué pasó?,  ¿será que el suizo le mintió al juez para escapar de la multa merecida? Y después de tantas veces que se le ha preguntado cuál es el sueldo que se paga en FIFA (incluyendo un servidor), ¿quién se cree un simple juez penal para hacerle esa clase de preguntas al hombre más poderoso del mundo? 
        Aunque Blatter sigue anunciando a los cuatro puntos cardinales, su búsqueda por la transparencia y por ser una herramienta para tener un mundo mejor.
        Por cierto, dentro de las preguntas que también se le han hecho a Blatter es si él es quien paga sus multas o es el dinero de la FIFA el que termina en las arcas del fisco.  Esto debido a que a pesar de que recibe dinero de viáticos a diario (incluso cuando no está de viaje), se ha comprobado que todas las tarifas por viajes de avión, transporte, alimentación y baratijas de recuerdo son pagadas por el organismo que preside. Incluidos los de su pareja, Ilona.
        Curiosamente Blatter no le permite (desde el conflicto con Michel Zen Ruffinen) que su secretario general tenga acceso a las finanzas del organismo.46

Sudáfrica 2010. Un nuevo ejemplo de transparencia

Una nota que se colocó en la página de la FIFA en mayo, es decir, un mes antes del inicio de la Copa del Mundo, hablaba sobre el gran apoyo que el organismo había entregado a la prensa en África. La mencionada “formación” que habían recibido reporteros y camarógrafos sólo era la creación de una gran camada de hombres que iban a publicar todo lo que el ente reinante deseara.
        La prensa africana estaba encantada, sin saber las consecuencias económicas que conlleva una Copa Mundial, de que la competición llegara a su continente. Incluso, la FIFA, le obsequió a los reporteros y fotógrafos un viaje redondo al país anfitrión, para que pudieran trabajar en el IBC (Centro Internacional de Transmisiones, por sus siglas en inglés).47
        Esta cortina de humo, sólo evitaba que se supiera lo que estaba sucediendo con los profesionales de otras regiones del planeta. Los periodistas que habían realizado una investigación más profunda, encontraron detalles que demostraban todas las mentiras e irregularidades en las declaraciones de los muchos R.P. de Blatter y el Secretario General de la FIFA.48
        Cada día se conocía una noticia sobre algún ex futbolista o funcionario ( por ejemplo el de los periodistas italianos de RAI, el ex futbolista argentino Gabriel Batistuta o los familiares del atacante mexicano, Cuauhtémoc Blanco) que había sido despojado de sus bienes (en el mejor de los casos, cundo ellos no estaban presentes), se hablaba de los pocos visitantes que iban a llegar a Sudáfrica por culpa de la inseguridad y los elevados precios del turismo, debido a que la gente más cercana a Blatter se había hecho de los derechos de propiedad y por último se vaticinaba un porcentaje de asistencia menor al 60%. FIFA sólo se dedicó a desprestigiar estas palabras y a asegurar que todo eran mentiras que trataban de manchar el nombre del organismo.
        El tiempo le dio la razón a los periodistas y los estadios medianamente ocupados, junto con la desaprobación de la gente que fue a Sudáfrica por la inseguridad y la poca viabilidad de un torneo de tal magnitud en ese país fueron conocidos a partir del 11 de julio; día en el que concluyó la copa.
         La FIFA se salió con la suya. En su incansable búsqueda por evitar un traspié a (según ellos) su buena reputación, el organismo se encargó de vetar y segregar a quienes se atrevían a publicar textos que contradijeran la palabras de su gente.
        El primer paso: Los diarios que no fueran sudafricanos, sólo iban a poder ser vendidos a una distancia mayor de 800 metros de los estadios mundialistas. Esta medida incluía también los Fan Fest que se colocarían en tierras anfitrionas. Sepp Blatter y la FIFA no sólo tenían poder en las zonas en donde se desarrollaba la competencia, ahora, el suizo, era mandamás en las calles libres de Sudáfrica.
       Segunda medida: Sólo las cadenas “oficiales”, iban a poder llevar sus cámaras y obtener el color, la opinión y los pormenores de los partidos que se desarrollarían en la decimonovena copa del mundo. Mientras tanto, Pekka Odriozola, otro vocero de FIFA, insistía en que “La libertad de prensa durante la copa está garantizada.”
Así es como el máximo ente del futbol mundial consigue “un mundo mejor.” Limitando a la gente a la libertad de información.

¿Quién es usted para juzgar al presidente?

Luego de encontrar todos estos datos, intenté preguntar a los responsables sobre su opinión. Quizás todo había sido un incalculable número de malentendidos y la gente podía seguir teniendo confianza en la FIFA. En mi intento por acercarme a Sepp Blatter, contacté por correo electrónico a Peter Hargitay. Aquel hombre que defendió a Union Carbide en el desastre de Bhopal, había sido el primero en tratar de acercar a la prensa con el actual presidente de la Federación Internacional.
        El primer intento fue bueno. Hargitay contestó amablemente y me pidió que mandara algunos datos de mi trabajo, la razón por la que había decidido entrevistarlo y por último los temas de la misma. A vuelta de correo, cumplí con sus encargos y le expliqué que sólo intentaba aclarar algunas dudas sobre su  antiguo jefe. El resultado no fue el esperado.
        El centroeuropeo me cuestionó por tener dudas sobre la labor de Sepp. Por alguna razón dijo que yo no calificaba para juzgarlo ya que “no lo conocía en persona” y dijo que si quería que continuáramos con el intercambio de correos le enviara la siguiente información:

- Detalles sobre la universidad en la que estudié y por la que realizaba este proyecto.                 
- Mi currículum vitae con referencias personales. 
- Un resumen sobre el trabajo que llevaba realizado y los temas principales del texto.

        Con la fama que le precedía a Hargitay, el hombre que espiaba a Andrew Jennigs durante su época como R.P. de Blatter y que incluso llegó a intervenir los números telefónicos del periodista inglés49, tendría que tener un desorden autodestructivo muy grande para enviarle información personal que pudiera ser mal utilizada.
        Mi siguiente intento fue en la cuna de la transparencia, la organización que busca un mundo mejor por medio de los valores esenciales de la integridad, la empresa que hacía todo por crear una esperanza por medio del futbol: la FIFA.
Al correo que encontré en la página de Internet del organismo, escribí pidiendo una entrevista al suizo Blatter, su secretario general o cualquiera de sus tantos voceros.
        Lo único que quería era tener una postura de su parte o alguna respuesta a la contradicción de sus palabras, comparadas con los hechos.
        Después de una cordial respuesta se me pidió enviar los temas de los cuáles me interesaría hablar. Una petición sencilla: El contrato con Hyundai Kia Motors para ser socio de la FIFA, los números del tan cuestionado proyecto Goal (por la mayoría de las asociaciones nacionales, que afirman la poca utilidad del programa para el desarrollo del futbol) durante el último año, su postura con respecto al vicepresidente Jack Warner y algunos temas similares.
        A vuelta de correo se me explicó que no daban entrevistas a gente como yo. Quiero imaginar que hablaban de estudiantes, pero la respuesta que recibí no me da mucha certeza, aunque me ofrecieron otra opción: visitar su página web. Ahí podría encontrar la información que quería. Nada de ello era cierto, ninguna de las dudas que tenía fueron resueltas.
        A estas alturas del intercambio de correos habían dejado de contestarme en español y ahora lo hacían en un inglés frío y sin la acostumbrada retahíla de cordialidades rutinarias. Odiaría pensar que los estaba incomodando, por que todavía no obtenía respuestas.
        Después de investigar por otros medios había resuelto casi todas mis dudas. Sólo me quedaban dos preguntas en la cabeza, ¿Cuánto dinero pagó Hyundai por ser socio de FIFA en el ciclo 2007 - 2014? Y ¿Qué cantidad de billetes verdes había desembolsado Toyota por patrocinar el anual campeonato mundial de clubes? Nada de esta información estaba disponible. Se lo hice saber a la gente de Comunicación Social y esperé una respuesta favorable.
        El último correo que recibí fue un sencillo “Estimado señor (sin el acostumbrado Kazén). Le anunciamos que esa información no está disponible.” El segundo strike había caído y no tenía oportunidad de fallar una vez más, así que decidí ir por todas las canicas.
        Ahora mis objetivos eran más amplios: Nicolas Maingot, Richard Groden, Jerome Valcke, Daryan Warner, Jack Warner e incluso la Concacaf. No sólo buscaría los correos electrónicos. Cualquier dato es útil. El Skype me ayudaría a marcar a cualquier teléfono del mundo a un bajo costo. Vueltas y vueltas y ninguna persona “calificada para responder a mis cuestionamientos.”
        En ese momento Twitter salió en mi defensa. En la página de la FIFA había un link que te mandaba al sitio del presidente del organismo. Palabras de agradecimiento y satisfacción por una copa tan maravillosa en Sudáfrica encabezaban su perfil. Antes de sentirme mareado con tanta melosidad decidí pegar mis preguntas y esperar una respuesta. La misma nunca llegó, aunque tengo que reconocer que los cuestionamientos no eran muy complacientes:


11 preguntas  para Sepp Blatter.

1.- ¿Por qué nunca ha recibido una sanción Jack Warner a pesar de su falta a los estatutos de FIFA con respecto al racismo y el conflicto de intereses en el que ha incurrido en varias ocasiones?
2.- Basándome en su compromiso por la transparencia, ¿podría decirnos cuál es su sueldo por el puesto que tiene en la FIFA?
3.- ¿La FIFA paga sus impuestos?
4.- ¿Son ciertas las acusaciones del desaparecido Farrah Addo en las que aseguraba que se repartieron sobres con 50 000 dólares para asegurar su victoria en las elecciones de 1998?
5.- ¿Cuál es la razón por la cual, las votaciones que se realizan en la FIFA son abiertas y no secretas?
6.- Si son elecciones abiertas, ¿por qué no se dieron cuenta del voto de Vincy Julal en las elecciones de 1998?
7.- ¿Por qué nunca recibió sanción de ningún tipo el paraguayo Nicolás Leoz, a pesar de que se le comprobó corrupción con derechos de televisión?
8.- ¿Es cierto que la FIFA paga los gastos en jueces, multas, aviones y hospedaje de usted e incluso de su pareja?
9.- ¿Cuál fue la razón por la que removió de su cargo a Michel Zen - Ruffinen, justo después de que entregó un reporte sobre malos manejos del dinero en la FIFA?
10.- ¿Es cierto que después de ese reporte el Comité Ejecutivo de FIFA le pidió que se retirara del puesto?
11.- ¿Qué siente al ver los estadios mundialistas (de cualquier categoría) semi vacíos?

        Así es como funciona la FIFA, congresos que resultan interminables monólogos de Blatter y sus colegas y que si alguien como David Will asegura que los malos manejos de la entidad han propiciado que “en los últimos años se han perdido más de 400 millones de dólares” lo hacen bajar a punta de empujones por parte del estadounidense Chuck Blazer. Una organización que pega su lista negra (de reporteros que no los tienen contentos, como en 2005 lo hizo con Andrew Jennings) en la página principal de su portal de Internet y que repetidamente asegura su pasión por la transparencia.






















Estadios vacíos. El nuevo espectáculo del futbol

La Copa del Mundo es el torneo futbolístico más importante y uno de las dos competencias deportivas de mayor relevancia en el planeta. Por esa razón sería normal ver, en los estadios sede, llenos en las gradas. Pero en las ediciones recientes, se ha iniciado una constante: las tribunas difícilmente lucen ocupadas en más de 50% de su capacidad y la gente que espera décadas por ver un torneo de esta magnitud tiene que aguantarse las ganas de asistir; entre otras cosas, por a los precios prohibitivos que tienen los boletos en la actualidad (más adelante se mencionan).
        Diversos factores como el costo de los traslados al lugar de la Copa, la reventa de boletos en el mercado negro o el acondicionamiento de las entradas a la compra de paquetes turísticos son causas que afectan la asistencia a los estadios mundialistas; pero la verdad es que estas circunstancias han existido desde hace algunas décadas y sus afectaciones no eran tan significativas. El verdadero verdugo de la gente ha sido el incremento descarado y desproporcionado en el costo de estos boletos para asistir a ver a cualquier selección participante.
        Al final de cuentas la opinión y las posibilidades de la gente son lo que menos importa en la decisión de los costos de los boletos, a pesar de que ellos son los que hicieron de la Copa lo que es en la actualidad y que semana a semana hacen a las estrellas del futbol mundial.
        Ejemplos de esto se dan casi cada dos años, debido a que el incremento en las localidades se ha dado no sólo en los mundiales de selecciones absolutas, sino en las competencias de representativos con límite de edad. En los últimos diez años, son contados los llenos que hubo en mundiales sub 17 o sub 20.
        Tres torneos nos servirán como muestra. Corea Japón 2002, el sub 17 en Nigeria 2009 y el sub 20 en Egipto 2009. En casi cualquier caso el resultado sería igual, por ejemplo Canadá 2007 (sub 20), Perú 2005 (sub 17) o Finlandia 2007 (sub 17), pero la cantidad tan grande de campeonatos que se juegan en la actualidad hace imposible mencionar cada uno de ellos. Incluso en algunos campeonatos no se ha presentado una asistencia del 50% en los partidos más importantes, es decir, la inauguración o la final.

Corea Japón 2002

La primera vez que un torneo de esta magnitud salió de América o Europa no fue tan afortunada, como los planes de la gente tenían contemplado. Sólo cinco partidos tuvieron lleno en las tribunas: dos partidos de octavos, una semifinal, el juego por el tercer puesto  y la final entre Alemania y Brasil.
        El comité organizador se vio obligado a regalar una gran cantidad de boletos a la gente que residía en Corea y Japón, debido a las bajas ventas de entradas para los juegos50. Los  beneficiados con esta medida se vistieron con los uniformes de las selecciones que disputaban el encuentro, en parte por cordialidad y en otro tanto para hacer parecer esta medida como planeada desde meses antes. Aún así sólo un juego en Japón y cuatro en Corea lucieron pletóricos en sus tribunas.
        La cadena televisiva que cubrió la Copa del Mundo tenía órdenes claras de FIFA de no realizar tomas extensas a las gradas y sólo lo podían hacer en direcciones en donde lucieran ocupadas. La asistencia era muy pobre y esa imagen no le convenía al organismo. La única panorámica significativa del público en esa copa fue la que se hizo en el juego de Octavos de final entre los locales y la selección italiana.
        Años después, en 2007, Corea fue anfitrión en la Copa del Mundo sub 17. Los resultados fueron peores. A pesar de que se tenía la idea que la infraestructura iba a ayudar a llevar a la gente al estadio. La FIFA decidió mantener los precios exagerados en los boletos y la gente no tuvo mayor opción que dejar de asistir a ellos. Una asistencia menor al 50% de la capacidad de los inmuebles fue reflejo de una realidad que ya dejaba de lado la idea de una coincidencia.51
A continuación se presentan los aforos de los estadios en el mundial Corea - Japón. Varios estadios fueron construidos expresamente para la copa y después de la competición, muchos de ellos dejaron de tener utilidad en los países sede.




Capacidad de los estadios en Corea



Busán
Estadio Busán Asiad
55,982
Daegu
Estadio Daegu World Cup
68,014
Daejeon
Estadio Daejeon World Cup
40,407
Gwangju
Estadio Gwangju World Cup
42,880
Incheon
Estadio Incheon World Cup
52,179
Jeonju
Estadio Jeonju World Cup
42,477
Seogwipo
Estadio Jeju World Cup
45,650
Seúl
Estadio Seoul World Cup
63,961
Suwon
Estadio Suwon World Cup
43,188
Ulsán
Estadio Ulsan World Cup
43,550

52



















Capacidad de los estadios en Japón



Ibaraki
Estadio Kashima
42,000
Kobe
Estadio Wing
42,000
Miyagi
Estadio Miyagi
49,000
Niigata
Estadio Big Swan
42,300
Oitra
Estadio Big Eye
43,000
Osaka
Estadio Nagai
50,000
Saitama
Estadio Saitama
63,000
Sapporo
Domo Sapporo
42,000
Shizuoka
Estadio Ecopa
50,600
Yokohama
Estadio Internacional de Yokohama
70,000

53

















A continuación se presentan algunos datos de asistencia en el torneo. Sólo cinco encuentros tuvieron llenos y en varios juegos hubo hasta 20 mil asientos vacíos. Durante la copa se contabilizaron casi medio millón de bancas sin ocupar.



Inauguración


Francia vs Senegal
Capacidad: 63,961
Asistencia: 60,000



Peores entradas


Uruguay vs Dinamarca
Capacidad: 43,550
Asistencia: 30,157
Francia vs Uruguay
Capacidad: 55,982
Asistencia: 38,289
Paraguay vs Sudáfrica
Capacidad: 55,982
Asistencia: 25,186
España vs Eslovenia
Capacidad: 42,880
Asistencia: 28,598
España vs Paraguay
Capacidad: 42,880
Asistencia: 24,000
China vs Costa Rica
Capacidad: 42,880
Asistencia: 27,217
Turquía vs China
Capacidad: 63,961
Asistencia: 43,605
Alemania vs Paraguay
Capacidad: 45,650
Asistencia: 25,176





Llenos


Corea del Sur vs Italia
España vs Corea del Sur

Octavos de final 
Cuartos de final
Alemania vs Corea del Sur

Semifinal
Corea del Sur vs Turquía

Tercer lugar
Alemania vs Brasil

Final



Total de lugares vacíos en la Copa


498,347






54



Egipto 2009



Los campeonatos con representativos que tienen límite de edad han padecido el mismo problema. Egipto fue sede del campeonato mundial sub 20. El precio elevado en los boletos y, para mala suerte de los anfitriones, la eliminación de los faraones en octavos de final fueron decisivos para propiciar que sólo en dos ocasiones se viera un lleno en el campeonato infantil.

       La Copa del Mundo se llevó a África. Esta medida con tintes electorales que Joseph Blatter emprendió hace una década propició que la competición llegara al continente con el nivel más alto de pobreza e inseguridad. Egipto, Nigeria y Sudáfrica tendrían que construir varios estadios, hoteles y aspectos referentes a la Copa a pesar de su situación económica. En cambio, la gente sería castigada con costos que promediaban más de 50 dólares por entrada, en el caso de los dos primeros países y casi 150 dólares en el de los sudafricanos.

        Más de medio millón de asientos estuvieron vacíos durante la realización del torneo en Egipto. Incluso en el juego por el trofeo de campeón, había más de 10,000 lugares sin ocupar. Circunstancia obvia, tomando en cuenta el entorno económico del país africano y el costo de los lugares para el juego decisivo.

        El año siguiente, el máximo torneo futbolístico llega a Sudáfrica. Todo puede pasar, pero a menos de 50 días del comienzo de la copa, casi la mitad de los boletos siguen en las taquillas. El panorama no es nada favorable y los reportes de inseguridad en el país del sur del continente lo hacen más complejo.

       La gráfica siguiente muestra la capacidad que tienen los estadios en los que se disputó el campeonato sub 20 en Egipto. La segunda presenta las peores asistencias y los llenos en el torneo, además del número total de lugares vacíos en la competición.





El Cairo
Estadio Internacional del Cairo
74,100
El Cairo
Estadio de la Academía Militar
22,000
Alejandría
Estadio Borg El Arab
86,000
Alejandría
Estadio de Alejandría
20,000
Suez
Estadio Internacional Mubarak
40,000
Puerto Saíd
Estadio Puerto Saíd
17,900
Ismailia
Estadio Ismailia
18,500













Inauguración


Egipto vs Trinidad y Tobago
Capacidad: 86,000
Asistencia: 74,000



Peores entradas


Nigeria vs Venezuela
Capacidad: 22,000
Asistencia: 10,540
Corea del Sur vs Estados
 Unidos
Capacidad: 40,000
Asistencia: 27,000
Inglaterra vs Uruguay
Capacidad: 18,500
Asistencia: 10,000
Costa Rica vs República Checa
Capacidad: 20,000
Asistencia:   9,000
Honduras vs Hungría
Capacidad: 20,000
Asistencia:   6,000
España vs Italia
Capacidad: 22,000
Asistencia:   6,150
Paraguay vs Corea del Sur
Capacidad: 74,100
Asistencia: 10,720
Hungría vs República Checa
Capacidad: 86,000
Asistencia:   7,000
Emiratos Árabes vs Costa Rica
Capacidad: 74,100
Asistencia: 32,935
Brasil vs Costa Rica
Capacidad: 74,100
Asistencia: 39,812



Llenos


Australia vs Costa Rica y


Brasil vs República Checa

Primera ronda
Egipto vs Costa Rica

Octavos de final



Total de lugares vacíos en la Copa


565,260



56



Nigeria 2009



El Campeonato Mundial sub 17 llegó a tierras nigerianas. Sólo cuatro llenos tuvo el torneo y dos de ellos fueron en encuentros del equipo anfitrión que, a diferencia de Egipto, tuvo una buena copa y llegó hasta la final en donde perdió con el representativo de Suiza por marcador de un gol contra cero.

        Los estadios eran mucho más pequeños que los que se tuvieron en los casos anteriores, pero los resultados fueron similares. Casi 600 mil butacas dejaron de ser ocupadas y la fiesta que se tenía contemplada en el país africano se cayó por completo, ya que la inversión realizada por el país anfitrión fue mucho mayor a la de las ganancias percibidas.

        En un par de ocasiones se pudo ver al presidente de la FIFA, junto a gente cercana de su equipo, molesto por las pobres asistencias a la justa. La televisora encargada de realizar las transmisiones del torneo lo encontró con mala cara y comentando las razones de lo sucedido.









En la copa realizada en Nigeria, ocho estadios fueron sede. A excepción del Estadio Nacional en la capital, ningún campo tenía aforo mayor a 25 mil personas y aun así, el promedio de asientos vacíos es muy considerable. A continuación se presenta la lista de los estadios sede.  





Abuja
Estadio Abuja
60,000
Lagos
Estadio Teslim Balogun
24,325
Enugu
Estadio Nnamdi Azikiwe
22,000
Kano
Estadio Sani Abacha
18,000
Calabar
Estadio U J Esuene
16,000
Kaduna
Estadio Ahmadou Bello
16,000
Bauchi
Estadio Abubarkar Tafawa Balewa
15,000
Ijebu Ode
Estadio Gateway
20,000

57



Tan sólo cuatro partidos tuvieron lleno. Durante el juego inaugural entre Nigeria y Alemania, casi 40 mil asientos quedaron vacíos. La lista siguiente presenta las mejores y peores entradas, además del total de butacas desocupadas durante el torneo.











Inauguración


Nigeria vs Alemania
Capacidad: 60,000
Asistencia: 21,300



Peores entradas


Honduras vs Argentina
Capacidad: 60,000
Asistencia: 21,300
Alemania vs Honduras
Capacidad: 60,000
Asistencia:   3,090
Suiza vs Brasil
Capacidad: 60,000
Asistencia:   4,250
Holanda vs Irán
Capacidad: 22,000
Asistencia:   7,461
Turquía vs Costa Rica
Capacidad: 22,000
Asistencia:   5,632
Irán vs Uruguay
Capacidad: 16,000
Asistencia:   3,600
Nigeria vs Nueva Zelanda
Capacidad: 60,000
Asistencia:  35,200



Llenos


España vs Estados Unidos

Primera ronda
Argelia vs Italia

Primera ronda
España vs Nigeria

Semifinales
Suiza vs Nigeria

Final



Total de lugares vacíos en la Copa


581,552



58



        Hace un par de décadas los boletos para un torneo mundialista estaban vendidos desde varios meses antes. Ejemplos como Estados Unidos en 1994, en donde a pesar de la poca tradición futbolística que existía en el país de las barras y las estrellas, los partidos tuvieron más del 95% de asistencia o México en 1986 son prueba de que hace algunos torneos la gente todavía podía ir a uno o varios partidos de su mundial sin mucho problema.

        Gran cantidad de gente se podía comprar incluso un abono para ir a más de un partido. Pero en la actualidad resulta un lujo asistir a tan sólo uno, tomando en cuenta el precio de los boletos y la desafortunada costumbre de condicionar los mismos a la compra de paquetes turísticos u hoteleros. Debido a circunstancias como ésta, el panorama para la Copa del Mundo en Sudáfrica, de nueva cuenta no luce tan complaciente.

        Aunado al alto índice delictivo que existe en Sudáfrica y los gastos que tendría que realizar un turista para llegar al último rincón del continente negro, cualquier seguidor que quiera estar en la justa veraniega tendrá que pagar precios extraordinarios por los boletos de entrada. FIFA aumentó, como cada cuatro años, los costos por los mismos y ahora la gente tendrá que desembolsar entre 80 y 900 dólares por boleto.  A excepción de los lugares para personas discapacitadas físicamente, más de la mitad de las entradas tendrán un costo mayor a 150 dólares.

       A continuación se presentan los costos por los boletos para la Copa Mundial Sudáfrica 2010. Dicha lista se encontraba en el sitio de Internet del organismo, casi un año antes del comienzo de la justa mundial.





















Partidos
Cat. 1
Cat. 2
Cat. 3
Silla de ruedas
Partido inaugural (nº 1)
450
300
200
70
Partidos de grupos
 (nº 2 al 48)
160
120
80
20
Octavos de final
(nº 49 al 56)
200
150
100
50
Cuartos de final
(nº 57 al 60)
300
200
150
75
Semifinales         
 (nº 61 y 62)
600
400
250
100
Partido por el 3er/4º puesto          (nº 63)
300
200
150
75
Final (nº 64)
900
600
400
150



   

     La FIFA anunció que además de estos boletos, también pondría en el mercado la llamada “categoría 4” que iba a funcionar para venta a los residentes de Sudáfrica y que únicamente costarían 20 dólares. Lo que no dijeron los jerarcas del futbol fue que esos boletos sólo iban a venderse para la primera ronda (no incluido el juego inaugural) y que únicamente habían 200,000 entradas disponibles. Además, el suizo se retractó de las declaraciones en las que decía que iban a regalar más de 100,000 entradas a los más pobres. Nadie regalará nada el próximo invierno sudafricano.

        Después de las tres primeras etapas de venta de boletaje para la Copa, la FIFA no ha vendido ni la mitad de entradas disponibles. La gente tiene miedo de la seguridad en el país anfitrión, de la alta inversión que se tendría que realizar y de los posibles fracasos en los procesos de selección que pone el organismo para obtener los pases para los partidos.



        Por su parte varias federaciones como las de Holanda, Estados Unidos y Alemania, han anunciado que su porcentaje de venta no es nada alentador y que les resulta muy difícil conseguir compradores en su país.

        En el pasado era necesario intentar obtener más entradas para cumplir con las pretensiones de los aficionados de cada país, ahora la Federación Alemana de Futbol asegura que a unos meses de la Copa han vendido sólo 40% de los boletos, La Federación Danesa de Futbol y la Asociación de Futbol (Inglaterra) temen por el futuro de esos boletos, porque presentan ventas incluso menores. 

        En contraste, el presidente Joseph Blatter (justo después de anunciar que se tendrían que abrir otras dos etapas de venta de boletos)   asegura que ha habido un incremento significativo en el interés de la gente por entradas para Sudáfrica 2010 y que en su portal de internet los países de África, Europa y Sudamérica han comprado gran cantidad de boletos. Incluso se da el lujo de asegurar que las ventas alcanzarán 95% de la capacidad ofrecida.

        En febrero de 2010, Menos de 100,000 entradas habían sido vendidas en el continente anfitrión y la gente en Occidente se mostraba renuente a viajar ante la gran cantidad de delitos y violencia que se vive en Sudáfrica, pero esto no fue impedimento para que Joseph Blatter declarara que el mundial sería todo un éxito y que la gente abarrotaría los estadios de la Copa del Mundo. ¿Estaría viendo algo que todos nosotros no veíamos?

        Curiosamente algunas personas han hablado de su experiencia al estar en Sudáfrica. Entre ellos el editor de la sección de futbol en Reuters, Mike Collett, quien durante la cobertura de la Copa Confederaciones del 2009 fue asaltado. Por algo la gente que vive en Sudáfrica insiste a los visitantes en que no salgan de noche durante su estancia en aquel país.

         En cualquier circunstancia, el costo de los boletos para la próxima Copa del Mundo es desproporcionado; pero tomando en cuenta que ahora se disputa en el continente con mayor pobreza del mundo, los costos resultan irreales y abusivos.

        El salario mínimo en Egipto es de 202 dólares mensuales, en Nigeria asciende a 361 dólares y en Sudáfrica no alcanza los 300 billetes verdes, además de que en la actualidad enfrentan, según el diario The Economist, un índice de desempleo de 26%. Con esos números es muy difícil que se puedan obtener boletos que cuestan 150, 250 o hasta 900 dólares.



La FIFA no se preocupa.



Podríamos pensar que ser sede de la Copa del Mundo traerá, para el anfitrión, tan sólo noticias buenas, pero detrás de ello están todos los factores que implica serlo. Construcción de estadios, medios de transporte y comunicación, hoteles. Además el desarrollo de logística para estos torneos debe ser impecable y, obviamente, es muy costosa.

        La FIFA señala un país y pone su billetera para comenzar a recibir dinero. Quien sufre es el electo como sede. Por ejemplo, en 2006, Alemania gastó 7,500 millones de dólares, para 2010 Sudáfrica gastó casi 5,000 millones de dólares y para la Copa que se jugará en 2014 en tierras brasileñas, los amazónicos contemplan un desembolso de 9,400 millones.

        El gasto es cubierto por el Estado, es decir, en todos los casos son los impuestos que paga el contribuyente, los que hacen que este torneo sea posible. Hablando de Sudáfrica, después de todo el dinero gastado, recibirá tan sólo 200,000 entradas a precios “accesibles” y el dinero de los llamados patrocinadores “D” en la copa.59

        Durante la Eurocopa jugada en 2008, Joseph Blatter se quejó amargamente por el alto costo que tenían los boletos para los partidos en el torneo organizado en Austria y Suiza. Lo que parece no recordar es que desde 2002 (su primer mundial como presidente de FIFA) el costo de las entradas para los torneos avalados por el organismo han aumentado casi 100%  y que en esta ocasión y que para 2010, un boleto puede costar lo mismo que una pantalla plana de 32 pulgadas o una computadora personal de última generación.

        ¿Estará buscando el suizo más abucheos como los que recibió en la inauguración del torneo en 2002 o en la final de la Copa en 2006?

        Pero todo tiene un lado bueno. Ahora sabemos que al menos las entradas categoría 4 sólo podrán ser compradas por residentes sudafricanos, es decir, esos boletos no irán a parar al mercado negro, como sucedió en 2002 y 2006.











 “Este mundial da asco”



Estas palabras titulaban la primera página de Marca, uno de los diarios deportivos de mayor prestigio en España. Las circunstancias le daban la razón: España había sido eliminada de la Copa del Mundo en 2002 a manos del local Corea del Sur, luego de una letanía de errores arbitrales a favor de los asiáticos. Para que el mundial fuera todo un éxito (económicamente hablando), los locales tenían que llegar lo más lejos posible y de ello se encargó uno de los consentidos de Joseph Blatter para esta clase de trabajos: el egipcio Gamal Al Ghandour. Después de su cuestionable actuación durante los 90 minutos reglamentarios y los 30 de tiempo extra, el juego llegó a penales y los dirigidos por Guus Hiddink accedieron a las semifinales de la Copa.

        Italia había corrido con la misma suerte unos días antes. Byron Moreno de Ecuador se encargó de anular una anotación a los azurri y marcar un penal inexistente en favor de Corea. Después del empate en tiempo regular, un gol de los anfitriones daba el pase a la siguiente ronda. En Italia también expresaron los medios su enfado con el central: “Porca miseria” (Maldita sea) se podía leer después del juego de octavos.

        Ambos países experimentaron en carne propia la ambición de FIFA para complacer al mercado asiático, pero además de la labor periodística, el diario Marca cumpliría con una sentencia clarividente. La copa mundial Sudáfrica 2010 no sería precisamente un torneo para poner en las vitrinas.

        Sin importar que Sudáfrica sea el país con mayor número de infectados por VIH, un país en el que aproximadamente cinco y medio millones de ciudadanos padecen esta enfermedad, es decir, uno de cada cinco adultos y que aproximadamente unas 30,000 personas perderán la batalla durante esta Copa del Mundo, el gobierno de Jacob Zuma tuvo que desembolsar casi seis mil millones de dólares para la organización del torneo.

        El VIH es una enfermedad que ha desgarrado la vida de todas las esferas económicas de los Bafana, incluso, en pleno año mundialista, uno de los futbolistas de mayor renombre, Emmanuel Ngobese falleció a sus 29 años después de padecer este virus por varios meses. Los periodistas sudafricanos, aseguraban que “Scara” Ngobese estaba contemplado para abrir el mundial el 11 de junio contra México.

        El VIH, la pobreza y la inseguridad pasaron a segundo término y ese dinero (que pudo ser utilizado para atacar cualquiera de estos flagelos en Sudáfrica) fue encaminado para la organización del torneo. Lógicamente todos los gastos saldrán, como en cada mundial, del bolsillo de los contribuyentes locales.

        El dinero sería utilizado para pagar el transporte de los seleccionados participantes, su alimentación, hospedaje, informática y por último la construcción de los estadios (que, como dice el periodista argentino Ezequiel Fernández Moores, se convertirán en elefantes blancos al término de la copa).

        Otros aspectos tuvieron que ser tomados en cuenta para hacer de éste un mundial viable, comercialmente hablando; En la costa sur de Sudáfrica, especialmente en las sedes mundialistas Port Elizabeth y Cape Town, el Comité Organizador se encargó de lanzar redes al mar para proteger a los turistas del “peligro” que representa el tiburón blanco. Especialistas sudafricanos aseguran que lo único que esto propicia es que los tiburones se atoren en las redes y al cabo de un pequeño periodo, mueran. El Comité Organizador de la Copa del Mundo Sudáfrica 2010 está acabando con una especie, la cual se calcula, no quedan ni dos mil ejemplares. Como dicen en el argot mercantil: “Primero es el cliente.”

        Una vez listo el lugar, los estadios y unas cuantas carreteras (trabajos que propiciaron la generación de casi tres toneladas de emisiones de carbono, el mayor impacto ambiental provocado por un evento deportivo en la historia, además de casi un millón de toneladas de dióxido de carbono60), se tiene que hablar del boletaje; una de las herramientas de ingresos y manipulación al interno de FIFA.

        Muchos de los partidos en la Copa del Mundo tenían ocupaciones no mayores al 60%. El uso de varios colores en las gradas era reflejo del modo de vida de los sudafricanos, pero FIFA aprovechó el diseño de los mismos para que no se notará el gran nivel de ausentismo en un torneo que había causado grandes expectativas en los locales. A diferencia de los estadios en Egipto y Nigeria en 2009 o Corea y Japón 2002 que eran edificaciones blancas y los lugares vacíos se notaban desde tomas muy lejanas, en este caso FIFA podría disimular un poco.

        El mercado negro en los límites de los estadios era reflejo de la triste situación que vivían los aficionados. Entradas que ascendían a más de 900 dólares en partidos de primera ronda y octavos de final propiciaron un desenlace lógico.

        Curiosamente el alto precio de los boletos no era obra, únicamente de los revendedores y los desordenados aficionados que llegaron a Sudáfrica sin entrada para los juegos. FIFA condicionó (de nueva cuenta atentando contra sus propios estatutos) más del 50% de los boletos disponibles, a la compra de paquetes turísticos o boletos de avión; en los estadios, el costo aumentaba casi 300 por ciento después de que en el juego se da obligatoriamente un bufet y unos cuantos tragos.61

        Los revendedores entrevistados por la televisora sudamericana Fox Sports ya no sabían qué hacer con todos los pases que tenían y se preguntaban qué es lo que iba a hacer FIFA para ocultar todos los lugares vacíos.

        Lo mismo sucedió con los hoteles. Aquellos que eran autorizados por el ente rector del futbol mundial, y que sólo ocupándolos se podría obtener un boleto, habían aumentado su tarifa 400%. La gente que ya había llegado a tierras anfitrionas no tenía otra opción más que pagar.

        El show (una palabra que define fielmente el 11 de junio) iba a comenzar y Joseph Blatter tenía que tomar ventaja de esto y hacer su propia fiesta. Los jugadores estaban listos en el túnel de salida al campo. Aaron Mokoena por los Bafana Bafana y Gerardo Torrado del lado de los aztecas. Detrás de ellos otros 20 jugadores y dos ilusionados técnicos listos para inaugurar un torneo que para ambas oncenas había creado muchas ilusiones.

        Después de unos minutos en el pasillo recibieron la indicación para saltar al terreno de juego, participar en la ceremonia de los himnos e iniciar el pleito. Los  planes de Sepp eran un poco distintos.

        Un mundial que en teoría sería una fiesta para el pueblo sudafricano y en general para todo el continente negro, que en el aspecto emotivo sería dedicado a libertadores de aquella tierra como Steve Biko o Nelson Mandela terminó siendo un concierto de egocentrismo del suizo, mandamás de este deporte.

        El gran Madiba (el mayor luchador en la liberación sudafricana del apartheid) no estaba en la inauguración debido a la muerte de una nieta el día anterior. En su lugar, Jacob Zuma (presidente de Sudáfrica, casado con tres esposas y padre de 20 hijos, el último, engendrado fuera del matrimonio). ¡Vaya trueque! 

        Después de los himnos, Blatter dijo algunas palabras sobre el pueblo sudafricano, el racismo y una larga lista de incongruencias difíciles de calcular. Los jugadores esperaban. Después Zuma agradecía a Blatter que trajera la copa a su país. Los jugadores esperaban.

        Blatter podría pasarse hablando mucho más tiempo. Tenía la certeza de que a diferencia de los mundiales 2002 y 2006 no sería abucheado como lo hicieron los aficionados en Japón y Alemania respectivamente (en este último caso, en la final de la copa no entregó el trofeo a lo campeones por miedo a las rechiflas y los insultos que se estaban haciendo costumbre).  Él llevó el mundial a África. Los jugadores esperaban.

        Después del acto, los presidentes Jacob Zuma (Sudáfrica), Felipe Calderón (México) y Joseph Blatter (FIFA) fueron a presentar y saludar a los futbolistas, luego a la banca a hacer lo propio con los suplentes y por fin abandonaron el terreno de juego. Parece que el central Irmatov podía iniciar el juego.

        Habían pasado 33 minutos desde que ambos equipos dejaron de calentar y por fin pudieron iniciar las hostilidades.

        ¡Ah sí! Sudáfrica y México empataron a uno con goles de Tshabalala y Márquez. Pero ¿a quién le importa? Los locales se fueron después del tercer partido y los tricolores quedaron eliminados en  octavos de final.

        La seguridad y la organización eran una de las dudas más grandes para la realización del torneo, incluso, una gran cantidad de personas que tenían boletos asegurados para los partidos decidieron no ir a los juegos debido a los riesgos que representaba estar en Sudáfrica.

        Los afectados no sólo fueron los aficionados al futbol. También los profesionales. Gabriel Batistuta, ex seleccionado argentino, fue asaltado en el hotel en donde se hospedaba; el Michelangelo (el mismo hotel en donde habitó Sepp, justo en el barrio más rico de toda África, en una habitación con un costo de 1,800 dólares la noche y en donde la proporción con el resto de Sudáfrica cambia: (dos negros por cada ocho blancos). A Batistuta le quitaron dinero y algunas pertenencias cuando no estaba en su cuarto, pero otros asistentes no corrieron con la misma suerte.



       Por consejo de medios europeos y sudafricanos, muchos reporteros, entre ellos la televisión francesa, recurrió a personal de seguridad armado para poder realizar su trabajo. Anthony Vailey aseguró al medio mexicano Récord en la práctica del tricolor que “es necesario que tengan resguardo, porque Johannesburgo es un lugar muy peligroso, por ello fuimos contratados”.

        El mismo agente, jefe de seguridad del contingente periodístico francés, afirmó que son 15 personas los que resguardan la seguridad de los comunicadores galos. No querían correr con la misma suerte que sus colegas portugueses y españoles que fueron despojados de su equipo de trabajo, unos días antes.

        La locura durante la copa no sólo se vivió en la cancha con la campeona del mundo Italia quedando fuera del mundial en primera ronda, la selección subcampeona en 2006, Francia, convertida en una caricatura y con Washington Sebastián Abreu cobrando a lo Panenka uno de los penales más predecibles e infartantes en la historia de las copas del mundo. En la calle también encontramos circunstancias sui generis, dignas de un guión de  Woody Allen o Mark Nutter.

        Durante el juego entre Holanda y Dinamarca en la primera fecha del pelotón, 36 jóvenes holandesas ataviadas con vestidos naranjas, diseñados por una empresa cervecera que no era patrocinador oficial de la FIFA, fueron sacadas del estadio en pleno cotejo de manera arbitraria. Las minifaldas se regalaban en la compra de cerveza Bavaria, producida en el país europeo.

        Dos de ellas fueron arrestadas y obligadas a declarar en Johannesburgo dos días después. La FIFA  se atrevió a catalogar la actitud de las jóvenes holandesas como una emboscada comercial por parte de la empresa cervecera.



        El grupo de 36 personas fueron detenidas por más de tres horas, por:



a) Vestir una minifalda en un estadio público.

b) Usar una prenda que les fue regalada en una promoción legal.

c) Vestir con color naranja en un partido de la selección holandesa.



        En un lado de la falda, a la altura de la pierna había una etiqueta con el nombre de la cerveza, no mayor a un dedo meñique. Igualmente aunque fuera del tamaño de la minifalda y hubieran 200 personas juntas, el haberlas hecho salir del estadio carece de justificación. Quizás en unos años, FIFA obligará a  los asistentes a los juegos a usar overoles con parches de los patrocinadores oficiales y para que los seleccionados participantes puedan competir  tendrán que vestir uniformes Adidas y zapatos de la misma marca.

        “Estábamos sentadas, haciendo ruido y las cámaras no dejaban de enfocarnos”, aseguró una de las dos mujeres que fueron arrestadas (Barbara Castelein). Además terminó diciendo que “en la segunda parte, cerca de cuarenta agentes nos rodearon y nos forzaron a salir del estadio.”62

        Por su parte Aad Meijer, Portavoz del Ministerio de Asuntos exteriores agregó que “según sabemos, no hay ninguna ley sudafricana que permita detener a la gente por llevar vestuario naranja” y que desarrollarán una investigación para saber con “qué base fueron detenidas nuestras ciudadanas”

FIFA no hizo comentarios al respecto.63

        No se pudo presentar ningún caso en contra de las acusadas. Lo que aseveraba FIFA sólo era útil para distraer la molestia del gobierno holandés y de las personas que presenciaron un acto tan aberrante.

        De lo que si prestó mucha atención el organismo fue de un empresario en el país sede. Chris Van Heerden, dueño del restaurante Guido´s en Port Elizabeth fue amenazado por los dueños del futbol, con denunciarlo por pintar un balón de futbol en una de las ventanas del local. Además del esférico, Van Heerden puso a un lado un 2010. Gracias a ello, recibió una amenaza, en la que se le aseguraba que su atrevimiento le costaría una multa de 1,500 euros por día (30) y de 10 a 12 meses de prisión.64

        Algunos medios en Sudáfrica expresaron su molestia ya que la FIFA ha utilizado los balones de futbol, el 2010 e incluso la bandera sudafricana como patrimonio comercial propio. Todo ello apoyados por el gobierno de Jacob Zuma.

        Van Heerden ya había tenido que quitar una banderola sudafricana, porque según sus palabras “Me dijeron que quitara la bandera de la ventana de mi local porque era una deshonra para el emblema sudafricano”, el empresario accedió, pero cuando lo amenazaron por poner un 2010 en su vitrina fue cuando mostró su indignación.

          Ante las declaraciones hechas por Van Heerden, la portavoz de FIFA Delia Fischer (una de las tantas que tiene que salir a recibir las balas en lugar de Blatter) dijo que la organización comentaría sobre el asunto una vez que se obtenga información del incidente. 30 días después y al cierre de este capítulo, no se ha declarado nada con respecto a la nueva prueba del abuso de la FIFA.

        De vuelta a las canchas de juego. El mundial Sudáfrica 2010 podrá ser recordado por su pobre promedio de goles anotados (después de la primera ronda, el más bajo en la historia), por la desafortunada actuación de varios equipos favoritos o por el bajo nivel de los futbolistas llamados a ser figuras en el verano sudafricano, pero ahora más que nunca, el reflector volvió a apuntar hacia la polémica sobre el uso de la tecnología; impulsado esencialmente por el pobre nivel arbitral demostrado durante las cuatro semanas que duró al copa.

        El domingo 27 de julio se terminaría de manchar el, tan cuestionado honor de los nazarenos, que tienen la difícil tarea de dirigir un deporte cada día más complejo para marcar. Uno de los juegos que lucían como de los más atractivos se dio en los octavos de final (Inglaterra vs Alemania), el marcador estaba 2 – 1 a favor de los teutones y la espectacular reacción del equipo de la rosa después de ir por dos goles abajo estaba cerca.

        Steven Gerrard disparó incómodamente desde afuera del área germana. El balón pegó en el larguero y picó dentro de la portería defendida por Manuel Neuer. No era una jugada, ni por mucho, cerrada. El balón rebasó la línea final por más de 30 centímetros y el abanderado no hizo movimiento alguno. El árbitro continuó con el juego y el sorprendido arquero alemán se deshizo del balón lo más rápido posible.

        Esta jugada, que terminaría con el sueño inglés de regresar a etapas decisivas de la copa después de 20 años, tan sólo era un pequeño vaticinio de lo que iba a ocurrir un par de horas después.

        México y Argentina se enfrentaron en otro partido de octavos de final. Un cotejo como cualquier otro en el torneo, con mucho roce y con más músculo que articulaciones se vería afectado determinantemente por un error arbitral inédito en las copas.

        Un rebote que concedió el arquero mexicano quedó en los pies de Messi, que al ver el marco abierto disparó buscando el gol. El golpe no fue muy contundente y tan sólo alcanzó para llegar al área chica en donde se ubicaba el atacante del Manchester City, Carlos Tévez. El ariete estaba en posición fuera de juego por más de tres metros y empujó el balón con la cabeza hacia las redes mexicanas.

        El festejo se dio del lado celeste y los reclamos por los verdes, pero al tope del estadio,  las pantallas repetirían por más de tres ocasiones la jugada (incluso la transmisión puso esa línea color amarilla de la televisora, haciendo más evidente la falla). Andrés Guardado corrió hacia el abanderado a pedirle que viera las pantallas. Rafael Márquez y otros mexicanos hicieron lo propio con el central Roberto Rosetti.

        Ambos se pusieron a charlar por unos segundos y los gestos hacían pensar que la decisión sería revertida. El juez auxiliar le había dicho a Rosetti lo que vio en la pantalla. Después de unos segundos, el central corrió hacia la mitad de la cancha.

        ¿Será que Don Rosetti temió por las represalias que pudieran venir de Sepp Blatter, un empedernido detractor del uso de la tecnología en el deporte? De cualquier modo el gol fue dado como bueno y el partido, cerrado y parejo en un inicio, estaba sentenciado del modo más injusto.

        A pesar de la evolución del deporte y de la necesidad de recurrir a la tecnología para hacer más justos los partidos y torneos actuales, Joseph Blatter siempre ha dicho que eso no está en discusión y que los errores son cosa humana y cosa del futbol.

        Las declaraciones se hicieron al respecto; por ejemplo, el suizo (al igual que a los españoles en 2002) ofreció disculpas al equipo mexicano por el error cometido y aseguró que en el ejemplo del juego de México “no era un caso para el uso de la tecnología.”

         El RP de Blatter, Nicolas Maingot, se encargó de hacer mayor la interminable lista de incoherencias dichas por la FIFA, al asegurar que “las repeticiones de la jugada en el estadio fueron un error”.65 Que quede claro; el error no se cometió al dejar de marcar un fuera de lugar tan claro, sino al repetir la jugada en un lugar con más de 60,000 personas que vieron el trabajo del italiano Rosetti.

        De igual modo dijo que “esto es algo que será corregido y vamos a examinarlo detenidamente.” Para ser justos, eso sí lo hicieron. Dos días después, la FIFA anunció que habían prohibido pasar repeticiones de las jugadas en los estadios. Hicieron algo al respecto.

        Sudáfrica pudo pasar a la historia por ser el primer mundial en África, por la brillante campaña de Ghana o el octavo campeón en la historia del mundial, pero, por todo lo sucedido, corre el riesgo de ser recordado por el modo en el que Joseph Blatter y Jacob Zuma engañaron al pueblo sudafricano; haciéndole creer que tener una copa del mundo en su país era una gran idea. Más de 5,000 millones de dólares es la suma de dinero que la gente tendrá que pagar por satisfacer los deseos expansivos de FIFA.

       



























































Jack Warner: Amo y señor del oportunismo

 

Colocado en su puesto en la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago, Jack Austin Warner ha sabido aprovechar en todo momento los privilegios que tiene tal cargo. El nacido en 1943, difícilmente ha desperdiciado una oportunidad, algo que se le tiene que aplaudir es la visión que siempre ha tenido. Supo encontrar en Concacaf, incluso antes de ser presidente, a una verdadera potencia política en el mundo balompédico y en el aspecto económico de esta actividad tan popular en el mundo.

        Son interminables las pruebas del negocio que ha representado el futbol para el también miembro del parlamento trinitario por el distrito de Chaguanas del Oeste. La historia comenzó en 1989. El escenario es la eliminatoria de Concacaf para la Copa del Mundo que se realizaría un año después en Italia.

       La participación de Trinidad y Tobago se inició en abril de 1988. El 17 de ese mes se jugaba el partido de ida de la primera fase de la eliminatoria de Concacaf. Esa ronda de clasificación estaba programada a eliminación directa y los caribeños se enfrentarían a la selección de Guyana. La serie terminó con marcador global de 5 goles contra cero en favor de los caribeños y con ello obtuvieron el derecho de acceder a la segunda ronda.

        En esa etapa enfrentaron a Honduras. Las cosas no fueron tan sencillas contra los centroamericanos, pero al final de cuentas lograron inclinar la balanza a su favor y lo hicieron en el partido de vuelta en Tegucigalpa con un empate a uno y siendo favorecidos por el tanto anotado como visitantes, ya que en el juego de ida el resultado fue una igualdad a cero goles.

          Las cosas estaban listas para que en marzo de 1989 diera inicio la fase final de la eliminatoria de Concacaf. Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Estados Unidos y Trinidad y Tobago luchaban por dos puestos para la Copa del Mundo que se disputaría el año siguiente en Italia.

        A unos días de concluir el pentagonal  final de la eliminatoria, Guatemala y El Salvador estaban eliminados (incluso sus últimos dos enfrentamientos fueron cancelados debido a la tensión política que se vivía en el país salvadoreño y la irrelevancia que los cotejos entre ambas selecciones tenían para el resultado final).

        Costa Rica, con un puntaje de 11 unidades, tenía un lugar asegurado en la justa de 1990 y tan sólo quedaba un puesto que se pelearía entre Trinidad y Tobago y Estados Unidos. Ambos equipos llegaron al cotejo final con nueve puntos y el ganador acompañaría a los ticos a la justa veraniega del año siguiente. Incluso un empate le daba el boleto de avión a los locales. El estadio Hasely Crawford de Puerto España sería la sede del cotejo entre estadounidenses y trinitarios.

        Las opciones sólo eran dos: que Estados Unidos calificara o que fueran los locales los que ganaran su boleto. Pero en un escenario como éste, había un hombre que tenía una visión envidiable. Jack Warner no pensaba en el resultado, sino en como hacer de ese día, que pudo haber sido tan importante para sus connacionales, un negocio redondo para sus arcas, que en cuestión de horas se hincharon de dinero, a costa incluso de la seguridad de los asistentes al decisivo encuentro.

        La euforia que se vivía en las calles de Puerto España era de llamar la atención. Trinidad y Tobago lucía como un festival, las tardes se llenaban de capitalinos que celebraban una cosa: su país podía estar en una Copa del Mundo, una de las dos competencias deportivas de mayor relevancia en el orbe.

        Los bares llenos de fiesta y las calles adornadas por ipans y trompetas reflejaban la esperanza de un equipo humilde pero motivado, marcado por nombres y hombres como los de Latapy, Jones y Yorke que podía hacer lo que hasta ese momento sonaba como una simple utopía.

        Jack Warner hizo planes por su cuenta algunas semanas antes. El directivo de la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago mandó a imprimir muchos más boletos de los que eran necesarios para cubrir la capacidad del estadio Hasley Crawford, sede del cotejo. Además, asegura Andrew Jennings en su libro Tarjeta roja, que Warner quebrantó las leyes que prohibían la venta de alcohol en el estadio y repartió cerveza a diestra y siniestra a los asistentes al encuentro.  

   El ejemplar directivo mandó a imprimir casi el doble de las entradas necesarias. Un total de 45 mil boletos, cuando el estadio en Puerto España tan sólo tiene un aforo de 28 mil asientos. En su biografía (apropiadamente llamada “Elevándose a través de la noche”) admitió que había vendido más tickets de los que eran necesarios, aunque aseguró que el dinero extra que había hecho se lo dio a los jugadores de la selección.

        ¡Vaya cosa! Yo ya no sé qué es lo que más me sorprende. Warner vendió casi el doble de las entradas necesarias para llenar el estadio, además aseguró que el dinero se lo había dado a los futbolistas, cosa que obviamente no sucedió. Del mismo modo quebrantó la ley para poder vender alcohol en el estadio y así poder hacer más dinero y por último, al final de cuentas todo quedó en una curiosa anécdota.

        Creo que al menos podemos sonreír porque ese día no se convirtió en una tragedia como la de Heysel o la de Ciudad Universitaria en 1985. Los factores eran el hacinamiento de las personas, el alcohol en las venas de los asistentes y al final de cuentas el resultado que no favoreció las aspiraciones de los trinitarios.

        Algunos desmayos y un par de heridos fue el saldo que tuvo que pagar la gente. Aunque pudo haber sido mucho peor. ¿En qué cabeza cabe?

        Detrás de todo ello Jack Warner. El gran amigo del presidente Joseph Blatter. Es el as bajo la manga del todopoderoso del futbol mundial. Un hombre soberbio, poco cortés con la gente que lo cuestiona, a pesar de estar en un cargo en donde tiene que rendir cuentas. Se pasea por los lugares en donde hay algún encuentro o acto futbolístico mostrando el mismo look de siempre: Unos grandes lentes con armazón de oro. En una muñeca lleva un brazalete y en la otra un enorme reloj, ambas del preciado metal y también lleva varios anillos dorados (son tantos que no caben en sus dedos anulares y los tiene que poner en los demás). En ocasiones, cuando la formalidad no es tanta lleva una camisa abierta y en el pecho se puede ver una medalla, que asumiendo por la apariencia, no es nada barata.

        Hablamos de un hombre que asegura y presume que recibe de la FIFA unos pagos fantásticos por su salario y algo más que llaman “asignaciones”. “Tengo un dineral” advierte sin tentarse el corazón y sin reparar en el modo en el que ha hecho ese dinero.

        El resultado del encuentro fue de uno por cero para los Estados Unidos. Trinidad y Tobago fue eliminado.

        Con respecto a la venta de los boletos para el partido contra Estados Unidos, después de lo sucedido el 19 de noviembre, se formó una comisión que siguiera el caso. Un abogado trinitario fue el encargado de investigarlo y después de algún tiempo presentó todas las faltas que había cometido Warner. El caso no pasó a más. Ni legal ni deportivamente fue sancionado el directivo caribeño.

        Después de mucho tiempo en que la prensa presionó al presidente de la Federación de Trinidad y Tobago, éste decidió hacer una rueda de prensa. Al principio Warner dijo que había vendido 35,000 entradas más 5,000 para imprevistos (5,000 menos de las que anunció el diario inglés The Guardian, pero aun así 12,000 más de las necesarias para llenar el Hasely Crawford).

        Días después, en una reunión informativa para los medios, la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago afirmó que únicamente habían impreso y vendido 28,500 boletos (algo lógico, tomando en cuenta el aforo del estadio). ¿De dónde salieron todos los demás que faltan para completar los 40,000 mencionados por Warner? ¿Habrán sido falsificados?

        El directivo trinitario evadió por completo todos los reglamentos y leyes que rigen los puestos en los que desempeña, es decir, no sólo se burló de los estatutos  de la Federación de Trinidad y Tobago, también lo hizo con el gobierno de su país. Warner se contradijo en varias ocasiones e incluso la empresa Ernst & Young le realizó una auditoría que comprobó todas las acusaciones de las que era objeto.

        En la página oficial de la FIFA hay una nota que recuerda aquel partido. En ella habla del clima, de los futbolistas que estuvieron ese día como, Paul Caliguri, Tony Meola, Dwight Yorke o Russell Latapy. Hay declaraciones de los futbolistas e incluso como cabeza de la nota resalta idealizado el gol del estadounidense Caligury: “Un disparo que puso fin a 40 años de ausencia” pero en ninguno de los 19 párrafos hay una sola palabra sobre los incidentes en el Hasely Crawford de Trinidad y Tobago. Obviamente eso no es nada importante para el jerarca del futbol en el mundo.

        Como premio, unos meses después Warner sería nombrado Presidente de la Concacaf en sustitución del mexicano Joaquín Soria Terrazas.

        El trinitario había perdido una magnífica oportunidad para acrecentar su chequera al no poder llevar a su selección a la Copa del Mundo, pero dicen que el que persevera alcanza y el sexagenario directivo lo lograría en 2006. ¡Y de qué modo!

 



Trinidad y Tobago 2001: Con los niños no se juega



Después de más de 70 años, un torneo organizado por la FIFA llegaba al Caribe. Trinidad y Tobago sería la sede de la Copa del Mundo sub 17 en 2001.

        La noticia fue anunciada, por la organización mandamás en el mundo del futbol, en 1998. La decisión se tomo tres años antes de que se llevara a cabo el torneo, ya que a diferencia del mundial de selecciones absolutas, en los torneos de representativos con límite de edad, el futbol de salón y el futbol de playa, se anuncian los anfitriones con poca anticipación debido a que los preparativos son menores para poner en marcha el campeonato. 

        Trinidad y Tobago es un país que no tiene mucha tradición futbolística, sus mayores éxitos deportivos se han obtenido en pruebas de atletismo de pista y en el cricket, el deporte nacional.  Por esa razón, los caribeños no tenían los estadios suficientes para ser anfitriones del torneo y fue necesaria la construcción de algunos escenarios.

        Trinidad y Tobago es uno de los países en Latinoamérica que han sido más golpeados por la pobreza y las condiciones adversas que propician un nivel de vida de menor calidad para sus pobladores, pero esto no importó a los directivos futbolísticos del país, de Concacaf y de FIFA para llevar la Copa a las paradisíacas islas de Trinidad y Tobago.

        Durante la candidatura, los caribeños tuvieron como rivales a Perú, Finlandia (ambos serían sede en los torneos inmediatos), Escocia y Japón. La mayoría de los oponentes en la postulación se quejaron de que Jack Warner y el Comité de la candidatura incurrieron en uso de información privilegiada y conflicto de intereses.  Lo anterior tomando en cuenta que el directivo trinitario era vicepresidente de FIFA,  presidente de la comisión para la juventud en el mismo organismo y por último era la cabeza del equipo candidato de los caribeños. En pocas palabras, este hombre era juez y parte en la carrera de los cinco países por la sede.

        Después de haber obtenido la localía de la Copa del Mundo sub 17, el directivo de Trinidad y Tobago se autonombró presidente del comité organizador del torneo y presentó un presupuesto. Esto no era producto de alguna causa altruista o por entrega al balompié de su país, sino que de este modo Warner podría controlar todo lo referente a los contratos que el torneo propiciara.69

        El concepto “Conflicto de intereses” es uno de los que más molestan a los directivos de Federación Internacional de Futbol Asociación, seguramente por la frecuencia con la que recaen en esta falta a los estatutos de su propio organismo.70 Una prueba más es que Jack Warner era el presidente del Comité de FIFA para la juventud (dependencia de la FIFA que decidía la sede de la copa sub 17) en 1998, año en el que se le concedió el honor a Trinidad y Tobago.

        Para el desarrollo de la copa se llevó a cabo la construcción de cuatro estadios. Tan sólo uno de los cinco estadios que serían sede, existía desde años atrás. El estadio Hasely Crawford de Puerto España que contaba con un poco más de 28,000 localidades y que fuera sede del juego entre los trinitarios y Estados Unidos en las eliminatorias de 1990.

       El estadio Dwight Yorke, en la ciudad de Bacolet, la cancha del Larry Gomes en Malabar, el Manny Ramjohn en Marabella y el campo del Ato Boldon en Couva serían las otras sedes para la copa. A pesar de la situación económica que vive Trinidad y Tobago, se construyeron tres estadios con capacidad para 10,000 personas y el restante con cupo para 7,500.

        El torneo inició el 13 de septiembre de 2001 y concluyó el día 30 del mismo mes. Francia se coronó campeón, derrotando en la final a Nigeria con un marcador final de tres goles contra cero y Burkina Faso sorprendió a todos al colarse hasta las semifinales del campeonato y después ganar en el juego por el tercer lugar a Argentina.  Florent Sinama - Pongolle y Anthony Le Tallec formarían una dupla de terror en el ataque de los campeones y el primero de ellos conseguiría un récor que aún sigue vigente en los campeonatos sub 17 al anotar nueve goles.

        Esto en lo futbolístico, pero fuera de las canchas, se daban otros casos referentes a la Copa del Mundo. Jack Warner, antiguamente profesor de Historia en su originaria Trinidad y Tobago había tenido un ascenso envidiable desde que comenzó a trabajar en la Federación de futbol de su país y en la FIFA, a principios de la década de los ochenta.

    Ahora el trinitario es dueño de una gran cantidad de empresas, entre las que destacan Jamal Limited (servicios residenciales y comerciales), Sportel Limited, la compañía de mantenimiento Jamad Services Limited, el restaurante y servicos de catering Catch of D´Day Limited, la empresa de servicios de seguridad Renaleen Limited, Multistores Limited y por si fuera poco, es propietario del equipo de futbol Joe Public de la ciudad de Macoya.71

        Además de todos esos negocios, pertenecientes a lo que el trinitario llama el “Grupo de empresas Warner” (WGOC, por sus siglas en inglés),  sus hijos son dueños de compañías como la agencia de viajes Simpaul Travel y la compañía de servicios en sistemas Semtor, ambas muy favorecidas durante las competencias internacionales desarrolladas por Concacaf y FIFA. Nada mal para un hombre que dedicaba su vida a la enseñanza en uno de los países más pobres del continente. 

        El oriundo de Río Claro, al sur de Trinidad y Tobago, era presidente adjunto de la Comisión Económica de FIFA, vicepresidente del mismo organismo, Presidente de Concacaf y además Director del Comité Organizador de la Copa del Mundo. Producto del torneo habrían muchos contratos que tendrían que entregarse a algunas compañías para cubrir conceptos como alimentación, hospedaje y transporte. En cualquier caso el puesto de Warner era una ventaja desleal con todos los demás competidores que querían proveer sus servicios en el torneo.

        La comida y la bebida que serían repartidas en el sub 17 correrían a cargo de la empresa de Daryan Warner. No sólo en lo que se refiere a los hoteles y la alimentación de las delegaciones, también serían el proveedor de los consumibles alimenticios en los estadios en donde se jugaría la copa.

        La mano de Jack Austin Warner tuvo ingerencia en otro aspecto. El autonombrado presidente del Comité Organizador se encargó de que FIFA concediera los contratos de transportación aérea a una compañía propiedad de la familia Warner.72

        Quince selecciones (Argentina, Australia, Brasil, Burkina Faso, Costa Rica, Croacia, España, Estados Unidos, Francia, Irán, Japón, Mali, Nigeria, Omán y Paraguay) tomaron vuelos desde sus países, es decir, aproximadamente medio millar de personas necesitarían un vuelo redondo para asistir a la copa y la encargada de negociar esos boletos fue Simpaul Travel Service, agencia local propiedad de… Sí. Acertó. Jack Warner e hijos.

        El hospedaje fue proporcionado por hoteles y residencias del WGOC. Las 16 selecciones estarían concentradas en propiedades de Warner y el gobierno de Trinidad y Tobago tendrá que pagar el costo de los mismos.

        Por alguna razón, es muy normal que la gente de FIFA inspeccione estadios de primer mundo, como el Allianz Arena, de Alemania o el estadio mundialista en Saitama en Japón. Antes de la Copa Confederaciones de 1999 la gente de este organismo llegó a México para ver si la cancha del Estadio Azteca (una de las más hermosas y mejor cuidadas en el mundo) estaba en buenas condiciones.

        Una plantilla de viajeros de más de 15 personas se atreve a cuestionar el desarrollo de estos estadios y gastan dinero en cantidades innecesarias, pero en el caso de la copa del 2001, a la gente de FIFA no se le ocurrió revisar el estado de los hoteles en donde se quedarían los chicos representantes de sus selecciones nacionales.

        El ahora directivo de la Federación de Futbol de Australia y en ese torneo director técnico de la selección de su país, Les Avory, se quejó amargamente por el modo en el que fue tratada su delegación. Razones no le faltaban. En una entrevista que concedió a un medio de su país al regreso del torneo (y que después fuer recopilada en Foul! por Andrew Jennings), Avory reclamaba que a la hora de la llegada al hotel no había nadie para recibirlos y que los futbolistas tuvieron que subir su equipaje a sus habitaciones.

        Además, en la mayoría de los cuartos no había agua caliente y los pisos estaban sucios. El colmo se dio cuando descubrieron que los retretes de varios cuartos no funcionaron durante toda la estancia de los Aussies.

        Jack Warner y su grupo de empresas se encargaron también de la alimentación para las delegaciones asistentes a la copa, fueron el proveedor oficial de guías turísticas del torneo y dieron ese servicio a las propias escuadras participantes. Por último, se le concedió el manejo de las estaciones o quioscos (Kiosks) de Internet que usaría la gente, al grupo Semtor.73

        La cordialidad tampoco es una de las características del trinitario. A pesar de ser el vicepresidente de la FIFA, un organismo que asegura perseguir valores como el juego limpio, Warner entregó un alojamiento despreciable, canchas de entrenamiento en condiciones lamentables , alteración de horarios a conveniencia (especialmente contra sus rivales directos) y aún así los costos que el gobierno de Trinidad y Tobago tuvo que pagar se mantuvieron por el cielo e intactos.

        Avory se quejaba, entendiblemente, de la “falta de deportividad” del directivo trinitario de FIFA.

        Al igual que algunos participantes y funcionarios del país caribeño, el diario Express de Trinidad y Tobago acusó todos los gastos que el gobierno de su país (uno de los más golpeados por la pobreza en Latinoamérica) tuvo que realizar para cumplir los intereses del señor Warner, a expensas del contribuyente civil.

        Después de la Copa Mundial sub 17, la Asociación de Contratistas de Trinidad y Tobago se quejó con el Primer Ministro del país, Basdeo Panday. El cuestionamiento estaba relacionado con que nunca se dieron a conocer los procesos de licitación de los servicios para el torneo; dando por hecho el que siquiera hubiera existido alguno. El gobierno de Panday exigió a Warner que respondiera a las acusaciones. Éste se negó rotundamente y nunca se supo qué proceso de selección de proveedores se siguió.

        En diciembre de 2001, terminó la administración de Panday y su sucesor, Patrick Manning, instó a la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago a explicar los procesos de licitación que se siguieron para la Copa del Mundo y que explicara cuáles fueron los beneficios para Trinidad y Tobago (si los hubo). Si a Panday no le hizo caso, era difícil que el nuevo Primer Ministro tuviera una suerte distinta.





“It´s not a crime to be succesfull”



Después de ser cuestionado, Warner se atrevió a decir a Breaking News de Trinidad y Tobago estas palabras. “No es un crimen ser una persona de éxito, incluso para gente como yo”, a sabiendas de su impunidad, el vicepresidente de FIFA aseguró que “nadie debería atreverse a imputarme prácticas inapropiadas en mis negocios ni conflicto de intereses”

        Lo que seguramente no sabe el Sr. Warner es que el éxito en el futbol lo tienen los clubes, selecciones, futbolistas o directores técnicos, no la gente como él, que sólo debería trabajar en favor del mismo. Por cierto, en el caso del trinitario, sus éxitos y riquezas sí fueron creados por medio de actos ilegales.

        Ese año, Joseph Blatter fue reelecto como presidente de FIFA, en gran medida, gracias a los 35 votos (más de la tercera parte de los necesarios para vencer en la contienda) que recibió por conducto de la Concacaf de Jack Warner.

El cuarto boleto, La Volpe y la cabeza de serie



Puerto España, Trinidad y Tobago. Es una de esas raras ocasiones en las que el presidente de Concacaf no está en las espectaculares instalaciones de la confederación, ubicadas en la Quinta Avenida de Nueva York. Ahora está en su país y recibe la visita de un periodista de México; el nombre del comunicador mexicano es César Martínez. Inicia la segunda mitad del año 2003 y el reportero de Televisa le realizaba una entrevista al dirigente caribeño.

       La mayoría de las preguntas fueron realizadas en un tono complaciente y referentes a cuestiones muy repetidas en esa clase de encuentros. Sólo una de ellas tuvo relevancia más allá de una simple cápsula informativa en el entretiempo de un partido de la Selección Nacional.

        Las eliminatorias para la Copa del Mundo Alemania 2006 se jugarían a partir del año siguiente y en diciembre tenían que quedar definidos los grupos y los lugares que serían entregados a cada una de las confederaciones para repartir las 31 plazas disponibles.

        El tema de los puestos para Concacaf surgió y Jack Warner aseguró que la confederación que preside obtendría un cuarto lugar para el torneo veraniego a jugarse en tierras teutonas.

       Los cambios en las plazas para cada región futbolística son muy normales, pero la Concacaf tendría que luchar contra Asia, Sudamérica y Oceanía, que únicamente tenía derecho a ½ puesto para el campeonato. El arma bajo la manga era sólo una, pero muy poderosa: “Blatter es mi amigo.” El reportero mexicano creía no haber escuchado correctamente y preguntó a Warner por sus argumentos. El trinitario repitió su respuesta. Martínez reiteró, buscando alguna razón futbolística y recibió un último y certero “porque es mi amigo” mientras bailaba algún ritmo caribeño que se escuchaba de fondo.

        El encuentro no duró mucho más, pero después de un gran lapso, las declaraciones del dirigente se quedaron en mi cabeza. Algunos meses después, el cinco de diciembre de 2003, se realizó el sorteo que definiría los grupos de competencia para las eliminatorias, en donde Alemania era el único con un lugar asegurado, gracias a su condición de anfitrión.

        Con precisión de relojero suizo inició la ceremonia. Toda la plana mayor de la FIFA se encontraba en las filas frontales. Joseph Blatter, Michel Platini, Franz Beckenbauer, Nicolás Leoz y Julio Grondona estaban listos para el sorteo, que como dicen ellos “tienen que orientar, por el bien del futbol.”

        El primer país en ser sorteado fue Laos, siguieron Iraq y Palestina. Después de todos los contendientes, terminó el turno de Asia y le siguió Oceanía. Poco después vendría la oportunidad de Concacaf. Los norte, centroamericanos y del Caribe tenían la mejor oportunidad en la historia; la zona recibió tres boletos directos y la posibilidad de otro en un repechaje contra el quinto lugar de Asia (que sin afán de ser ofensivo, terminó siendo el poco exigente seleccionado de Bahrein).

        La acción de Lobby del gran amigo de Sepp, Jack Warner, había rendido frutos. Warner representa para el suizo, 35 votos de la zona que preside, cada que hay elecciones en FIFA (como en 2007, cuando fue electo por tercera vez) y tomando en cuenta la lucha que existe entre el bloque europeo (antes Johansson y ahora Platini) y Joseph Blatter por el poder en la FIFA, el apoyo de Concacaf no es para despreciarse; especialmente si a la postre, ese cuarto lugar y juego de repechaje terminaron siendo para la selección de Trinidad y Tobago. Favor con favor se paga.

        No había sido Sudamérica (poseedora de nueve títulos mundiales), tampoco Asia (que ha tenido el mayor crecimiento futbolístico en los últimos años), África, una confederación que FIFA asegura apoyar para su desarrollo u Oceanía (que hasta 2010 no tiene un boleto asegurado para la justa mundialista. Ese lugar extra fue para la zona que preside el “amigo de Blatter.”

        ¿Para qué argumentar con hechos futbolísticos, si se es amigo del hombre más poderoso del mundo? Obviamente es un gran avance para una zona geográfica que en 1994 sólo tenía un lugar posible para el mundial.

        Las eliminatorias comenzaron en mayo de 2004. Muchos partidos tienen que completarse cuando hay aproximadamente 200 representativos y sólo uno de cada seis y medio pueden acceder al torneo final.

        Rondas preliminares, enfrentamientos directos y fase de grupos se jugaron por más de año y medio, hasta que llegaron los partidos decisivos. La zona de Concacaf era de las más apretadas; en ella jugaban México, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Panamá y por último Trinidad y Tobago. El Tricolor del Maestro Ricardo A. La Volpe había hecho una gran campaña y desde la antepenúltima jornada estaba calificado, los ticos y los estadounidenses habían alcanzado los dos boletos directos que restaban y Panamá estaba eliminado, al sumar tan sólo dos unidades. El cuarto puesto, el del repechaje, quedaría en manos de los dirigidos por Leo Benhakker o en las de los chapines. Dos partidos definirían la historia.

        Guatemala ganó su partido y únicamente necesitaba que los caribeños no vencieran a México (el líder de la competición con 22 unidades) para luchar por un boleto en el repechaje contra Bahrein. El resultado no los favoreció. Trinidad y Tobago derrotó a la escuadra azteca por un resultado de dos goles contra uno, lo que le valió el cuarto sitio y posteriormente su viaje a Alemania. La derrota mexicana fue muy cuestionada y creó sospechas por el entorno futbolero, pero por mucho tiempo quedó tan sólo en eso.

        El conflicto llegó cuatro años después, en una conferencia de prensa, después de un entrenamiento de los Rojinegros del Atlas y sin aparente razón alguna, Ricardo La Volpe se desahogó con los reporteros al cuestionar la labor de Javier Aguirre y alabando el proceso propio entre 2003 y 2006, expresó las siguientes palabras con respecto al juego contra Trinidad y Tobago:

         “Es como yo pasé una eliminatoria. No es como vos decís, en la primera fase se ganó por primera vez en Trinidad y Tobago (…) no cuando ya estábamos calificados que fuimos al último partido, para no tener problemas, justo con el hombre que hoy maneja la Concacaf. Entonces dijimos, mira, los menos problemas posibles, ya calificaste.”

        Las palabras de La Volpe hicieron mella en lo más profundo, no sólo de los periodistas mexicanos que desaprobaron tanto el acto en sí como la inoportunidad de sus palabras, también crearon un gran desencanto en la prensa guatemalteca.74

       Otra vez, el extraordinario técnico demostraba su poca capacidad comunicativa y en lugar de enaltecer su proceso como director técnico de la Selección Nacional, hacía quedar a ese partido como una mancha incorregible.

        Si revisamos los nombres de ese encuentro, se escucha muy lógico que el medio futbolístico demuestre su indignación. Es claro que la alineación de México se iba a ver disminuida por la prematura calificación, es decir, para cuidar las posibles lesiones y las tarjetas que podían acarrear una sanción para el primer juego del mundial; pero los cambios de La Volpe fueron exagerados.

        El argentino tan sólo utilizó a tres jugadores que jugaron contra Panamá el día que obtuvieron su clasificación. Esos jugadores fueron José de Jesús Corona, Oscar Rojas y Francisco Javier Rodríguez, pero lo más curioso del partido disputado en Puerto España el 12 de octubre de 2005 fue que de los once titulares, tan sólo cuatro futbolistas estuvieron en la Copa del Mundo Alemania 2006. El técnico no estaba probando futbolistas.

        La prensa mexicana e incluso la guatemalteca hicieron preguntas al respecto: ¿Jack Warner se había acercado a la Femexfut?, ¿existía alguna amenaza?, o ¿existió alguna propuesta?

        Cualquiera que sea el caso, el partido jugado en Trinidad y Tobago tuvo consecuencias a futuro. Días antes del sorteo para el mundial, en diciembre de 2005, se hizo el anuncio oficial de los equipos que serían cabeza de serie en Alemania 2006. Los representativos fueron: Alemania, Inglaterra, Argentina, Italia, Brasil, Francia, España y México.

        En esa lista sólo habían campeones del mundo, el siempre protegido equipo español y la desafortunada, en copas del mundo, Selección Nacional.

        ¿Jack Warner estaba respondiendo a la buena fe de la Femexfut? La FIFA aseguraba que los números habían dejado al Tri en el octavo lugar de la preclasificación, en donde eran tomadas en cuenta las participaciones en algunos mundiales y torneos continentales recientes. Lo cierto es que los criterios de clasificación son cambiados cada cuatro años y cualquier selección podría entrar en alguno de ellos para ser cabeza de grupo en una copa del mundo. La anécdota anterior nos da una pista del por qué.

        Para la Copa del Mundo Sudáfrica 2010, llegaron las maratónicas eliminatorias y después de las dos primeras rondas, se jugó el hexagonal final. Curiosamente, la Selección Mexicana volvería a cerrar su participación en Puerto España. ¿Coincidencia?

        Desafortunadamente, Trinidad y Tobago estaba eliminada desde la primera ronda y no nos permitió saber si la historia se hubiera repetido.









Alemania 2006: una mina de oro para la familia Warner





2005 estaba en su último tramo y el hexagonal final de la Concacaf rumbo a la copa en Alemania el año siguiente se encontraba en los partidos decisivos. Panamá era la única representación eliminada y los cinco países restantes mantenían el sueño mundialista. Trinidad y Tobago tenía que vencer a México, en casa, en el último encuentro eliminatorio para hacer historia al llegar por primera vez a un mundial y ser el país más pequeño en enviar una representación a esta justa.

        El marcador fue 2 - 1 en favor de los caribeños. La confianza del técnico holandés Leo Beenhakker en la continuidad y el trabajo de futbolistas que jugaban en clubes de algunos países de Europa, le permitió a los Socca Warriors superar a representativos como el de Honduras, Jamaica o El Salvador, que ya contaban con experiencia mundialista.

        Antes de una competencia de este calibre, es necesario cumplir con una rigurosa preparación por parte de los futbolistas y el cuerpo técnico, pero al tratarse de una selección que no tiene tanta fama internacional y renombre, la oncena de Concacaf podía ser explotada con mucha efectividad, en varios rubros además del futbolístico.

       Es por eso que un hombre realizó grandes preparativos para la contienda veraniega. Hablamos del trinitario Jack Austin Warner, que se encargó de acercarse a varias firmas extranjeras y ofrecerles ser patrocinador oficial del equipo representativo de su país.

        Empresas como Adidas, TSTT / Bmobile, Busta, KFC, Carib, Petrotrin, British Gas, eBay y otras tantas aceptaron ser patrocinadores de la selección que estaría en tierras bávaras en junio de 2006. Las cifras iban desde los 300 000 dólares, hasta los cuatro millones de billetes verdes por poder estampar sus logos en las playeras de juego, las vestimentas de entrenamiento o cualquier publicidad presentada en televisión, radio e Internet en la que estuvieran involucrados los dirigidos por Beenhakker.



        De igual modo Warner, faltando de nueva cuenta a los estatutos de su confederación futbolística y los de la FIFA, se encargó de llevar los contratos por viajes turísticos, transporte, hospedaje en Alemania y boletaje para los partidos de la copa a su familia.

        La empresa Simpaul Travel, que además de poseer todos esos derechos, recibió ilegalmente de la mano del directivo trinitario, boletos de directivos y representantes de varias federaciones pertenecientes a la Concacaf, es propiedad de la familia Warner.75

        El pasaje obtenido al Graceland  de los futbolistas profesionales lucía como una gran noticia para todos los involucrados, pero al final de cuentas sólo la familia Warner podría llenar sus bolsillos de dólares estadounidenses.

        Antes de la Copa del Mundo en 2006, los futbolistas que defenderían los colores de Trinidad y Tobago no sabían cuánto dinero iban a recibir por los patrocinios y los premios de su participación. Tampoco tenían conocimiento de que Daryll Warner (uno de los hijos de Jack) controlaba la empresa que manejaría todos los premios entregados a los Warriors por el mundial.76

        Por eso, algunos jugadores (Shaka Hislop, Brent Sancho y Kelvin Jack) se acercaron a la federación de su país para tratar de negociar los bonos que recibirían los futbolistas. Después de varios intentos por encontrarse con Jack Warner y con su secretario general, Richard Groden, pudieron concretar que la plantilla iba a recibir 30% del dinero obtenido por los patrocinios, la campaña clasificatoria y los premios que reparte FIFA por la justa mundialista.

        En el camino a la competencia (febrero de 2006) Jack Warner fue encontrado culpable por violar el código de ética de la FIFA, debido a que el directivo desvió los boletos de Trinidad y Tobago y algunos de Concacaf a la compañía de viajes Simpaul Travel, propiedad de su familia.77

        La sanción por quebrantar el artículo en el que se habla de “Conflicto de intereses” es la expulsión definitiva del miembro. La FIFA aconsejó a Warner que, para evitar un mayor escándalo, quitara su nombre, el de su hijo Daryan y el de su esposa de la lista de dueños de Simpaul. El también vicepresidente del organismo rector del futbol mundial lo hizo y, aunque la compañía seguía siendo de la familia, “ya no existían pruebas” para demostrarlo.78

        Unos días antes de iniciada la copa del mundo, varios jugadores del seleccionado trinitario insistieron a Warner que se les diera a conocer qué patrocinadores tenía el equipo, además de la cantidad de dinero que recibirían de FIFA por el torneo. La respuesta que recibieron era sencilla: “Lo que me piden no está listo y no lo estará hasta que regresemos a Trinidad y Tobago después del evento”.

        Un día después del inicio de la Copa del Mundo, el equipo caribeño jugó su primer partido. El 10 de julio fue una fecha histórica para el deporte de aquel país. El primer juego en la copa y su primer punto, después de empatar a cero goles contra el representativo de Suecia. El equipo de la isla le sacó una valiosa unidad a una oncena experimentada que había sido subcampeón del mundo en dos ocasiones y que había llegado a las semifinales en otras dos oportunidades.

        En una entrevista concedida tiempo después de la copa por el portero de la selección, Shaka Hislop al diario trinitario TnT Times, explicó que al término de ese juego contra Suecia, se encontraron con Jack Warner y el directivo les dijo que estaba muy orgulloso de su partido y sus premios aumentarían de 30% a 50% de los bonos recibidos por la federación.

        A priori, la noticia era buena; la única circunstancia adversa era que los jugadores todavía no sabían cuántos patrocinadores tenía su selección y cuál sería el monto del premio recibido de la FIFA.

        Los Socca Warriors jugaron sus otros dos encuentros. Los resultados no fueron tan buenos. Una derrota frente a Inglaterra en el segundo juego y el mismo epílogo contra Paraguay en el último partido sellarían la eliminación de los trinitarios, pero a pesar de ese par de descalabros, la selección dirigida por Beenhakker fue recibida con gran felicidad por los ciudadanos de aquel país. El resultado final había sido mejor que el esperado.

        El panorama para los héroes mundialistas sería, en un contexto lógico, muy bueno. Mejores contratos con sus clubes, con los patrocinadores y continuidad para la copa que llegaría cuatro años después en Sudáfrica.

        La realidad es que las noches blancas habían terminado para los trinitarios y, como escribió Dostoievski, la mañana tenía que llegar. Ese era el panorama que enfrentarían los futbolistas trinitarios los meses (y años) venideros.

        Después de tres meses de concluido el mundial en Alemania, la TTFF anunció que los ingresos de su federación fueron de 18.2 millones de dólares. Que de los 9.1 millones que representan el 50% y después de los impuestos, el premio para los futbolistas era igual a 141,102.00 dólares trinitarios, es decir, un poco más de 5,500 dólares estadounidenses por persona.

        Después de la declaración de la federación, la FIFA explicó que el dinero entregado por los premios, no estaba sujeto a impuestos.

        Obviamente, los futbolistas de Trinidad y Tobago rechazaron los “cálculos” que realizó la federación de su país. El mayor representante del futbol del caribe, Dwight Yorke, decidió enfrentar de manera más seria a Warner y para ello tenía el apoyo de varios compañeros mundialistas: Dennis Lawrence, Avery John, Chris Birchall, Jason Scotland, Brent Sancho, Stern John y Kenwyne Jones, entre otros jugadores.

        Los 17 futbolistas contrataron a un abogado inglés llamado Michael Townley, quien acudió a la FIFA para pedir que el organismo fuera árbitro de la disputa entre ambas partes. La federación rechazó la petición y dejó a los Socca Warriors a la deriva. Aparentemente, para la Federación Internacional es más importante meterse en los asuntos políticos de El Salvador, España o Francia que actuar cuando realmente se le necesita: La confederación que dirige uno de sus vicepresidentes abusa de la falta de experiencia y peso, además de la buena voluntad de los futbolistas de Trinidad y Tobago.

        Un par de semanas después, el ariete Dwight Yorke anunció que emprendería una acción legal ante la TTFF y como consecuencia de ello, la Federación dijo haber “revisado sus cifras” y después de algunos movimientos ofrecieron a los demandantes un poco más de 19,000 dólares por jugador. Los futbolistas mantuvieron su postura y defendieron sus intereses al rechazar la suma presentada. Para Yorke, la oferta presentada “no valía ni el papel en el que estaba impresa.”

        Mientras sucedía todo esto, la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago anunció una campaña de preparación para el mundial de Sudáfrica. Entre las medidas tomadas, estaba la separación de varios jugadores para incluir “sangre nueva” al seleccionado. Curiosamente, quienes serían separados del plantel eran los 17 futbolistas demandantes.

        Por su parte el suizo Joseph Blatter se dio cuenta que todo esto podría sentar un precedente importante y anunció la creación de una enmienda en la que se precisaba que ninguna disputa legal en un tema futbolístico podría ser llevada a un juez civil ordinario. Es decir, que todo lo que tuviera que ver con futbol tendría que ser tratado por los organismos que mandaban en el deporte de los puntapiés. La ayuda por parte de Blatter llegó, pero no fue hacía la víctima de los abusos, sino para sus amigos Warner, Camps y Groden.      

        Las personas de pantalón largo parecen estar viendo una realidad distinta. Los futbolistas (algunos muy cerca del retiro) tan sólo buscaban un poco de dinero para crear un patrimonio en su vida futura y lo habían ganado a pulso. Nada de esto eran buenas razones y los directivos trinitarios comenzaron a insultar y amenazar en declaraciones a los medios, tachándolos de delincuentes, mercenarios e incluso chantajistas.

        En septiembre de 2007 (14 meses después de concluido el mundial) el gobierno del país caribeño reveló que la Federación de Futbol de Trinidad y Tobago había recibido un total de 173 millones de dólares por publicidad, partidos de preparación bonos de participación en la copa y algunos conceptos extra. La suma es diez veces mayor a la primera que anunció la TTFF.

        Un mes después llegó la tercera oferta de Warner. $ 186,000 dólares por jugador (sólo para los demandantes y no los 23 que participaron en Alemania 2006). La primer cifra que presentó el dirigente trinitario había sido tan baja, que aunque esta era 25 veces mayor, aún seguía representando diez veces menos que lo que merecían los futbolistas por 50% de los ingresos.

        Ince, Theobald Lawrence, Scotland, Yorke y Latapy (pensando en su retiro) aceptaron. Grácilmente Latapy fue tomado en cuenta nuevamente por la Federación de Trinidad y Tobago y fue contratado como Director Técnico de la selección para el proceso rumbo a Sudáfrica 2010.  

        Cuatro años después, otra copa del mundo jugada y más de 48 meses de disputa han servido muy poco. Tan sólo seis jugadores recibieron dinero por su torneo en Alemania. Un poco más de un millón y medio de dólares se han entregado a los héroes mundialistas y casi 70 millones de dólares (que representan el 50% prometido) se perdieron en las arcas de Jack Warner, Olivier Camps, Richard Groden y uno o dos empleados gubernamentales que han sido

necesarios para mantener la sospechosa existencia de la TTFF (Federación de futbol de Trinidad y Toobago) Y la TTFA (Asociación de Futbol de Trinidad y Tobago).79

        Jack Warner no fue el único beneficiado en Trinidad y Tobago después de la Copa del Mundo en Alemania. Su hijo Daryll supo sacar provecho de las circunstancias y, con ayuda de “papi” se hizo ilegalmente de más de 5,000 entradas para la justa veraniega.

        En la tienda de la familia Warner se podían conseguir boletos en aproximadamente 100 dólares, pero sólo se aceptaba pago en efectivo. De otro modo era necesario comprar un paquete turístico para Alemania y las entradas podrían estar en sus manos.80

        Después de la Copa del Mundo, la firma Ernst and Young realizó una auditoría en la que encontró culpable a Jack Warner por hacerse de manera ilegal de 933,000 dólares por la venta de boletos en el mercado negro durante la copa de Alemania.81

        El Comité de Ética de la FIFA voto, seis a uno, en contra de Warner por conflicto de intereses. Warner salvó la situación por cambiar el nombre de los propietarios, pero la empresa sigue siendo de su familia.82

        Quien no corrió con tan buena suerte fue un dirigente de Botswana. La organización radicada en Suiza expulsó a Ismael Bhamjee, quien vendió doce boletos a precios inflados; desafortunadamente el dirigente africano no era tan útil para Sepp Blatter como su homólogo trinitario Jack Warner.

        Al parecer los estatutos de FIFA sólo son aplicados a quienes no tienen poder, no son útiles y no tienen nada que ofrecer a la primera plana del organismo.

        Uno de los más importantes periodistas deportivos del mundo, Andrew Jennings, preguntó a Joseph Blatter sobre las cuestionables acciones de la familia Warner en los mundiales 2001 y 2006. La respuesta en la conferencia de prensa fue sencilla. Igual que Warner, dijo: “Si tengo que darle una respuesta, lo haré por escrito cuando regrese a Suiza”

        Blatter no hizo caso a las faltas de la familia Warner, a la omisión de los estatutos del organismo que preside o al mal manejo de información sobre los números de las federaciones. Lo importante era proteger los 35 votos que su alumno representa cada que hay unas elecciones para la presidencia de la FIFA. Basándose en el gran espíritu de Sepp por la transparencia, lo lógico era que la respuesta llegara a los pocos días. La misma  nunca llegó al correo o teléfono de Jennings.

        Una respuesta sí llegó. “The matter has to be closed” (Este asunto tiene que darse por cerrado). Esas fueron las palabras de Blatter en una conferencia de prensa, en donde se le cuestionó sobre el asunto.83 Sin importar que la FIFA hubiera obligado a Warner a quitar su nombre de la lista de dueños de Simpaul (lo que muestra que aceptaban el conflicto de intereses con su vicepresidente) y que no hubiera recibido sanción alguna, la sentencia de Blatter demuestra una vez más el amiguismo que existe en las esferas más encumbradas del futbol mundial.

       Un detalle queda por mencionar. El presidente del Comité de Disciplina de la FIFA era Marciel Mathier; un amigo de la infancia de Blatter y su abogado en un par de asuntos “menores”, como su acuerdo prenupcial. Mathier defendió los derechos de Blatter al argumentar que Daryll y Daryan (hijos de Warner) son los que hicieron la reventa y su padre no tenía por qué saberlo.

        Después de más de un año y medio de mandar correos a FIFA, Concacaf, Jack y Daryan Warner, además de Richard Groden y Chuck Blazer tengo que cerrar el capítulo y no he recibido ninguna respuesta al respecto. Junto con las cartas electrónicas, intenté contactarlos vía telefónica a los números que están en su página web y por medio del Twitter. Cada uno de los intentos, menos útil que el anterior. 







                            



















Chuck Blazer se enoja con la Femexfut



Uno de los mayores ingresos que presenta el mundo del futbol es el de los derechos de transmisión en los torneos que juegan las confederaciones y asociaciones. Millones de personas ven los campeonatos de futbol en Europa, otros tantos, los que se realizan en Latinoamérica y, aunque en menor medida, también son varios cientos de miles de televisores sintonizados en el balompié de Concacaf.

        La Copa Libertadores es transmitida desde hace ocho ediciones por la sucursal latinoamericana de la empresa estadounidense Fox Sports. El torneo en el que participan los clubes mexicanos desde 1998 tiene números muy atractivos, especialmente desde la inclusión de los representativos aztecas. La final jugada en la edición 2010 del torneo internacional de clubes más antiguo del mundo, disputada entre las Chivas Rayadas de Guadalajara y el Internacional de Porto Alegre, fue vista por 95 millones de personas en cada uno de los dos encuentros jugados.

        En el viejo continente también se presentan números muy llamativos. Hasta hace dos ediciones, la Liga de Campeones y la Copa UEFA (ahora Europa League) eran transmitidas por la cadena ESPN, pero Fox Sports se hizo de los derechos por ambos torneos y hasta la Supercopa Europea (que juegan los campeones de los dos torneos mencionados).

        Para ejemplificar el alcance que tienen estas competencias, hay dos partidos que se pueden utilizar. En 2009, en la final de la Liga de Campeones, el Barcelona enfrentó al Manchester United y el resultado favoreció a los españoles dos goles a cero. Ese encuentro fue visto por 209 millones de personas. Un año después, la disputa de la copa  la llevaron a cabo el Inter de Milán y el Bayern Munich. Su desacostumbrada calendarización sabatina aumentó el alcance de televidentes y alcanzó los 279 millones de seguidores.

        En nuestro cuadrante del mapa también hay datos de los partidos decisivos en los torneos de la Confederación. La final de la Concacaf Liga de Campeones de la temporada 2009 – 2010 se jugó entre los clubes Pachuca y Cruz Azul. El marcador favoreció a los Tuzos en una definición dramática de último minuto. El cotejo fue visto por un poco más de 15 millones de personas.

        Aunque cualquier otro deporte que no sea futbol, estaría gustoso en tener las cifras del torneo regional de Norte, Centroamérica y el Caribe; en el más practicado de todos, los números no son tan alentadores y por eso comenzó a existir una fuerte disputa entre Concacaf y los clubes mexicanos, apoyados por la cadena ESPN, que estaba perdiendo el negocio contra su coterránea empresa.

       Debido al pobre desempeño futbolístico de la región, los clubes mexicanos comenzaron a enviar a equipos reserva en las fases de grupo e incluso a los partidos de cuartos de final. Sólo los enfrentamientos contra equipos del mismo país, los tomaban con seriedad. Esto afectó el ya dañado nivel de audiencia de los partidos de la Concachampions. Los auspiciantes eran menores y los equipos mexicanos (incluidos los aficionados) mantuvieron su mira en los campeonatos en Sudamérica y Europa.

        México había asistido a la Copa Sudamericana desde el año 2005. El resultado de las cuatro participaciones de los conjuntos aztecas era de tres finales (una ganada por Pachuca) y una semifinal. Fox Sports tenía un torneo con rondas de eliminación directa desde el principio, con muchas definiciones por penales y con los equipos mexicanos obteniendo buenos resultados. El mercado estaba seguro.

        En 2009 tocaría la oportunidad a Monterrey y a Puebla. Los Camoteros estarían en un torneo internacional después de 19 años y la ilusión de todos los jugadores y aficionados de La Franja era muy significativa, pero el último día el mes de junio de 2009, una llamada cambió todo el panorama.

        El presidente de Puebla, Ricardo Henaine, se comunicó por teléfono con José Luis Sánchez Solá, el director técnico de la oncena. El motivo era avisarle que su equipo no participaría en la Copa Sudamericana; la decisión había sido tomada por la Concacaf y apoyada por la Femexfut. 

        La razón: Chuck Blazer, mano derecha del trinitario Jack Warner y encargado del consejo consultivo de mercadotecnia y televisión no podía permitir que un equipo de su confederación se fuera con la competencia. La decisión no había sido tomada para la Copa América ni para la Copa Libertadores (torneos organizados por la Conmebol), sólo se refería a la Copa Sudamericana, torneo organizado por Fox  Sports y que es avalado por la confederación sudamericana.

        Blazer pensó que con esta medida, los clubes mexicanos enfocarían todas sus municiones al torneo regional y el dinero caería a racimos para Concacaf. La verdad fue distinta. Los equipos mexicanos siguen venciendo en el torneo, con cuadros suplentes y con poca expectativa de la gente.

        Al día siguiente del aviso, Sánchez Solá sacó su frustración y coraje en un programa de radio en México. Las palabras, simples pero contundentes: “que chi… a su ma… porque se meten con la ilusión del Puebla”.84

        El polémico timonel poblano, aunque con métodos poco políticos, aseguró que con la decisión “sólo se buscaba beneficiar a los que dirigen la Concacaf, dos personas (Warner y Blazer) que quieren tener a los equipos mexicanos con su mejor gente llenando los estadios de Estados Unidos, ganando dinero y matando la gallina de los huevos de oro.”85

        Además se molestó con los directivos del futbol mexicano y aseguró, “que mientras sigan enfocando lo mercantil sobre el interés deportivo, las cosas seguirían igual y después no se pueden exigir resultados”.

        Concacaf y la cadena ESPN han intentado crear un torneo parecido al que existe en otras confederaciones y para ello ha aumentado a 24 contendientes en la competencia para intentar tener un mayor alcance, pero el pobre nivel exhibido y el desinterés de los clubes mexicanos (incluido su mercado) han echado a perder el plan de la confederación.

        Aunque los equipos mexicanos son maltratados en Sudamérica y el nivel que hay en el cono sur no es nada extraordinario, los beneficios deportivos y económicos siguen siendo mejores que los que se encuentran en la región que nos corresponde.

         Asociaciones como la UEFA o Conmebol pueden atreverse, sin decir que esté bien, a cometer abusos en lo que se refiere a sus participantes, la publicidad o las transmisiones, pero la Concacaf  no, tomando en cuenta que sus torneos tienen tan poco ángel que cada año, los cuatro semifinalistas son del mismo país.

        El desarrollo de Concacaf necesita mucho trabajo y con los dirigentes que cuenta, ni en lo deportivo, ni en lo comercial van a haber buenas noticias.









Tiempo de compensación



En 1994 Joao Havelange llegó a la presidencia de la FIFA. Su primera declaración como sucesor de Sir Stanley Rous fue: “yo tengo un producto llamado futbol, el cual tengo que vender”. Empresas de refresco, cerveza e incluso, en el mundial 1986 en México, los cigarros Camel se anunciaron con la federación. Al ser cuestionado por el ingreso de la tabacalera, el brasileño aseguró que “Yo tengo que administrar un torneo de 24 equipos. Necesito todo el dinero que pueda recibir de cualquier patrocinador”.

       En 1998, el suizo Joseph Blatter tomó el puesto de Havelange y lo hizo con más ideas en la cabeza que simples patrocinios en los torneos. Se harían torneos en todas las categorías posibles, en ambas ramas e incluso torneos que ya no se disputarían en las canchas de futbol como la llamada FIFA Interactive World Cup. Todo esto traería beneficios por las transmisiones, las concesiones y la mencionada publicidad, entre otros rubros. 

       Durante los cuatro años recientes, se han jugado cuatro torneos de FIFA cada 12 meses y en el 2012, año en el que la federación internacional debutará como organizador del torneo olímpico, serán cinco las competiciones avaladas por el organismo que preside Blatter.

       Muchas asociaciones nacionales y varios futbolistas han mostrado su desacuerdo con el modo en que se dirige el futbol en la actualidad, por la saturación y los riesgos que representan a la salud los calendarios “obligatorios” de competencia. Para protegerse, la FIFA ha puesto un candado en sus estatutos y reglamentos, en donde ahora son intocables incluso ante los juzgados ordinarios.

       Por ejemplo, en 2003, el delantero argentino Carlos Alberto Tévez fue convocado para participar con su selección en el campeonato mundial sub 20 que se celebró en Emiratos Árabes Unidos. En esa época, el ariete sudamericano jugaba en Boca Juniors de su país, que había sido campeón de la Copa Libertadores y preparaba su participación para la Copa Intercontinental en Tokio, Japón.

       Tévez dio prioridad al torneo de clubes y pidió no ser convocado a la selección de su país. Un juez argentino le concedió la razón y le explicó que la libertad de trabajo estaba en su favor. Carlitos podía jugar con quien quisiera. A sabiendas del precedente que podía establecer la acción del oriundo de Fuerte Apache, la FIFA amenazó con sancionarlo y Blatter expresó al respecto: “Está el caso de un argentino joven de 19 años, de Boca Jrs. ¿Saben qué hizo cuando lo convocaron para jugar el mundial sub 20? ¡Fue a la justicia ordinaria! El juez, por supuesto, le dio libertad del trabajo. Esto no va, se necesita disciplina. ¡Disciplina!”

       Sin importar que fuera Boca quien pagara el sueldo del argentino, el ente rector del futbol mundial obligó a que Tévez estuviera con la Albiceleste, a pesar de que la AFA (Asociación de Futbol Argentino) no diera un solo centavo al delantero.

       El ahora jugador del Manchester City, estuvo registrado en la lista de seleccionados para el mundial, pero no viajó con el equipo y disputó la final de la Copa Intercontinental contra el Milán de Italia.

       Un año y medio después, Blatter y la FIFA modificaron sus estatutos y reglamentos y ahora prohíben que cualquier disputa referente al futbol, sea tratada en un juzgado ordinario. Dentro de las sanciones estipuladas está la desafiliación. Los futbolistas y las asociaciones nacionales están atados de manos.

       El poder de la FIFA ha crecido exponencialmente y sus funciones actuales están muy alejadas a las que dieron lugar a su creación. Ahora, las federaciones nacionales padecen problemas de calendarización, los futbolistas sufren lesiones constantes y ponen en riesgo su propia vida y los clubes pagan grandes sueldos a jugadores que están obligados a tener como prioridad a su selección nacional (En las tantas categorías que existen).

       Todo esto, porque la FIFA se ha adueñado del futbol mundial, con la menor inversión (que hacen los países sede de los torneos y los clubes dueños de los seleccionados nacionales), y con los mayores beneficios posibles.

       El brasileño Havelange debe estar orgulloso. El futbol es un producto, y en estos días, se vende muy bien.     













Glosario



FIFA: Federación Internacional de Futbol Asociación. Creada en 1904, su sede se encuentra en Zurich, Suiza y rige a 208 federaciones nacionales. Su presidente es el suizo Joseph Blatter.

UEFA: Unión de Asociaciones Europeas de Futbol. Dirige a 53 federaciones nacionales que participan en las competencias del continente (algunos países de Asia compiten en la UEFA). Ubicada en Nyon, Suiza y creada en 1954. Su presidente es el francés Michel Platini. 

Concacaf: Confederación Norte, Centroamericana y del Caribe de Futbol. Fundada en 1961, es el rector de los 35 países de la zona. Dependen también de Concacaf, la Nafu (Norteamérica), Uncaf (Centroamérica) y CFU (Caribe). El trinitario Jack Warner es presidente desde 1990 y el estadounidense Chuck Blazer es su Secretario General. Sus oficinas están en la Quinta avenida de Nueva York.

Conmebol: Confederación Sudamericana de Futbol. También abreviada CSF, tiene sus oficinas en Asunción, Paraguay. Creada en 1916, tiene como presidente al paraguayo Nicolás Leoz.

CAF: Confederación Africana de Futbol. Fundada y ubicada en El Cairo, Egipto en 1957, está dividida en seis zonas geográficas para sus torneos y eliminatorias. Issa Hayatou está al frente de la Confederación desde 1988.

CBF: Confederación Brasileña de Futbol. Ubicada en Río de Janeiro, rige el rumbo del futbol en el país amazónico. Fue creada en 1914 y ha servido como herramienta para cometer varios abusos dirigenciales como los e Joao Havelange o su actual presidente, Ricardo Teixeira.

Femexfut: La Federación Mexicana de Futbol ha sido históricamente un gran aliado de la FIFA de Havelange y Blatter. Creada en 1927 y presidida desde 2006 por el empresario televisivo, Justino Compeán.

FEF: Federación Española de Futbol. Creada en 1913. Su presidente es Ángel María Villar desde 1988. Estuvo a punto de ser expulsada de FIFA, por que el gobierno español (haciendo su trabajo) pidió que sancionaran a los responsables del fracaso en la clasificación para los Juegos Olímpicos de 2008.

Fesfut: Federación Salvadoreña de Futbol. Fundada en 1935, tiene como presidente a Carlos Méndez y fue amenazada casi del mismo modo que la Federación Española.

FFF: Federación Francesa de Futbol. Cofundadora de la FIFA en 1904 y la UEFA en 1954, tiene como presidente a Jean Pierre Escalettes. Blatter amenazó al presidente Nicolas Sarkozy con expulsar a su Asociación de FIFA si el directivo era corrido de su puesto, después del fracaso en Sudáfrica 2010. 

NFF: Federación de Futbol de Nigeria. Fundada en 1945.Su sede está en Abuja y su presidente es Sami Abdullahi. Antes del mundial sufrieron una sentencia similar a la de la representación española.

TTFF: Federación de Futbol de Trinidad y Tobago. Creada en 1908 y perteneciente a Concacaf desde 1963. Su presidente es Oliver Camps. También usan las siglas TTFA (Asociación de Futbol de Trinidad y Tobago) para realizar negocios sucios como el de 2006.

IFA: Federación de Futbol de Iraq. Fundada en 1948 y afiliada a la FIFA desde 1950. Su presidente es Hussain Saaed Al-abid. Sufrió el acoso del máximo jerarca del futbol mundial por que el gobierno iraquí ayudó a solucionar algunos problemas de la Federación. Su sede está en Baghdad

DFA: Federación de Futbol de Dominica. Con sede en Roseau y existencia desde 1994, tiene como presidente a Patrick John; el hombre que apoyó al Ku Klux Klan en el Caribe y llegó al poder de su país por medios poco democráticos. A la presidencia de su federación llegó por el apoyo y el abuso de poder de su protector Jack A. Warner.

COI: Comité Olímpico Internacional. Creado en 1894, Tiene su sede en Lausana, Suiza. Inició con 12 países y ahora cuenta con 205 inscritos. Su presidente es desde 2001, el belga Jacques Rogge. Las últimas tres décadas, el COI se ha visto envuelto en escándalos de corrupción, lavado de dinero, uso y tráfico de esteroides. También está comprobado su anterior presidente, el español Juan A. Samaranch.

ISL: International Sport and Leisure. Empresa que transmitía los torneos de FIFA. Los malos manejos de la gente de la Federación Internacional provocaron la bancarrota en 2001. Ahora los derechos de algunas regiones pertenecen a Infront, compañía en la que es un encumbrado directivo Philippe Blatter, sobrino de Sepp.

WGOC: Warner Group of Companies. Conjunta siete compañías de la familia Warner, en las que incluye giros como transporte, hotelería, catering e incluso el equipo de futbol Joe Public.

ESMA: Escuela mecánica de la armada. Fue utilizada entre 1976 y 1983 por el autonombrado Proceso de Reorganización Nacional como cuartel de ejecuciones. Ubicada en Buenos Aires, en ella murieron aproximadamente 5,000 desaparecidos durante la dictadura de Jorge Rafael Videla.

ESPN: Enterteinment and Sport Programming Network. Creada en 1979 por Scott y Bill Rasmussen en Bristol Connecticut. Empresa dueña de los derechos de transmisión de la Concacaf Champions League.





















Marc Vivien Foe: Ex futbolista de Camerún que perdió la vida en 2003, después de que su cuerpo no pudiera resistir el exceso de partidos disputados. El futbolista del Manchester City no recibió de homenaje, más que unas palabras en la finald e la Copa Confederaciones 2009.

Philippe Blatter: El sobrino de Joseph Blatter, de 42 años, es director ejecutivo de Infront Sports and Media, empresa dueña de los derechos de transmisión del mundial 2006 y de las copas en 2010 y 2014 para Asia.

Jesús Martínez: Apoyado por antiguos gobernadores de Hidalgo, hizo un gran negocio con tierras de ejidatarios. Martínez Patiño construyó la Universidad del Futbol, un hotel y un foro en la zona que le fue arrebatada a los hidalguenses.

Jesús Murillo Karam: Nacido en 1947, es el gran “donador” de las tierras en donde ahora existe la Universidad del Futbol. Ex gobernador del estado de Hidalgo.

Manuel Ángel Nuñez Soto: Gobernador de Hidalgo de 199 a 2006. Otro de los hombres de Jesús Martínez.

Julio Grondona: Presidente de la Asociación de Futbol de Argentina desde 1979. Instrumento de la dictadura de Jorge Videla, es vicepresidente de FIFA y dueño del Arsenal de Argentina, acto que rompe con los estatutos de la Federación Internacional. “Llevo tanto tiempo al frente de la AFA como el Papa de la Iglesia.”

Justino Compeán: Ex empresario de Televisa. El negocio está en sus venas; llevó de regreso a la marca Adidas con la Femexfut. Llevó al Necaxa a Aguascalientes. Años después, el club descendió a Primera A.

Felipe Calderón: Presidente de México, nacido en 1962. Se encargó de regresar a Javier Aguirre a la Selección Nacional en 2009, en contra de su voluntad.

Jules Rimet: Nacido en 1873. Cofundador de la Federación Francesa de Futbol y Presidente de la FIFA de 1921 a 1945. Rimet fue el gran creador de la Copa del Mundo. La copa que se entregaba al aganador hasta 1970 lleva su nombre.



Sir Stanley Rous: Secretario de la Asociación de Futbol y Presidente de FIFA hasta 1974, el inglés redactó las reglas del futbol para mejor comprensión del juego. Un hombre incorruptible.

Joao Havelange: Presidente de FIFA de 1974 a 1998. Tenía una empresa de armas y ayudó a Jorge Videla y a Hugo Banzer a mantener su dictadura genocida. Nunca jugó futbol.

Horst Dassler: Hijo de Adi Dassler, creador de Adidas. Junto a Patrick Nally fundó el poderoso “Club” y obtuvo, gracias a su amigo Havelange, el patrocinio de su marca deportiva a la FIFA.

Hugo Bánzer: Fue presidente de Bolivia en dos ocasiones. Recibió apoyo con armamento por parte de Joao Havelange, para poder mantener en pié su gobierno. Murió en 2002 a la edad de 78 años.

Jorge Rafael Videla: Ex presidente de Argentina. Usó el ESMA para cometer crímenes de Lessa humanidad durante su gobierno. Gran amigo y cliente de Havelange.

Michel Zen Ruffinen: Ex Secretario General de FIFA. El abogado suizo fue expulsado del organismo por Blatter por cuestionar el mal uso que daba a los ingresos de la Federación.

Jack Warner: Nacido en 1943, es dueño del Joe Public y vicepresidente de FIFA (otra falta a los estatutos del organismo). Ha salvado su puesto en varias ocasiones por el apoyo de Blatter y Joao Havelange.

Andrew Jennings: Reportero, escritor y documentalista. Durante los recientes 20 años ha demostrado la corrupción de FIFA, Concacaf y el COI. El colaborador del Sunday Herald y la BBC es perseguido por los dueños del balón.

The guardian: El diario londinense ha probado, con documentos, la corrupción de personajes como Nicolás Leoz y Jack Warner.

Joaquín Soria Terrazas: Ex presidente de Concacaf. Le costó caro el atrevimiento de retar a Jack Warner en la región. Uno de los culpables del “escándalo de los cachirules” en 1988.

Joe Public: Equipo trinitario, ubicado en Tunapuna, Macoya, propiedad de Jack Warner. Fundado en 1996.

Simpaul Travel: La empresa revendió boletos ilegales para el mundial de 2006. La compañía de la familia Warner ha hecho varios millones, gracias al puesto de Jack.

Basdeo Panday: Pidió explicaciones a Jack Warner por las irregularidades en la licitación de los servicios para la Copa del Mundo sub-17 Trinidad y Tobago 2001. El ex presidente del país caribeño nunca recibió respuesta alguna.

Henry Kissinger: Intervino con la CIA en Latinoamérica durante la época de las dictaduras. El criminal de Guerra estuvo junto con Jorge Videla en el vestidor de Perú, antes del polémico juego de Argentina en el mundial 1978.

Ricardo Teixeira: Nacido en 1947, Ricky es presidente de la CFB desde 1989 y lo será hasta 2014. Protegido por Joao Havelange introdujo nueve toneladas de material ilegal a Brasil en 1994.

Itamar Franco: Ex presidente de Brasil. Dio el empujón final a Teixeira para introducir el cargamento ilícitamente.

Charles Taylor: El gran amigo de Sepp lo aduló y condecoró en su natal Liberia. El hombre de 62 años cometió crímenes de guerra contra la humanidad.

Peter Hargitay: Defensor de Union Carbide en el desastre de Bhopal. Vio su primera luz en Hungría en 1951. Protege a Blatter y disfraza sus artimañas en su labor como R. P. del suizo.

Sebastian Coe: Después de una carrera exitosa en el atletismo, se dedicó a la política. Ahora trabaja en el Comité de Ética de la FIFA. De cualquier modo, alguien tiene que cobrar ese cheque.

Patrick John: El nacido en Dominica en 1938 apoyó a “la supremacía de los blancos durante” su gobierno en el país caribeño. Presidente de la DFA con el apoyo de Jack Warner. Las oficinas de la federación se llaman “Patrick John Football House.”



Jacob Zuma: Presidente de Sudáfrica. Engañó a su país, haciéndoles creer que era una gran idea llevar el mundial a sus tierras. Tiene tres esposas y 20 hijos; el último es producto de una relación extra marital. La poligamia del gran amigo de Sepp le cuesta dos millones de dólares al año al pueblo sudafricano.

Nelson Mandela: Luchó contra el apartheid y fue presidente de Sudáfrica de 1994 a 1999. El gran Madiba fue Premio Nobel de la Paz en 1993.

Nicolas Maingot: Portavoz de Blatter. Otro de los baluartes de la FIFA de la transparencia.

Jimmy Mohlala: Parte del Comité Organizador de Sudáfrica 2010. Denunció múltiples actos de corrupción en el gobierno y las empresas encargadas. Fue asesinado en enero de 2009.

Dwight Yorke: Mundialista trinitario en 2006. Nació en 1971 y se retiró en 2009. Yorke luchó contra Jack Warner por los abusos cometidos con los bonos por la copa en Alemania. No tuvo el apoyo de FIFA para defender a los Socca Warriors.

Daryll y Daryan Warner: Hijos de Jack Warner. Ayudades por el puesto de su padre se han hecho de negocios enormes en las copas del mundo. Entre ellos se encuentran boletos de avió, hospedaje, catering y venta de boletos para los partidos.

Chuck Blazer: Mano derecha de Jack Warner. Su manipulación evitó que México siguiera compitiendo en la Copa Sudamericana. Su lealtad a ESPN y al dinero que le pagaba la empresa por transmitir la pobre Concacaf Champions League propició la salida de los mexicanos del torneo organizado por Fox Sports.

Oliver Camps: Presidente de la TTFF. Ayudó a Jack Warner en el engaño a los futbolistas trinitarios en 2006. Pasivo, rezagado y complaciente; es el presidente perfecto para Warner.

Infront Sports and Media: Compañía que transmitió y revendió el mundial 2206. En cargado de las transmisiones para Asia en los mundiales 2010 y 2014. Philippe Blatter, sobrino de Joseph es un alto ejecutivo de la empresa.



Weheliye Farrah Addo: El somalí acusó a Blatter por intentar sobornarlo con 100,000 dólares para que votara por él en las elecciones de 1998. Murió en 2008.

Philippe Blatter: Ejecutivo de Infront S & M. Llevó a la compañía los derechos de transmisión de los mundiales 2010 y 2014 para Asia, con la ayuda de su tío Joseph.

David Will: Advirtió al Comité Ejecutivo de FIFA sobre los malos manejos del dinero del organismo por parte de su presidente. Fue bajado a empujones del estrado por Chuck Blazer.

Jerome Valcke: Después de ser acusado de chantaje y manipulación por Joseph Blatter, fue nombrado su Secretario General. El nacido en 1961 en Francia, estuvo involucrado en el escándalo VISA-FIFA-Mastercard.











































Bibliografía y otras fuentes



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Notas



1.- Yallop, David.  ¿Cómo se robaron la copa? 1998. Primera edición en español (2000).Editorial Obeja negra. Inglaterra.

2.- Ibídem

3.-  Llonto, Pablo. La vergüenza de todos. 2005. Primera edición, Editorial Madres de la Plaza de mayo. Argentina.

4.- Ibídem

5.- Ibídem

6.- Mendez Eugenio. Almirante Lacoste: ¿Quién  mato al general Actis? Editorial El Cid. Argentina 1984

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